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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

09
Out19

 A FREGUESIA DE LUSO E A TRISTE CÂMARA

Peter

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D ois anos depois da queda de uma dúzia de metros cúbicos de terra na barreira da Quinta do Alberto, a Câmara retirou os emplastros de cimento que anularam durante duas épocas os estacionamentos da sala de visitas das Termas, no centro do Luso, o que provocou inúmeros prejuízos a toda a gente. A “inauguração “aconteceu no dia 30 de Agosto e esta sala que já foi do município, voltou agora á mesma normalidade, após a triste figura da autarquia e da universidade que, consta, se envolveu no complexo estudo. As ciclópicas obras acabaram de vez, apesar de tudo ter ficado na mesma. Nem mais um metro quadrado, um posto para estacionar, um candeeiro de iluminação, um banco ou um caixote do lixo. Mais nada. O zero absoluto produzido pela política com 140 mil euros, uma pequena fatia do que recebe anualmente a autarquia das Águas de Luso, quantia que caberia à freguesia das termas e ao seu desenvolvimento usufruir.

Já disse aqui que na mão dum ex-presidente de Junta de Freguesia, a limpeza do local não demoraria mais de um, dois dias, mas a gestão camarária demorou dois anos e recuperar morro e praça, sem olhar, minimamente, aos interesses da terra ou aos desejos da gente. Um centro termal que já foi do município, merecia melhor tratamento que uma barreira de estradão e uma rede de pesca, merecia sim um enquadramento urbano adequado. Disto porem, a triste Câmara tem nenhuma consciência, o que a leva a tratar o território sem respeito pelas pessoas e pela atividade que pode criar riqueza para o concelho. E vejamos o rol das distrações e incapacidades.

No caso das Termas, reduzidas a Spa de um hotel, a autarquia coloca-se ao lado da unidade hoteleira das águas e esquece os outros agentes locais ou as pessoas que teimam e subsistem na área. Colaborou, é preciso relembrar, na redução das termas para 500 metros quadrados e com a venda do balneário de segunda, reduzindo a área termal a pouco mais que nada., em paralelo com o aval à deslocação do engarrafamento e sede para fora do Luso, sem qualquer contrapartida, como se vê agora. Outras verdades são que a autarquia nunca levantou a voz em defesa do termalismo, embora as termas tenham sido impulsionadas por dois grandes mealhadenses, Costa Simões e Messias Batista. A Câmara nada disse pelo fecho dos correios, nada fez por estudos conducentes á recuperação ou reconversão das velhas pensões, pelo aproveitamento da linha de água e do núcleo de moinhos de Carpinteiros, o maior do país, pelo problema da falta de estacionamento crónico e o lago, destruído há dois anos, continua destruído. O cinema, sem teto e a céu aberto ou a casa da Miralinda, ex-casa do Povo, a ruir, são fotografias tristes da inocuidade autárquica, em termos políticos, uma avestruz festeira de cabeça enfiada em areias movediças. Uma pequena piscina no parque de campismo, prometida e nunca feita, continua em promessa, e o fabuloso parque industrial de Barrô, uma aldrabice arquivada. E não esqueçamos a ridícula tentativa de fechar o Palace Hotel do Bussaco levada a efeito pela Câmara e pela sua presidência., uma obra de arte da imbecilidade da politica!

