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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

19
Abr18

A RUINA DO BUÇACO

Peter

DSC_0797.JPG

 Mau grado o Luso ter umas Termas e uma Mata Nacional , afinal as mais valias do território concelhio, não tem nenhum vereador na mesa do executivo camarário , uma mesa imposta, não escolhida , mas que mereceu o apoio de quase metade da população deste município naquilo a que  se chama  urnas. Podemos afirmar que os donos do partido vencedor escolheram bem, feitas as contas o método de Hondt, a única contagem do processo funcionou  e abstenção e votos nulos acertaram a verdade dos números em minoria absoluta para convencional maioria.

É precisamente destas habilidades políticas  que eu gosto de falar, fugindo á pasmaceira duma democracia  prenhe de partidarite aguda , moléstia febril de ambição e de cobiça que perpetua o poder indefinidamente e não permite ao cidadão a liberdade de aceder aos lugares de gestão politica a que efectivamente teria o direito de concorrer, livremente e fora de geringonças.

De deputados amordaçados, a governos , municípios e órgãos estatais, tudo está controlado pela peste de mafias partidárias , trancadas as portas que dão acesso a esse mundo ao cidadão comum, aquele que não concorre sórdida e subserviente pela porta da seita do cartão. Uma democracia coxa e mutilada.

Dizia Winston Churchill que o sistema democrático era mau mas o melhor de todos,  mas o nosso, apesar de mau, não será com certeza o melhor de todos, estará  longe , pois a uma ditadura salazarenta sucedeu em poucos anos uma ditadura de partidos que despicam entre si , sem civismo e transparência , as cadeiras do poder. O cidadão, cuja única acção no processo de eleição se resume a votar num partido que já escolheu as pessoas, pessoas que não conhece e nunca viu,  é o braço dum robot que , manipulado por anti-democratas contumazes, apenas vai confirmar o que está de antemão decidido pelo supra-sumo dum chefe. Isto, que se iniciou em relação a deputados, desce hoje ao poder local, freguesias e municípios. Nos grandes sítios, são desconhecidos, nos pequenos são promotores do processo, meia dúzia de ocupantes estratificados em listas, rotinados na manipulação dos correligionários, apoiantes, interessados e alguns patetas ocasionais que aproveitam o ensejo  do lusitano ego para semear traficâncias. Coisas que não sendo crime são factores negativos no imbróglio de favores e contra favores  da nossa duvidosa  Demo Kracia.

Do grego, Demos (povo) e Kracia (poder, governo) , o presidente americano  Abrãao Lincoln simplificou a questão para “governo do povo, pelo povo e para o povo”, o que hoje nos faz rir , e se bem que os próprios helenos livres  se resumissem ao cidadão da polis ou cidade estado , o filosofo Sócrates, um defensor  incansável das ideias democratas, foi por ela própria condenado á morte  e executado. Era um democrata original e honesto.

Mas retomando o fio á meada inicial , o Luso, apesar de não ter ninguém no executivo municipal , vergonhosamente em quatro eleitos três são da mesma freguesia , um  até do partido inimigo, o que diz bem dos arranjismos político-partidários e  processos democratizantes dos nossos representantes locais ou das jogadas escuras que se fazem na sede do município , o Luso , dizia, teve ganas de voltar  à última Assembleia Municipal dar a sua opinião sobre o estado da ‘nação’  para ouvir em voz velada respostas  esfarrapadas livrando água do capote. No caso do Bussaco, ouviu-se que o assunto não é com ela, Câmara, porque afinal não é ela que paga  cinco mil euros mensais devidos ao gestor da fundação, nem terá sido a Câmara  a convida-lo por escolha arbitrária e pessoal. Pergunto-me se fui eu e  nós munícipes que decidimos contratar os funcionários, juntamente com a quantidade de assessores arregimentados sem concursos e pagos com o erário público.  Aos do Bussaco pagamos desde que a autarquia entendeu  subsidiar o Estado propondo-se substitui-lo nos custos da Mata Nacional , com publicação em Diário da República , retirando as verbas do bolo do munícipe. Para alguém que  não é deste município, como outros. Teremos sido nós, que não tivemos palavra?

