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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

16
Jan19

PALACE HOTEL UMA HISTÓRIA DOS DIABOS

Peter

O APITO  FECHA HOTEIS  OU AS AVENTURAS

DUM AUTARCA EM FIM DE VALIDADE

buçaco neve1.jpg

Não, afinal o Hotel do Buçaco não fechou. Foi condenado mas não fechou. Condenado por várias  suspeitas, foras da lei, indios, agentes do mal, tudo isto presumido  pela voz dum senhor edil,  casualmente presidente da Câmara da Mealhada, ao entender que um sensor avariado que não apitava devidamente  era uma gravissima ameaça ao funcionamento do hotel. Como tal o hotel fecha-se. Aliás já fez várias tentativas para o fechar Se lerem as atas da autarquia pela voz presidencial, é isto que diz,  o estado gravissimo da central de fogos que um coronel em Aveiro resolveu substituindo um censor. Foi necessário ir a Aveiro e a  um coronel da proteção civil para mandar mudar o censor. Aliás foi preciso o presidente  pressionar o coronel presidente como fazia a saudosa Ivone Silva quando era Olivia criada ou era Olívia patroa. O que aconteceu foi isto e não a trama urdida por um casual presidente duma câmara que gere  duma forma aberrante e autoritária um património do Estado que lhe foi cedido por Sócrates através duma fundação amigável para entreter uns clientes políticos. Não o Sócrates grego que era sério. Pela mesma câmara com que a fundação pedala utilizando o dinheiro de todos munícipes para gastar no que não lhe pertence deixando ruir os bens próprios.  Esta incapacidade e incompetência à vista, é o resultado de anos de trabalho inglório , nada avançou no espectro geral do território , nem economicamente, nem em condições de vida, nem em empregos conseguidos , nem em riqueza criada, desenvolvimento , investimento. Nada que tenha tido influência no panorama geral do concelho.Em obras de vulto, apenas se regista o aumento da Etar, em asneiras de vulto compra-se sucata imobiliária, engendra-se um suposto museu para comprar uma quinta  de ex-camaradas cujo investimento paranoico de 2,5 milhões de euros pode criar na melhor das hipóteses dois empregos , uma conservadora e uma empregada. Que diabo de gestores são estes num país á beira da falência ? Há gente por menos em manicómios...

buçaco foto.bmp

Esta compra ou negócio deixa em aberto muita especulação, primeiro porque  não faz sentido, segundo porque cheira a compadrios políticos, oxalá seja só cheiro,  terceiro a carga financeira vai cair num próximo executivo que, a não serem os fracos exemplares que nos governam  , serão alguém que vai engolir o sapo. Isto não é feito por acaso e não se faz, é sujo e pensado para que, sejam quais forem os resultados eleitorais, a autarquia eleita a seguir fique presa ao pagamento deste disparate. Se for jeito e meter luvas,  coisa em que não acredito, ficam as contas saldadas para quem sai , e que se amanhe quem vier .Se era jeito foi feito a contento, se o não era, paga o Zé a maluqueira! De qualquer modo em política séria isto não se faz em vésperas de eleições, é uma forma de corrupção encapotada, entre políticos  de pouco senso e pouco respeito pelos vindouros. Ou nenhum senso. Outras asneiras de vulto são os megalomaníacos mercados em Pampilhosa e Mealhada quando o ciclo dos mercados passa exatamente pelo contrário, pelas áreas comerciais de média dimensão ao alcance dos privados que vão alargando a sua zona de influência até conquistarem por completo o mercado. Os da autarquia são investimentos vultosos e ruinosos  que no fim vão ser inúteis motivados por ignorância ou outras razões que eventualmente o tempo nos venha a mostrar e vão custar 4 milhões  de euros! E há um desinvestimento importante na área do turismo, com a transferência dos respectivos serviços do Luso para a Mealhada e a destruição dum património centenário , a marca Luso-Buçaco. Se tivéssemos uma Junta de freguesia independente e com capacidade financeira, este assunto poderia e deveria ser discutido em tribunal, pois a Câmara não tem o direito de retirar a uma freguesia aquilo que quer e porque lhe apetece, tal como fez o fascista  Manuel Lousada quando em 1955 roubou a fonte á freguesia do Luso sem ter legitimidade para tal. Legalmente, a fonte pertence ainda á freguesia do Luso, é sua propriedade como sempre foi desde que há notícia histórica, primeiro da Vacariça, depois do Luso. Da Câmara nunca foi , foi simplesmente roubada por um acto do fascismo ainda por remir. Mas aí, estou convencido que um dia  uma Câmara honesta e séria reporá a ilegitimidade e ressarcirá a freguesia da água que anos e anos utilizou como sua receita própria. Essa água tem que ser paga á freguesia com a restituição do bem. Se assim não for viveremos num covil o que não não se pode permitir que seja o caso num país de direito democrático.