Acrescentemos a Mata Nacional e o estado de abandono a que está votada por uma fundação de família partidária, e teremos a imagem indecorosa da maneira como Estado e Câmara encaram património do País. A classificação pela Unesco está longe e o negócio em que transformaram o templo botânico que era a Mata Nacional, arrasa árvores espalhadas pelos 105 hectares da Cerca, acácias, silvados e vegetação vária que invade espaços e interrompe caminhos e veredas, uma lástima vergonhosa e suja. Se a Câmara queria destruir o ativo botânico, A Mata Nacional, conseguiu-o, duma forma incompetente e irresponsável. Basta um passeio pela Cerca Buçaquina para tomar consciência da “barraca” de tiro ao alvo em que transformaram o espaço. A floresta que chegou a ser a menina dos olhos do Ministério da Agricultura é hoje um triste retrato do que foi. Nem Governos, nem a autarquia, um pigmeu em bicos de pé , estão de fora do descalabro ou da incapacidade no que toca ao Buçaco. Basta dar um passeio pela floresta e verificar o -abandono em que se encontra. O estado da Mata Nacional, que foi um dia joia da coroa do Ministério da Agricultura, é hoje uma vergonhosa obra de políticos que se desresponsabilizaram a favor de autarquias e seus polvos tentaculares. A freguesia do Luso vem sendo delapidada inconscientemente por uma gestão municipal que não está á altura de preservar os bens que tem, quer na sua manutenção, quer no desenvolvimento das suas potencialidades.

Luso, Setembro, 2019

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19
Abr18

A RUINA DO BUÇACO

Peter

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 Mau grado o Luso ter umas Termas e uma Mata Nacional , afinal as mais valias do território concelhio, não tem nenhum vereador na mesa do executivo camarário , uma mesa imposta, não escolhida , mas que mereceu o apoio de quase metade da população deste município naquilo a que  se chama  urnas. Podemos afirmar que os donos do partido vencedor escolheram bem, feitas as contas o método de Hondt, a única contagem do processo funcionou  e abstenção e votos nulos acertaram a verdade dos números em minoria absoluta para convencional maioria.

É precisamente destas habilidades políticas  que eu gosto de falar, fugindo á pasmaceira duma democracia  prenhe de partidarite aguda , moléstia febril de ambição e de cobiça que perpetua o poder indefinidamente e não permite ao cidadão a liberdade de aceder aos lugares de gestão politica a que efectivamente teria o direito de concorrer, livremente e fora de geringonças.

De deputados amordaçados, a governos , municípios e órgãos estatais, tudo está controlado pela peste de mafias partidárias , trancadas as portas que dão acesso a esse mundo ao cidadão comum, aquele que não concorre sórdida e subserviente pela porta da seita do cartão. Uma democracia coxa e mutilada.

Dizia Winston Churchill que o sistema democrático era mau mas o melhor de todos,  mas o nosso, apesar de mau, não será com certeza o melhor de todos, estará  longe , pois a uma ditadura salazarenta sucedeu em poucos anos uma ditadura de partidos que despicam entre si , sem civismo e transparência , as cadeiras do poder. O cidadão, cuja única acção no processo de eleição se resume a votar num partido que já escolheu as pessoas, pessoas que não conhece e nunca viu,  é o braço dum robot que , manipulado por anti-democratas contumazes, apenas vai confirmar o que está de antemão decidido pelo supra-sumo dum chefe. Isto, que se iniciou em relação a deputados, desce hoje ao poder local, freguesias e municípios. Nos grandes sítios, são desconhecidos, nos pequenos são promotores do processo, meia dúzia de ocupantes estratificados em listas, rotinados na manipulação dos correligionários, apoiantes, interessados e alguns patetas ocasionais que aproveitam o ensejo  do lusitano ego para semear traficâncias. Coisas que não sendo crime são factores negativos no imbróglio de favores e contra favores  da nossa duvidosa  Demo Kracia.

Do grego, Demos (povo) e Kracia (poder, governo) , o presidente americano  Abrãao Lincoln simplificou a questão para “governo do povo, pelo povo e para o povo”, o que hoje nos faz rir , e se bem que os próprios helenos livres  se resumissem ao cidadão da polis ou cidade estado , o filosofo Sócrates, um defensor  incansável das ideias democratas, foi por ela própria condenado á morte  e executado. Era um democrata original e honesto.