Na cegueira da cidade, a ambição, o desprezo ,o compadrio a cobiça e a vaidade deram  lugar á irresponsabilidade das politicas erradas que perseguem e cujo resultado se vê na destruição e ruina dum património florestal valioso e na inércia e falência dum património económico social único no território., as termas, fontes e recurso de parte significativa da nossa população, que deixaram de o ser. Com o aval  e silêncio dum poder municipal  que ainda não percebeu o território e como tal o tem administrado através duma gestão anacrónica  e sem estratégias. Colocaram nas estradas municipais as estruturas da fuga da riqueza  até aos confins da cidade polaca de Cracóvia sem acordos compensatórios e a fase terminal do complexo termal passa ao lado da comodidade duns  eleitos apostados em fazer festas e festarolas enquanto o território dorme abandonado ao improviso da mesquinhez de interesses.

Quanto á Mata  Nacional, se não tivessem subtraído ao Ministério da Agricultura a sua gestão, estaria inequivocamente recuperada e a caminho da sua definitiva requalificação após o temporal que a destruir há cinco anos. Sempre assim aconteceu e já foram muitos os  vendavais , mas foi preciso a autarquia meter-se no que lhe não pertence, quer em propriedade ,quer em meios ,quer em sentido critico , para a ruina do presente acontecer.

Razão e conhecimento tem o munícipe que esteve na Assembleia, mas o que lhe fazem os eleitos é passar uma cruz por cima como inimigo público e figadal! Não é cruz de sambenito no entanto é uma cruz com as mesmas intenções , só os tempos  mudaram.

São estas  politicas erradas e anacrónicas num município cada vez mais mesquinho e paroquial que o fazem adormecer numa paz podre , mantida pelos jogos de influências e pela rotina de gente que está á tempo de mais numa zona de conforto a esgravatar em milho hibrido sem resultados á vista.

Luso, Março, 2018

27
Out17

CARACOL RAIADO

Peter

DSC_0910.JPG

Esta espécie de caracol raiado é originário da 

serra do Buçaco e tem apontamentos  que 

indiciam constante itenerância pelos meandros

dos  ribeiros e outros cursos de água que

descem da montanha.

Outra caracteristica inerente a esta 

variedade é a velocidade , muito mais lenta

que a do caracol normal a que se pode associar

uma  motorização antiga e pouco ágil que exige

mudanças de ólio permanente e entope o 

carborador com facilidade.

Consome demasiado  combustivel e o tubo

de escape nãoconsegue controlar nem gazes

nem decibeis.

A raça parece ter-se espalhado pela serra e

pela mata e fica cara a quem o ter que sustentar,

normalmente pessoas afectas á sociedade e ao

ambiente.No entanto é um belo e garboso

caracol que não fazendo nada consequente

não tem tido consequências. Nem boas, nem

más , apenas  condizentes com a velocidade

reduzida da sua locomoção embora pareça

perito em automobilismo.

Aqui fica um boneco tirado no local.

 

 

07
Set17

BANCOS

Peter

DSC_0834[1].JPG

Via Sacra do Buçaco .Onde não há àrvores nem

madeira, nem cabeça, os bancos do percurso da

ViSacra ou não estão ou estão assim.

DSC_0836[1].JPG

 Quatro anos de mama não resultaram , a coisa

está  bem pior que no começo!!!! 

Quem tiver olhos, veja.

Em mais quatro anos talvez acabem com isto...

apesar de tudo, um património nacional.

04
Jul17

OS FOGOS E O BUÇACO

Peter

DSC_0659.JPG

Aqui temos uma imagem feita hoje que mostra o muro

da Mata Nacional do Buçaco na sua parte exterior, onde 

o abandono é total e as silvas e o mato são donos.