Face a este intróito, e voltando ao problema  do Palace Hotel do Buçaco , o que fez a Câmara face ao sensor que deixou de apitar ? Moveu este mundo e o outro para fechar o hotel com ofícios assinados pelo presidente  que nas duas Assembleias municipais seguintes defendeu que não foi ele.Teve o azar de nos passar á mão a correspondência que escreveu e assinou exactamente a pedir uma rápida vistoria e o fecho da unidade hoteleira. A suposta imprensa da região não diz nada porque estão dependentes das câmaras na sua sobrevivência, louvam-lhes os atos  mas não os desacatos. A começar pelo "calino" o Diário de Coimbra que a partir daquela cidade deveria liderar a informação regional com isenção e verdade mas faz como todos os outros para sobreviver. Aquele diário, só vale por alguns textos de opinião entre eles os do ex-candidato a presidente da República Henrique Neto, um homem lúcido e conhecedor que aponta sem hesitações muitos dos cancros que comem este país. De resto, o cenário desta imprensa passa pela mesma mama do Estado por que passam inúmeras entidades existentes e não existentes neste país. Onde começa e acaba o Estado nunca se sabe.

O que escrevo está á vista, quem tiver dúvidas sobe a serra, entra na Mata  Nacional e verifica pelos seus olhos como ela está. Se é um velho amante daquele espaço não vá, tem uma desilusão, é que a  Mata do Buçaco nunca esteve num estado tão lastimoso como agora, a fundação não fez nada em prol do espaço, não fez nem sabe fazer a não ser umas brincadeiras para enganar os tolos. Ao escrever isto podem pensar que estou a exagerar, mas não, não estou. Nasci aqui, fui dez anos administrador delegado da Junta de Turismo na área   abrangida pela   Mata, trinta e cinco anos membro da assembleia municipal , oito anos vereador da câmara, sei do que falo, sei o que digo. E tenho amor á terra onde nasci. Quanto aos gestores envolvidos na Mata Nacional tenho pena que nenhum seja deste concelho , são gente escolhida a dedo que ninguém conhece, filhos e enteados dos partidos, estão cá de promessa pelo dinheiro que ganham , não por amor a um chão que não é o deles. É que afinal, nem o presidente da Câmara nasceu neste concelho!  

Mesmo assim, o poderoso autarca utiliza um lápis pior  que o lápis azul da censura pidesca para fechar o hotel, o hotel registado com o número um dos hoteis de Portugal, conhecido na Europa e no Mundo , coisa que ele não sabe sequer . E ao exigir o fecho esqueceu-se dos quarenta funcionários altamente especializados que tem a unidade hoteleira.  Na sua leviandade e irresponsabilidade política chama-lhe amor ao Luso e ao Buçaco, por isso  mandou tão rapidamente fechar levando atrás de si as 40 famílias que são gente, não robots. Mandou-os simplesmente para a rua , a eles e às famílias. É um acto político intolerável, impensável , irresponsável , sujo, talvez a precisar de medicina preventiva na área psicológica. O seu objectivo  é retirar  a concessão ao Estado e entrega-la á fundação.