Mas retomando o fio á meada inicial , o Luso, apesar de não ter ninguém no executivo municipal , vergonhosamente em quatro eleitos três são da mesma freguesia , um  até do partido inimigo, o que diz bem dos arranjismos político-partidários e  processos democratizantes dos nossos representantes locais ou das jogadas escuras que se fazem na sede do município , o Luso , dizia, teve ganas de voltar  à última Assembleia Municipal dar a sua opinião sobre o estado da ‘nação’  para ouvir em voz velada respostas  esfarrapadas livrando água do capote. No caso do Bussaco, ouviu-se que o assunto não é com ela, Câmara, porque afinal não é ela que paga  cinco mil euros mensais devidos ao gestor da fundação, nem terá sido a Câmara  a convida-lo por escolha arbitrária e pessoal. Pergunto-me se fui eu e  nós munícipes que decidimos contratar os funcionários, juntamente com a quantidade de assessores arregimentados sem concursos e pagos com o erário público.  Aos do Bussaco pagamos desde que a autarquia entendeu  subsidiar o Estado propondo-se substitui-lo nos custos da Mata Nacional , com publicação em Diário da República , retirando as verbas do bolo do munícipe. Para alguém que  não é deste município, como outros. Teremos sido nós, que não tivemos palavra?

Na cegueira da cidade, a ambição, o desprezo ,o compadrio a cobiça e a vaidade deram  lugar á irresponsabilidade das politicas erradas que perseguem e cujo resultado se vê na destruição e ruina dum património florestal valioso e na inércia e falência dum património económico social único no território., as termas, fontes e recurso de parte significativa da nossa população, que deixaram de o ser. Com o aval  e silêncio dum poder municipal  que ainda não percebeu o território e como tal o tem administrado através duma gestão anacrónica  e sem estratégias. Colocaram nas estradas municipais as estruturas da fuga da riqueza  até aos confins da cidade polaca de Cracóvia sem acordos compensatórios e a fase terminal do complexo termal passa ao lado da comodidade duns  eleitos apostados em fazer festas e festarolas enquanto o território dorme abandonado ao improviso da mesquinhez de interesses.

Quanto á Mata  Nacional, se não tivessem subtraído ao Ministério da Agricultura a sua gestão, estaria inequivocamente recuperada e a caminho da sua definitiva requalificação após o temporal que a destruir há cinco anos. Sempre assim aconteceu e já foram muitos os  vendavais , mas foi preciso a autarquia meter-se no que lhe não pertence, quer em propriedade ,quer em meios ,quer em sentido critico , para a ruina do presente acontecer.

Razão e conhecimento tem o munícipe que esteve na Assembleia, mas o que lhe fazem os eleitos é passar uma cruz por cima como inimigo público e figadal! Não é cruz de sambenito no entanto é uma cruz com as mesmas intenções , só os tempos  mudaram.

São estas  politicas erradas e anacrónicas num município cada vez mais mesquinho e paroquial que o fazem adormecer numa paz podre , mantida pelos jogos de influências e pela rotina de gente que está á tempo de mais numa zona de conforto a esgravatar em milho hibrido sem resultados á vista.

Luso, Março, 2018

07
Nov17

APOCALIPSE

Peter

 