Este é o estado em que está o  património em todo o 

perimetro  da Cerca , quer seja do lado de fora , quer 

seja do lado de dentro, apenas alguns pontos onde 

circulam os visitantes estão limpos e tratados.

DSC_0645.JPG

Este estado de coisas é um perigo constante  a pairar

sobre o rico património que é a Mata Nacional que pode

arder em qualquer altura se as condições climatéricas

assim o proporcionarem.

A situação não é para brincar e qualquer pessoa pode

constatar in loco  estes factos se visitar o local.

DSC_0665.JPG

 A seguir a esta calamidade ambiental a serra está 

infestada de acácias que em alguns lados pendem 

para dentro dos muros arruinados , uma situação

demonstrativa da irresponsabilidade que por ali

grassa , uma gestão duma fundação partidária 

 incapaz de tratar e defender o espaço.

DSC_0630.JPG

 Estas fotografias contrariam um comunicado da

Câmara da Mealhada publicado ontem no Diário de 

Coimbra, onde se afirma que tudo está feito 

para proteger o concelho e nomeadamente a freguesia

do Luso onde está o Buçaco, dos incêndios.

É absolutamente falso que haja segurança porque na 

realidade, para quem queira visitar o local, o perigo,

com o calor recente é eminente.

Quanto isto por incúria arder , quem são os 

responsaveis? Ninguém, estamos a saque....

22
Fev17

DO LUSO AO BUÇACO

Peter

RSCN5113[1].JPG

Este buraco no muro é a principal entrada de peões dentro

da Mata Nacional do Buçaco  para quem vai do Luso.

Tem a duração de cinco anos e a fundação ou afundação

politica que toma conta deste património ainda não teve

dinheiro para compor esta porta. Este e muitos outros 

buracos existentes no mesmo muro que cerca o bosque

são obras da entrega dos bens do Estado a curiosos bem 

pagos pelos nossos bolsos de contribuintes...

RSCN5115[1].JPG

 Para ter uma ideia mais completa aqui está o mesmo

buraco visto pelo lado contrário, isto é, de quem desce por

um caminho abandonado pelo braço politico da Câmara da

Mealhada, a dita fundação ou talvez afundação.

RSCN5116[1].JPG

...e já agora muro e vereda na parte interior da Mata, antes da

mesma saída da Mata Nacional...o lixo faz parte do quotidiano

da paisagem, os caminhos são pedras ,raízes e buracos,

as escadas armadilhas...e ninguém imagina a gente que por

ali passa...

RSCN5112[1].JPG

Uma segunda entrada na Mata Nacional para quem vai do 

mesmo local, do Luso, é o velho Portão dos Passarinhos,

hoje mal identificado e fechado a cadeado para que os 

'selvagens' habitantes das termas do Luso não vão tirar

as árvores e a lenha que a fundação abate diariamente.

RSCN5111[1].JPG

Uma terceira porta , a Porta das Lapas, é a que vemos nesta

fotografia, em muito bom estado de conservação, sem portadas

sem vidros, sem janelas e de interior também excelente,

conforme a foto seguinte  que uma janela aberta por

esquecimento deixa  observar.

DSCN5107[1].JPG

 Como se vê qualidade indiscutivel, talvez a confirmar umas

declarações da Cãmara da Mealhada pela voz do seu 

presidente que resolveu  através duma entrevista despromover

o Luso e o Buçaco de  destino turistico . Não se sabe hoje o 

que são as termas ou a Mata nas mãos da autarquia,talvez

lixo no  entanto, segundo as contas  da mesma, entregou no

ano passado ao seu braço político, a Fundação, duzentos e

cinquenta mil euros. Como a transparência dessa politica

foi recentemente classificada em 48% de clareza, o destino

dessa verba terá ficado nos 52% de intransparência, tal

como os centavos litros de água que vão das águas do 

Luso. Não é matéria liquida se estas transferências de

dinheiros públicos  são legais, um dia se verá...