tocha 2011 007.JPG

Ainda em relação ao Buçaco, o que deveria preocupar o sujeito é a próxima catástrofe que está á vista e vai acontecer e que será o aluimento das estradas  que percorrem o interior da cerca. Basta conhecer um mínimo do Buçaco para , olhando para os paralelos das vias acertar no prognóstico, fruto duma actuação ignorante  e desenquadrada da fundação , que não conhece e nem quer conhecer uma regra simples que vem há séculos da Ordem Carmelita dos Descalços desde que plantaram a Mata . Todos os funcionários florestais a sabiam e seguiam , foi o ABC da Mata Nacional até que uns engenheiros de cordel vindos de Aveiro a quiseram ignorar e o resultado está á vista, até as estradas vão ruir  a curto prazo. A verdade é que o Buçaco nunca escapou aos efeitos das mais variadas espécies de temporais, tempestades, ventos, ciclones, o mais pesado de todos nos meados do século passado que lhe colocou meia floresta no chão, mas outra verdade insofismável é que sobreviveu a todas e de todos regenerou em tempo record, em meia dúzia de anos a mancha florestal retomava o antigo porte e vigor. Agora , os oportunistas políticos , talvez néscios e ignorantes do que seja a mata e o seu comportamento, transformaram a  recuperação num tacho crónico que os partidos políticos utilizam para satisfazer clientelas e para ganhar importância mesmo com patrimônio alheio como é o caso da Mata do Buçaco , um património nacional onde o Estado não investe um tostão que seja porque entregou essa responsabilidade ao cidadão munícipe da Mealhada. E só um exemplo para mostrar o anacrônico sistema. Eu e muitos vizinhos temos de passar numa rua da urbe  com 300 metros entre muros sem qualquer defesa ou proteção e sem uma margem pedonal onde possamos caminhar com alguma segurança.Desviamo-nos das viaturas ligeiras e pesadas quando se cruzam na estrada passando a escassos centímetros do cidadão a toda a velocidade.  A Câmara da Mealhada não tem dinheiro para construir uma passagem pedonal, mas tem centenas de milhões de euros para gastar na Mata Nacional do Buçaco que não lhe pertence. É a única Câmara deste país onde o estranho fenômeno acontece pois ninguém quis tamanha responsabilidade, a exceção é este grupo de “Chicos” da política , a autarquia e os seus  autarcas gastam no que é dos outros "roubando" recursos aos municipes para gastar no património alheio ? Terão esse direito ? Não haverá gente nos manicômios por ideias melhores? Não lhes quero chamar "grunhos" como faz Pacheco Pereira em relação aos rapazinhos da bola, mas Chicos é o termo, aportuguesando as coisas.

Não fosse uma providência cautelar interposta pelo concessionário do hotel e as cautelas demonstradas pelo coronel em Aveiro e mais uma desgraça era despejada pela própria  câmara sobre o concelho e a freguesia do Luso, frequesia que francamente já não sabemos se faz parte do território municipal ou não , tão abandonada está pelo orgão municipal que não tem feito outra coisa senão juntar á destruição da  Mata Nacional á destruição das Termas do Luso, sem demonstrar qualquer capacidade, estratégia ou interesse na sua defesa. o Executivo camarário é um orgão morto , uma espécie de mordomia á antiga portuguesa para organizar umas festas , folguedos, foguetórios. Sem ideias, sem criatividade, sem racionalidade e sem democracia.

E a  maior tragédia  reside no facto de eu estar a falar verdade. Antes tudo fosse uma mentira   engendrada pela minha pessoa á procura de algum provento ou galão, mas não, eu não  procuro nada pessoalmente, tudo isto é a realidade dos dias de hoje , as Termas morreram, na outrora freguesia que proporciona mais empregos hoje não há um ganha pão sequer para os seus filhos. Não os meus, esses já tiveram de abandonar o país para sobreviver, mas para os filhos e netos de quem ainda vive e luta pela sobrevivência. Por isso não me inibo de dizer que temos um executivo camarário que não presta, não tem capacidade nem conhecimentos para gerir o concelho, apesar de pequeno e com algumas potencialidades que devem ser identificados, pensadas,  estudadas e desenvolvidas. Sem pensar em votos e tachos , mas com nobreza de princípios e honestidade de meios, Isso, na minha modesta opinião , não existe hoje no município. Muito do 25 de Abril não se cumpriu e se o cidadão não repensar o chão que pisa na busca dum futuro diferente, mais equitativo, mais solidário e livre, não sai deste cais de lama.E devemos fixar nas nossas mentes que os políticos estão ao nosso serviço, não somos nós que estamos ao serviço deles. Sem cidadão não há políticos.