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A  nossa luta contra o fogo tornou-se  crónica e épica. Na falta de castelhanos, os únicos afinal com quem mantivemos guerras acesas na Europa envelhecida, recorremos  finalmente ao fogo posto para manter  ocupada a nossa inteligência  incendiária, especialistas,  estrategas, investigadores, magos, jornalistas, comentadores  uma plêiade de portugueses “experts” bem nascidos, bem falantes, bem sustentados nos contornos duma esfera armilar para nos comer a carne e nos deixar os ossos consumidos por lobies. O previsível voltou a acontecer perante o caos  dos  defensores e da fragilidade dum governo ainda a beneficiar das boas graças do tempo e da hetacombe eleitoral da oposição mas que voltou a não estar á altura do desafio  dos fogos. Faz a mesma triste figura dos governos terceiro mundistas que se sucedem uns aos outros e não se preocupam com esta guerra que leva riqueza e vidas. Levam décadas de estudos,  dúzias de doutoramentos, toneladas de ideias, montes de dinheiro e, pese a genialidade das armas e dos barões assinalados  , feitas as contas são incapazes de dominar o inimigo. Erram os cálculos vectoriais da mesma maneira que as fáceis contas aritméticas e acabaram por fazer   apocalipses como ninguém colocando-os no terreno como uma mortífera bomba de partículas atómicas. Perante inocentes portugueses, as cobaias estivais,  inventaram acendalhas e produziram infernos onde hoje  a pobreza e a humildade dum povo  perece em fornalhas apocalípticas como se fossem cristão-novos ou criminosos comuns. Abandonados á sua sorte por governos legitimados pela  ganância irresponsável de partidos e de jobs  que perderam a noção de quem é esta gente que dá pelo nome  de portugueses para se concentrarem nos banqueiros e nos correligionários , os  políticos  deixaram á solta a corrupção , a defesa e a miséria das pessoas , esta última como se pode ver com o espanto das imagens televisivas que nos entram  casa dentro. Esta  ineficácia de aprendizes  que após a bancarrota leva vidas, casas,  animais e bens á frente das labaredas  e deixa pregados no chão  mais de uma centena de corpos de humanos compatriotas indefesos e sem ajuda  como se fossem galinhas  depenadas,  não é própria nem digna duma democracia, mesmo que a democracia não passe do tubo de ensaio ou experiencia que ainda não conseguiu expurgar os vícios com que nasceu, a incompetência, a mediocridade ou os compadres.  Queimados numa fogueira inquisitória e laica ou numa moderna guerra química e termodinâmica  estas vitimas inocentes tem culpados na partidarite dum regime que plasmou na guerrilha dos interesses  pessoais , duma classe sem condições e princípios para governar um país, que faz da  impotência e do amadorismo baronil dos seus agentes e amigos a pedra de toque da governação. Quanto ao tratamento florestal do território, como se vê ,é pura e simplesmente o abandono a um caos sem rei nem sem roque que inclui as pessoas e os bens. Politicas de influência quemtêm calcado aos pés o interesse da economia  nacional e do cidadão e os resultados são os que estão á vista,  um falhanço total que dificilmente poderia ser pior, um cenário onde os governantes imolaram, por incumprimento dos seus deveres mais básicos, mais de uma centena de portugueses em sucessivas piras  de sofrimento e morte sem terem sequer consciência da gravidade do fenómeno no posterior  da desgraça.

Não são três ou quatro dias de luto com as lérias habituais nem um abraço á família em dor  ou mesmo  férias estragadas duma senhora ministra juntas ao peso da consciência existente no poder que apagam os erros cometidos , a asneira persistente , o trabalho não feito  que  culminou na catástrofe. Não são as visitas do Presidente da Republica que ressuscitam os mortos ou  reconstroem os bens , as famílias, os empregos, tudo o que se perdeu com as leviandades de quem manda.  

Faltam sim os actos , as estratégias  e um objectivo definido claramente no tempo a favor do cidadão e do interesse nacional. Falta o fim das empresas comprometidas e levantadas á pressa para o negócio do fogo , falta transparência absoluta na gestão corrente da coisa publica e um equilíbrio da economia e da cultura no sentido dum cidadão consciente com dignidade de vida e respeitado como tal.  Cem mortes de inocentes por desprezo e por incúria não são o brincar que pretendem fazer ser!

Falta fazer um país honesto e sério e acabar com esta brincadeira onde nos meteram  escolas politico-partidárias que se apoderam demagogicamente  dum poder medíocre, ignorante , num amadorismo pindérico de país  do terceiro mundo onde tudo é permitido perante a impunidade de quem é responsável. Não chega o voto  para branquear as mortes!

Reordenar o território não é tarefa difícil, o que falta é vontade , como em outras áreas, de trabalhar com seriedade sobre a realidade dum povo e não sob a égide de compadres, de afilhados e amigos e não fazer da nomeação partidária um negócio de selecção de interesses. Aqui, o regime apodreceu e apodrece-nos.