DSCN5094[1].JPG

Para terminar e porque fica perto da primeira entrada 

a partir das termas do Luso, deixo uma imagem  do teatro

avenida hoje, depois de cair sobre a plateia e alguns

antigos camarotes, mais um pedaço do telhado.

Sinceramente, não sei para que elegemos uns políticos

nesta freguesia e neste concelho que parece entrarem

e sairem calados do areopago municipal. Acho que lhes

pagamos alguma coisa para defesa da terra e discussão

dos seus problemas , mas nada!!

 

02
Fev17

ALICE

Peter

  ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

 028.JPG

Caro Presidente, estamos a chegar ao fim de um mandato a zeros. Zero de dívidas, zero de obras, zero de ideias, zero de crescimento. A meu ver, melhor seria dever o que se pode pagar com respeito pelas regras estabelecidas e ter feito alguma coisa. A gestão moderna não se faz sem o recurso ao crédito e a não utilização dessa ferramenta fundamental é mais passível de críticas que de elogios. Teria sido melhor para o território, melhor para o município, melhor para o emprego, melhor para o bem-estar, melhor para as pessoas aproveitar a realidade sem a patetice da dívida! Mas isso não aconteceu, o que de facto aconteceu foi o estagnar do concelho em edis a tempo inteiro, não sabemos quantos assessores e mais uns avençados que a pouca transparência política não deixa perceber. Uma hierarquia tão grande vista pela vez primeira no executivo da Mealhada para fazer zero, é muito mau, e assim se desperdiça o mandato em coisa nenhuma.

Este não é o caminho certo, caro Presidente. Pode ser a via da clientela que a partidarite quer ou a oportuna via que os votos anunciam, mas não é o caminho correcto para num concelho pequeno, carente e acrítico que precisa, ou precisava, dum executivo inteligente e activo e duma estratégia viva e ousada para visionar e empurrar um futuro. Tive a ousadia de pensar isso acreditando que a experiência adquirida lhe tivesse trazido confiança e iniciativa, hoje não ficaria bem comigo próprio nem perante os leitores se não corrigisse nestes maus resultados as previsões iniciais totalmente furadas.

O zero verificado é o fruto maduro duma acomodação politica não prevista nos dados da balança, um erro meu, não via então este concelho na paz podre em que vive quatro anos volvidos. Parado, inerte, incapaz, ancorado em fanfarronices balofas, com uma frota politica á espera do emprego numa terceira ou quarta volta mesmo sem o crédito duma carta de alforria. Digerindo azedas maravilhas de jantares politiqueiros, propagandas gratuitas, festinhas, futebóis e crismas de paróquia e zero de trabalho. Trabalho árduo não houve, medidas inteligentes também não, mal andariam os empresários se estivessem á espera do demagógico acto da política para fazer os negócios da venda do vinho e do leitão, já que a história da água é outra coisa e o pão, viste-o! Mas é tudo uma farsa da política assente na ruina dum passado comum que não diz nada, que não merece respeito nem continuação para ocupantes da conjuntural cadeira do poder.

As velhas estratégias que aguardam há duas décadas execução, um golfe, o nó rodoferroviário, os parques industriais de Barcouço e de Barrô, além desse pomposo Luso 2007, foram substituídos pela compra de lixo imobiliário onde a autarquia se especializa na criação de ratos e, na área de maior potencialidade do concelho, o Turismo, voltamos cem anos atrás com o arremedo de termas que hoje existe, mil e tal quartos a menos e outros disparates em que o município se envolveu na defesa do poder económico do capital que ironicamente nem temos, esquecendo os verdadeiros interesses das populações, dos empresários e investidores, bem como a herança de duas centenas de anos que recebemos de mão beijada. A gestão da última década, caro presidente, foi o desastre que está á vista. Nada acrescentou ao todo municipal, manteve apagado o fogo em todas as freguesias e continuou a tarefa de destruir irresponsavelmente a hotelaria e o turismo que tinham notório peso dentro dos nossos limites e mantinham postos de trabalho na freguesia termal, na qual está hoje claramente evidente o especial zelo político na sua liquidação e a total incapacidade para a defender. O contrário do que fazem todos os municípios por Portugal além! Porquê, pergunta-se? Querem transferir a freguesia  para onde?