Finalmente quanto ao Palace Hotel, louve-se o bom senso da proteção civil distrital bem como o sentido da responsabilidade demonstrada pelo concessionário Alexandre Almeida que com uma providência cautelar evitou o fecho da unidade hoteleira. Teve o respeito, a dignidade e  sentido do dever que a autarquia não teve , ao optar pelo despejo como se as pessoas fossem cães e os seus filhos  cadelas, sem levar em consideração a vida dos seus munícipes nem as dificuldades que , uma vez fechada a unidade hoteleira, terá em reabrir percorrendo a via sacra  de burocracias  que um monumento nacional tem que percorrer para voltar a abrir ao público. Com um caminho destes aberto a golpes de mão, podem os munícipes estar certos que o precipício não demora. SE houvesse alguma seriedade e vergonha nestes comedores de partidos renegociavam com  o Estado a entrega do património , pois é a esse Estado e não aos municipes da Mealhada que cabe pagar o pato.  

Se fosse num país PAÍS  o presidente demitia-se , nem o poder central nem o cidadão local lhe dava mais hipoteses . A solução seria demitir-se, não só pelos actos em si mas por mentir negando o que assinou à Assembleia Municipal, sem qualquer respeito pelo cidadão eleitor e perante  o silencio ruidoso duma maioria que não abriu a boca.  Convenhamos que em politica não vale tudo, os sobas africanos acabaram e as oposições devem ser claramente informadas dos actos que o poder pratica. Inclusivamente , como diz a lei, informando sobre o que faz  á verba anual de cerca de 400 milhões de euros que recebe das àguas do Luso ou de qualquer outro orgão onde  a câmara tem interesses. Faço votos para que ninguém se  aleije um dia  por coisas como estas que venham a terreiro de algum modo. 

Aqui , neste rincão  de sol ocidental onde se pede a  um"inocente" o favor de ir para a prisão pelo seu pé  para   cumprir uma pena avalizada por doze juízes, isso não acontece, não existem demissões. Por isso eu peço perdão por escrever tanta verdade e  digo ao cidadão para abrir os olhos , sobretudo os novos não se deixem embalar nesta teia de mentiras. É preciso pensar mais e construir cidadania em cada um de nós. 

(nota: as fotografias são dum Buçaco antigo, nada tem a ver com o actual)

 

25
Mar17

RIO DA MULA

Peter

barragem rio mula.jpg

Barragem do Rio da Mula , na Serra de Sintra ,

rega,desportos e fogos , por acaso igual á

Barragem do Vale da Ribeira na  Serra do Buçaco,

freguesia do Luso , para rega, desportos e fogos.

O MESMO.

Os espertos políticos da nossa Câmara, uma

anedota, acharam que não era necessária ,

agora sabe-se porquê, não há fogos, não há regadio

( a obra efectuada no Vale da Vacariça ficou sêca)

e quanto a desportos, diz o presidente,

o Luso-Buçaco deixou de ser destino turistico.

Ele ordenou, está ordenado ! 

Arranjaram a lagoa  da terra onde mora, e chega!!!  

Continuem a elege-los que vão longe!!!!

O Luso-Buçaco e  o concelho.

Estão garantidos!!!!!

 

 

27
Out16

O BUÇACO

Peter

003.JPG

Por uma acidental notícia de jornal viemos a saber um dia destes que a autarquia Câmara já gastou duzentos mil euros no Buçaco, ultrapassando até ao momento em 150 mil euros os 50 mil orçamentados no início do ano. Este é o fruto do seu envolvimento na gestão da Mata Nacional , um património que não nos pertence enquanto município, mas ao Estado, mas que a cegueira política dos eleitos levou erradamente a assumir e que nos vai custar, a nós munícipes deste território, uma boa fatia do orçamento, sem qualquer resultado a prazo. Porque de facto as contas são boas e simples de fazer e tão elementares que não se encontra uma justificação racional para este erro, a não ser na história do sapateiro que quer ir além da chinela que lhe cabe no pé. Será o caso.