Dois meses depois da vergonhosa tragédia de Pedrogão Grande coube a bombástica experiência á zona centro de Portugal. Uma região que tem empobrecido pela desertificação constante, pela ausência de estímulos económicos e esquecimento por parte dos poderes públicos , pela falta de investimentos com estratégia , quantificados e qualificados, pela divisão do poder em capelinhas sem escala e sem dimensão.

Numa das últimas crónicas evidenciei algo semelhante em relação á Mata Nacional do Buçaco. Quis o acaso, simplesmente o acaso, que não ardesse, no entanto aconteceu muito pior, arderam pessoas. À Mata , que segue o caminho partidário  da ineficácia e do  jobismo,  há-de chegar destino igual , mas aí, do mal o menos, só arde vegetação.

Outubro,16,2017        Buçaco.blogs.sapo.pt

 

 

 

23
Set17

QUEM ACODE Á MATA ????

Peter

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  QUEM ACODE Á MATA NACIONAL DO BUÇACO ?

A  razão desta pergunta é a sua pertinência e a falta de debate sobre o tema no percurso eleitoral. A verdade é que a mata nacional não é património dos candidatos á câmara da Mealhada mas sim dos eleitores do país, e como tal os candidatos tinham obrigação de saber o que pensa esse eleitor sobre a questão. No mínimo o eleitor do concelho que paga do seu bolso  os proventos de quem ali labora devia ver á total transparência o que se passa na fundação e saber claramente quanto  vai continuar a despender a autarquia num espaço que não lhe pertence. Não é património da Câmara da Mealhada nem a Câmara da Mealhada tem pergaminhos, sapiência ou meios económicos,  para lá das suas capacidades festeiras, e nem sequer obrigação de recuperar este bem que é nacional  ou mandato para ali gastar o dinheiro dos munícipes. A discussão não se faz, o poder abusa simplesmente do poder  metendo a democracia na gaveta e agindo a seu prazer ou  interesse.

Começo por reafirmar que a Mata Nacional do Buçaco é um templo, foi assim concebida pelos Descalços Carmelitas ,não uma catedral de pedra e de reboco ao sabor de municipalidades mas um templo botânico de base religiosa que hoje, depois de quase cinco século de existência, é propriedade de todos nós, portugueses. Parque botânico porque é uma construção da mente humana num período de exacerbado fundamentalismo religioso, algo não muito longe dum Isis dos nossos dias.

Do coberto autóctone resta pouco, substituído que foi pela congregação dos frades, hoje apenas uma mínima mancha de pilriteiros ou adernal, maltratado e de tal modo pisoteado que se pode dizer que o Buçaco está no osso, seco, desumidificado, por acção das práticas duma universidade que fez o que ninguém tentou em quase cinco séculos, limpar as invasoras e deixar crescer as silvas.  Admito que esta instituição perceba muito de praias e de charcos mas presumo, enquanto cidadão deste país, que nada perceba de florestas. O resultado do programa Brigth está no terreno e  a universidade envolvida fica bastante mal na chapa fotográfica do presente. Na realidade, transformou a Mata Nacional que era um oásis para a vegetação local, num espaço desossado e raquítico ,cada ano mais candidato á ruina dum fogo, uma acção que, percorrendo meia Europa, não se consegue descortinar em locais de idêntico cariz, bem pelo contrário. Em segundo lugar, o Buçaco é um património nacional que foi entregue de forma  inconsciente a uma autarquia e desta a uma fundação. O Estado Português livrou-se da responsabilidade financeira sobre o património comum que  juntamente com Sintra é único, fugindo aos seus  deveres de estado de direito democrático, confundindo assim o sentido de Estado com o sentido de partido e das clientelas respectivas entregando  as suas responsabilidades a qualquer capitão mor , tal qual como se fazia num  municipalismo oitocentista de poluente memória.