Uma catástrofe abalizada por autarcas incapacitados ou intencionais? Os resultados á vista  são absolutamente contrários  aos interesses do território que ocupamos !

Talvez por não ser natural do concelho lhe falte o saber acumulado ao longo dos anos em muitas das pessoas que daqui são, que aqui moram ou daqui se espalharam mundo fora com a universidade da vida no bolso curricular, o trabalho, o saber e a necessidade de sobreviver nos alforges de famílias inteiras. Podíamos fazer um rol de gente daqui e de concelhos vizinhos, mas de nada valeria, nunca os conheceu, não os conhece, não são propriamente a sua história e muito menos a sua alma. Porém sem erros aritméticos eu refiro-lhe de forma concreta que neste município existiram mais de mil e quinhentas camas de hotelaria, freguesia do Luso incluída, e hoje, incluído o seu tempo de autarca no activo, destruíram-se, e não existirão mais que duzentos ou trezentos contando com as camas casuais ou camas de horas. Esta realidade, que naturalmente não lhe pesa, espelha a diferença que existe entre quem viveu a história, participou da história e aprendeu na história e quem pouco sabe sobre o que se passa á sua volta, particularmente nesse mundo relativamente recente e rico, a que damos o nome de turismo.

Nesta matéria, o que a política da Câmara tem andado a fazer são asneiras, tão ocas e tão vazias como os almoços leitoeiros das maravilhas onde pretensiosamente pretende meter o Buçaco como se o Buçaco fosse mais uma maravilha da mesa e dos banquetes. Além de não se comer nem beber, noutros tempos apenas os burros o faziam, o Buçaco é conhecido em todo o mundo há muito tempo e não é a Mealhada das maravilhas que o vai colocar no mapa mas exactamente o contrário caro Presidente. O Buçaco e as Termas sempre deram notoriedade ao município e são ainda hoje a sua potencial riqueza maior e o seu único destino conhecido além desse repasto a que se chama leitão. O meu caro amigo não entendeu ainda estas coisas comezinhas! Se o entendesse não fazia da Mata Nacional a barraca de farturas que anda a fomentar, zelava pela recuperação das termas, da fisioterapia, não gastava o dinheiro dos munícipes naquilo que não lhes pertence. Que o dinheiro não é seu , é de todos nós , deve-o  gastar bem, essa é a sua função, para isso foi eleito, para isso o escolhemos, não para se empinar numa política de saltos altos. Antes de cá chegar, muita gente do concelho fez este património comum que agora o caro presidente ajuda a destruir, ou não o defende, como era sua obrigação enquanto edil.

Depois o Buçaco é um templo, um templo botânico. Num templo há silêncio, adoração, paz e tranquilidade. É para admirar, usufruir, para amar e reflectir, é um lugar sagrado que merece o respeito. Como uma igreja é um local de culto, o Buçaco também o é, de culto e oração e de libertação !  Para arraiais chegou sempre a Ascensão, de resto, dispensa pisoteio, vendilhões de praça pública e promotores de negócios para lhes venderem corpo e alma transformando-o numa feira de vaidades. Deixemos as bacoquices, o empirismo, a senilidade política Se queremos estar dentro da cidade temos de falar e agir com a cidadania da urbe, com a clareza da palavra e da verdade, doutro modo nunca passaremos da aldeia que desejamos.