De facto, bem poderia a Câmara encerrar portas por duas dúzias de anos, que os 17 milhões de euros anuais em orçamentos acumulados, não seriam suficientes para recuperar e manter o património em questão, realidade que por si só invalida o leviano envolvimento do erário municipal na solução do problema. Porque se meteu nisto a autarquia? Porque assinou com o governo de Passos esta monstruosidade financeira, substituindo-se ao dono Estado e recusando mesmo todo o seu apoio e participação? Vaidade, presunção, ambição de ultrapassar os poderes que lhes são conferidos, ou um caso de patologia política para o que não existe vacina nem medicação? Não se entende.

Para já, e raciocinando o mais simples possível, os 200 mil euros atribuídos e deitados fora são provenientes do bolo que deve ser gasto no município em favor dos munícipes , mas vão servir para satisfazer as remunerações do gestor e do assessor de imprensa da fundação, este último, soubemos recentemente, foi encaixado no sistema para refrescar com esperança notícias pré fabricadas. Porque outra das realidades evidentes é que, apesar das actividades e da venda de madeiras, as clareiras não o desmentem e não se sabe com que qualidade de controle isto é feito, as receitas são insuficientes para sustentar e recuperar o enorme património existente e que está, como qualquer cidadão pode verificar, em condições precárias. Quem conheceu o templo que era a Mata Nacional alguns anos atrás e verifica a destruição que por lá grassa hoje, pode testemunhar a ruina a que se deixou chegar um bem deste país, um estado de degradação que, francamente, a minha geração nunca presenciou!

É fácil de concluir que dos duzentos mil euros oferecidos obrigatoriamente por nós, munícipes, pouco ou nada restará desta transferência para investir na recuperação do património florestal ou construído, se é que restará alguma coisa mesmo!

Necessitava a Câmara deste concelho arcar não só com a responsabilidade financeira como com a responsabilidade moral da destruição inicial e da destruição continua que se segue, para que os seus eleitos viessem a colher medalhas e galões com a satisfação das suas mais primárias loucuras? A meu ver, claro que não. A pretensão fica-nos cara, quem paga com dinheiro alheio não tem margens.

Na semana passada fui pela segunda vez á serra de Sintra para fazer comparações e a questão é que não há comparação nenhuma. Ali , sem termas ,sem leitão e sem vinho, sem essas tão famosas maravilhas,  o património está reabilitado, classificado, o turismo numa espiral de crescimento em prol da economia local que se vê a olho nú em franco progresso. Ali até se adivinha o caminho, está ensaiada a solução, há profissionalismo e empenho no processo, aqui, bem ao contrário, brinca-se. Brinca-se com o património, com os bens, com o desenvolvimento, com o futuro e sobretudo com as pessoas que aqui vivem.

Ali o património é da UNESCO, uma coisa que eu próprio já reclamava em 2004 para a Mata Nacional do Buçaco, escrevendo-o na imprensa, aqui o anúncio da triunfante entrada do património na lista de espera onde o Buçaco já está desde esse mesmo ano de 2004. Um milagre do conteúdo funcional dum assessor de imprensa que lá tem as suas razões para transformar a reinscrição numa nova inscrição. Presta talvez o serviço que lhe pedem !

O que aconteceu é que desde 2004 a Câmara não se interessou, não pretendeu, não quis iniciar sequer o processo duma candidatura a património da Unesco. Sem ambição, sem  visão e sem estratégias, preferiu a comodidade da cadeira do poder e adormeceu tranquila nas suas redes intimas de telefone e telemóvel. O que podemos esperar hoje, destruído que está aquele património que não sendo concelhio está dentro do município?

Nada, não se pode esperar nada duma rotina partidária que sucessivos anos instalaram no poder e o encheu de vícios, cegou e esvaziou-se de ideias. O poder também se cansa, o poder está cansado. Cansado de mandar em tudo como se tudo fosse seu, incluindo as pessoas e os bens. O poder e o regime dormem o sono dos beatos!