Consequência dum génio “socrático” de fracos auspícios , a fundação está gastando  o erário da autarquia que não deixa de ser erário público  , para colocar  familiares , amigos e clientela política de cartão, naturalmente sem concursos públicos transparentes, ou mesmo sem qualquer concurso publicamente conhecido. Uma fundação “manga  de alpaca” fazendo do templo uma feira de vaidades, hipocrisia e deficitária e a caminho  duma candidatura á Unesco inscrita á treze anos na  bolsa das hipóteses sem qualquer consequência para além da palavra ôca  nos ato eleitorais de quatro em quatro anos. Não se sabe pois quando a classificação, pois tanto o património florestal como o religioso  ou o  laico se encontram num estado de destruição avançado e progressivo , impróprio para classificações. O próprio Palácio de Caça, que não passou de pretensão do rei D. Carlos, sem manutenção desde os tempos em que dependia dos Monumentos Nacionais, está impróprio para as cinco estrelas que ostenta e duvidoso para a exploração. Leiam-se os comentários pouco abonatórios que alguns turistas utentes nacionais e estrangeiros  deixam escritos na internet .

Nesta situação degradante onde a irresponsabilidade é total quem acode ao Buçaco e á Mata Nacional ? Haverá desta vez algum Costa Cabral ou Morais Soares capazes de operar o milagre da ressurreição do templo buçaquino fazendo regressar á vida o património nacional? E se por acaso surgisse esse bendito Messias seria em nome da fundação anónima ou dos portugueses? Ou seja, para desperdiçar erário público  ou profissionalizar a gestão e o trabalho  com saber e eficácia?

Como cidadão deste país, acho inconcebível que se mandem embora para o estrangeiro  bons técnicos formados que hoje já temos, para entregar o melhor do património a curiosos e amadores empenhados em destruir o muito que o ciclone de 2013  deixou ficar. A clientes da política partidária e a reclusos das prisões do Estado sem um enquadramento rigoroso feito por quem sabe e se responsabilize pelo espaço e seu conteúdo. Não há muito tempo, numa noite de Natal ardeu um quadro de Josefa de Óbidos, pertença do Convento, avaliado em cem mil euros e não houve qualquer responsabilização, ninguém acendeu a vela, ninguém a deixou acesa! E amanhã, quando arder a Mata Nacional, quem lhe chegou o cigarro ou a folha de eucalipto? Ninguém, como aconteceu.  Está Portugal a saque  e o poder no meio da rua?

O que lamentavelmente se constata é a Mata estar cada vez mais degradada. Exceptuando os caminhos que levam  ao hotel ,  todo o resto desde coberto florestal até ás ermidas, capelas e respectivos acessos está numa situação lastimosa, silvas  que tomaram conta do terreno, árvores e arbustos secos por cada recanto do bosque, clareiras abertas entre árvores seculares perante a vaidade desse folclore político que é o  plantar de espécies badaladas numa  imprensa do pindérico.  A Mata Nacional do Buçaco não é para isto , na realidade corre sério risco de arder, dependendo apenas das condições climatéricas,  porque pela falta de limpeza está  completamente preparada.

A Mata é murada e embora o muro seja uma ruina , ele rodeia todo o perímetro do parque botânico, porém com a particularidade de não se conseguir observar por onde passa, tal é a promiscuidade entre eucaliptos, pinheiros atacados pelo nemátodo, silvados, acácias, tojos e urzes e toda a sorte de arbustos diversos que se misturam ente o parque e as propriedades dos privados numa promiscuidade desoladora. Se as labaredas chegarem em dia de vento demoníaco como aconteceu em Pedrogão Grande, não há quem as segure e a Mata Nacional vai com certeza   de vez.  

Será o Estado o réu? Serão os municípios que compartilham os limites? Será o Ministério da Agricultura que fora dos muros em plena serra mantem terrenos e estradas intransitáveis inundadas pelas mimosas? Será a protecção civil que aparece por aí a limpar qualquer coisa depois dos fogos? Serão os generais bombeiros que cheios de condecorações  debitam  doutoramentos sobre o lume na comunicação social?  Será até o silêncio do Siresp das publico privadas ? Será a Câmara da Mealhada que tudo faz para destruir a  Mata Nacional afundada na trampa dos cheiros da cidade que não consegue resolver? Serão até os candidatos que tudo prometem e nada fazem?