Depois, não vivemos no país de Alice, ninguém tira coelhos de cartola nem temos poços de petróleo, não somos árabes, sabe perfeitamente que nunca haverá dinheiro suficiente na autarquia para recuperar e manter a Cerca Buçaquina ou fazer a candidatura a património Unesco. Esta será apenas a sua presunção e dum partido que só existe na Mealhada de quatro em quatro anos, quando for necessário meter os votos na urna para escolher um amo já escolhido. Este ano parece que nem é preciso, a ditadura manda! Caminhos duma democracia afunilada nos pântanos deste país de sol! Mesmo assim, hão-de chegar ao Luso, transportar os amigos á sede do concelho frente á boca da urna. Como a política não tem vergonha, esquecem nessa altura que em quatro anos fizeram nas termas uma retrete pública, se entretanto acabarem a obra! Assim não vamos lá,  meu caro presidente!

Luso,Janeiro,2017

 

11
Nov16

ÁLCACER QUIBIR

Peter

alcacer quibir.jpg

 Há dias  felizes ! Aconteceu no Buçaco pela mão

da afundação que trouxe á mata el rei D.Sebastião,

Mulei Moluco, o sultão, e o  velho cantor Cid para

em conjunto festejarem não se sabe o quê...

A verdade é que nem no Inverno deixam descansar 

a floresta como mandam as regras da recuperação

dos espaços verdes pelo mundo fora. A sofreguidão

e a ignorância são  tantas que o Buçaco irá  acabar

como acabou o rei em Alcacer..

Parafraseando Camões a propósito do desastre :

"Enfim, acabarei a vida e verão todos que fui tão

afeiçoado á minha Pátria  que não só me contentei

de morrer nela mas com ela"

 

07
Set16

DESTRUIÇÃO DO BUÇACO

Peter

 

RSCN4704[2].JPG

 O Portão dos Passarinhos uma velha entrada da Mata

Nacional do Buçaco com um portão fundido em Lisboa

há dois séculos. O embude é para não se poder entrar

e ver a miséria dum interior abandonado á incúria e

irresponsabilidade duma afundação.

DSCN4691[1].JPG

Esta outra porta , chamada do Luso  porque dá acesso a

partir da vila, ruiu há uns anos largos e a mesma

afundação não teve dinheiro para a reconstruir , portais

muros e degraus incluidos. Então, retirou o esterco e fez

o esterqueiro  turistico que mostra a foto.

O Buçaco passa por uma gestão  de irresponsabilidade

total perante um património nacional  de valia 

turistica e económica.

 

11
Ago16

BOLA DE FOGO NO BUÇACO

Peter

 

DSCN4644[1].JPG

 Esta fotografia (11/8/16) batida nestes dias quentes que assolam a região  com inúmeros fogos,contradizem em absoluto as palavras exibicionistas dos responsáveis da  afundação do Buçaco e confirmam a incapacidade e a falta de dinheiro de quem gere para recuperar os cento e cinco hectares do parque botânico, um templo ambiental em plena zona centro do país. O espaço fotografado, no lugar chamado Porta das Lapas, que hoje é uma casa florestal em ruinas, tem a jusante da ribeira que ali passa o antigo sitio das hortas, propriedade da Mata Nacional e de tal forma deitado ao esquecimento e abandono que passou a constituir uma bomba atómica no que diz respeito ao actual estado calórico, capaz, a qualquer momento, de introduzir  pelo Vale dos Fetos acima uma fogueira dantesca.Quem não conhece, tome a estrada que do Luso conduz a Penacova , estacione num pequeno parque junto á Porta das Lapas e do lado oposto da estrada veja e analise as excelentes condições de propagação dum fogo.Creio que a afundação, como faz com a Porta que lhe está adjacente, não conhece ou tenta não conhecer este como outros locais da Mata Nacional , gerida por uma fundação partidária nascida nos tempos socráticos.Ficam as fotos, para ilustrar  as palavras.

 

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