Está mais que visto que esta  não é a solução que serve o Buçaco. Está mais que visto queesta fundação ou qualquer outra fundação servem partidos . Pessoas ligadas a esse mesmo partido, familiares de pessoas ligadas a esse mesmo partido e pior do que isto, gente que não sabe o que tem estado a fazer  durante quatro anos em que transformou a catástrofe do vendaval numa catástrofe geral. Deviam ter vergonha !

Luso,Buçaco, Setembro,2017                                   Buçaco.Blogos, sapo.pt

 

07
Set17

BANCOS

Peter

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Via Sacra do Buçaco .Onde não há àrvores nem

madeira, nem cabeça, os bancos do percurso da

ViSacra ou não estão ou estão assim.

DSC_0836[1].JPG

 Quatro anos de mama não resultaram , a coisa

está  bem pior que no começo!!!! 

Quem tiver olhos, veja.

Em mais quatro anos talvez acabem com isto...

apesar de tudo, um património nacional.

04
Set17

CALVÁRIO

Peter

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Como num palco o cenário é enganador. Pelo 

interior depauperado a ruína  avança em cada

parede , espreita por cada janela aberta,  entra por

cada porta escancarada. Ermida do Calvário.

Este é o Buçaco municipalizado ao sabor  do

vazio de poder e do irresponsável senhorio...

O medo escondeu a crítica , os abutres comem a 

cidade dos deuses , os frades são novos  

inquisidores arqueados na prece do perdão...

O cenário, meio tosco meio papel, perdura

enquanto não cai...

Quem te viu e quem te vê!!!!!

 

14
Ago17

O PERIGO É A FUNDAÇÃO

Peter

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N esta fotografia com data de ontem com a serra

do Buçaco envolvida pelo fumo dos fogos pode

ver-se  a partir do canto  esquerdo todo o muro da

Cerca dos Frades desde a  Porta das Lapas até á

Cruz Alta, no ponto mais alto da fotografia.

Pode ver-se , mas não se vê porque  o muro em

toda a sua extensão funde-se e desapareceu entre

a vegetação, a de  fora e a de dentro , fazendo assim

comungar a propriedade privada com a pública

numa promiscuidade total. 

Como nem uma nem outra estão limpas um

fogo que suba da estrada Luso-Prenacova em dia

ou noite de vento, pode muito provavelmente levar

pela frente o rico património florestal da Mata

Nacional do Buçaco, entregue pela política ao

municipio e á sua fundação partidária.

Como se pode perceber, a irresponsabilidade

é total!!!!!

 

04
Jul17

OS FOGOS E O BUÇACO

Peter

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Aqui temos uma imagem feita hoje que mostra o muro

da Mata Nacional do Buçaco na sua parte exterior, onde 

o abandono é total e as silvas e o mato são donos.

Este é o estado em que está o  património em todo o 

perimetro  da Cerca , quer seja do lado de fora , quer 

seja do lado de dentro, apenas alguns pontos onde 

circulam os visitantes estão limpos e tratados.

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Este estado de coisas é um perigo constante  a pairar

sobre o rico património que é a Mata Nacional que pode

arder em qualquer altura se as condições climatéricas

assim o proporcionarem.

A situação não é para brincar e qualquer pessoa pode

constatar in loco  estes factos se visitar o local.

DSC_0665.JPG

 A seguir a esta calamidade ambiental a serra está 

infestada de acácias que em alguns lados pendem 

para dentro dos muros arruinados , uma situação

demonstrativa da irresponsabilidade que por ali

grassa , uma gestão duma fundação partidária 

 incapaz de tratar e defender o espaço.

DSC_0630.JPG

 Estas fotografias contrariam um comunicado da

Câmara da Mealhada publicado ontem no Diário de 

Coimbra, onde se afirma que tudo está feito 

para proteger o concelho e nomeadamente a freguesia

do Luso onde está o Buçaco, dos incêndios.

É absolutamente falso que haja segurança porque na 

realidade, para quem queira visitar o local, o perigo,

com o calor recente é eminente.

Quanto isto por incúria arder , quem são os 

responsaveis? Ninguém, estamos a saque....

25
Mar17

RIO DA MULA

Peter

barragem rio mula.jpg

Barragem do Rio da Mula , na Serra de Sintra ,

rega,desportos e fogos , por acaso igual á

Barragem do Vale da Ribeira na  Serra do Buçaco,

freguesia do Luso , para rega, desportos e fogos.

O MESMO.

Os espertos políticos da nossa Câmara, uma

anedota, acharam que não era necessária ,

agora sabe-se porquê, não há fogos, não há regadio

( a obra efectuada no Vale da Vacariça ficou sêca)

e quanto a desportos, diz o presidente,

o Luso-Buçaco deixou de ser destino turistico.

Ele ordenou, está ordenado ! 

Arranjaram a lagoa  da terra onde mora, e chega!!!  

Continuem a elege-los que vão longe!!!!

O Luso-Buçaco e  o concelho.

Estão garantidos!!!!!

 

 

22
Fev17

DO LUSO AO BUÇACO

Peter

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Este buraco no muro é a principal entrada de peões dentro

da Mata Nacional do Buçaco  para quem vai do Luso.

Tem a duração de cinco anos e a fundação ou afundação

politica que toma conta deste património ainda não teve

dinheiro para compor esta porta. Este e muitos outros 

buracos existentes no mesmo muro que cerca o bosque

são obras da entrega dos bens do Estado a curiosos bem 

pagos pelos nossos bolsos de contribuintes...

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 Para ter uma ideia mais completa aqui está o mesmo

buraco visto pelo lado contrário, isto é, de quem desce por

um caminho abandonado pelo braço politico da Câmara da

Mealhada, a dita fundação ou talvez afundação.

RSCN5116[1].JPG

...e já agora muro e vereda na parte interior da Mata, antes da

mesma saída da Mata Nacional...o lixo faz parte do quotidiano

da paisagem, os caminhos são pedras ,raízes e buracos,

as escadas armadilhas...e ninguém imagina a gente que por

ali passa...

RSCN5112[1].JPG

Uma segunda entrada na Mata Nacional para quem vai do 

mesmo local, do Luso, é o velho Portão dos Passarinhos,

hoje mal identificado e fechado a cadeado para que os 

'selvagens' habitantes das termas do Luso não vão tirar

as árvores e a lenha que a fundação abate diariamente.

RSCN5111[1].JPG

Uma terceira porta , a Porta das Lapas, é a que vemos nesta

fotografia, em muito bom estado de conservação, sem portadas

sem vidros, sem janelas e de interior também excelente,

conforme a foto seguinte  que uma janela aberta por

esquecimento deixa  observar.

DSCN5107[1].JPG

 Como se vê qualidade indiscutivel, talvez a confirmar umas

declarações da Cãmara da Mealhada pela voz do seu 

presidente que resolveu  através duma entrevista despromover

o Luso e o Buçaco de  destino turistico . Não se sabe hoje o 

que são as termas ou a Mata nas mãos da autarquia,talvez

lixo no  entanto, segundo as contas  da mesma, entregou no

ano passado ao seu braço político, a Fundação, duzentos e

cinquenta mil euros. Como a transparência dessa politica

foi recentemente classificada em 48% de clareza, o destino

dessa verba terá ficado nos 52% de intransparência, tal

como os centavos litros de água que vão das águas do 

Luso. Não é matéria liquida se estas transferências de

dinheiros públicos  são legais, um dia se verá...

DSCN5094[1].JPG

Para terminar e porque fica perto da primeira entrada 

a partir das termas do Luso, deixo uma imagem  do teatro

avenida hoje, depois de cair sobre a plateia e alguns

antigos camarotes, mais um pedaço do telhado.

Sinceramente, não sei para que elegemos uns políticos

nesta freguesia e neste concelho que parece entrarem

e sairem calados do areopago municipal. Acho que lhes

pagamos alguma coisa para defesa da terra e discussão

dos seus problemas , mas nada!!

 

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