Tão cego e tão convencido que nem sequer repara em coisas pequeninas como por exemplo o facto de eu e os meus vizinhos, talvez meia centena de famílias em quinhentos habitantes comungarem diariamente do tapete de alcatrão da estrada com automóveis, motociclos, camiões para se deslocarem nas ruas das suas casas. Comungamos a velocidade das viaturas com o perigo e a fraqueza das nossas pernas e pés. A monstruosidade dos autocarros ou camiões com as paredes e muros onde aderimos como lapas para não sermos trucidados. Eleitos que têm dinheiro para fazer festas e churrascos e distribuir por futebóis e feirantes enquanto andam em simultâneo a pedir esmolas para os pobres !  Dinheiro para contratar legítimos assessores que cuidam da sua bela imagem e apaparicam as notícias como a continuação do Buçaco na tal lista da Unesco nas esperanças dos subsídios que nos dá a CEE. Como se fossem verdades, fossem coisas consumadas quando não passam de tretas ainda por definir. Foi assim que em três eleições já foram feitos outros tantos hotéis nas mini termas do Luso. Investidores de vésperas de eleições de hotéis que nunca chegamos a ver. Políticos que retiram durante dezenas de anos aos Toscanos deste país o usufruto de terrenos que lhes fazem falta para desenvolver a economia a troco de projectos que nunca põem de pé !  Políticos que dão a uma fundação sem condições nem futuro 200 mil euros anuais e não têm uns trocados para investir nas pequenas coisas dos munícipes.

Não sei se isto se chama traficância da política das ideias ou ideias políticas da traficância. Talvez sejam uma coisa e a outra ao mesmo tempo. Talvez não sejam coisa nenhuma. È o municipio da Mealhada, perante o silêncio ruidoso dos autarcas  eleitos e da oposição que não existe. 

Mas algo vai muito mal no reino da Dinamarca!!!!! Como sugeri um dia, o rei vai nu! 

 

07
Set16

DESTRUIÇÃO DO BUÇACO

Peter

 

RSCN4704[2].JPG

 O Portão dos Passarinhos uma velha entrada da Mata

Nacional do Buçaco com um portão fundido em Lisboa

há dois séculos. O embude é para não se poder entrar

e ver a miséria dum interior abandonado á incúria e

irresponsabilidade duma afundação.

DSCN4691[1].JPG

Esta outra porta , chamada do Luso  porque dá acesso a

partir da vila, ruiu há uns anos largos e a mesma

afundação não teve dinheiro para a reconstruir , portais

muros e degraus incluidos. Então, retirou o esterco e fez

o esterqueiro  turistico que mostra a foto.

O Buçaco passa por uma gestão  de irresponsabilidade

total perante um património nacional  de valia 

turistica e económica.

 

29
Ago15

CRUZ ALTA DO BUSSACO

Peter

 

bus01.jpg

D evido ao seu destaque morfológico estima-se que a Cruz Alta

tenha sido desde tempos antigos uma referência tanto em relação

ao mar como em relação á terra. Adelino de Melo* em Subsídios

Para a História do Concelho da Mealhada, pretende ter existido  

no lugar uma filial do Mosteiro da Vacariça  com o nome de

Mosteiro de Santa Eufémia, cuja santa teria passado mais tarde

para a capela do mesmo nome na povoação de Lameira de Santa

Eufémia. Com as ruínas deste suposto mosteiro terá Manuel  

Saldanha , Reitor da Universidade , substituído em 1648 uma cruz

de madeira ali existente  por uma peanha circular encimada por

uma cruz de pedra .Os seus 547 metros de altitude são um

excelente posto de observação, dali se avista em dias limpos

uma extensa parte da zona centro de Portugal que vai do mar

às serras   da Estrela  Caramulo  ou do Açor e Lousã e seguindo

a orla marítima da  Figueira da Foz a Aveiro.

Conta a lenda , reforçada pela crónica dos carmelitas descalços,

que um antigo náufrago perdido no Atlântico foi pela vista daquele

ponto alto que encontrou a terra e se salvou . Logo, prossegue o

mito, se encarregou de subir ao ermo e ali colocar a primeira cruz

de madeira em agradecimento á benesse. Parece que desde

então terá sido permanente a existência do símbolo  a sinalizar

o facto.

Destruída várias vezes pelo tempo, por raios ou pelos humanos,

ela tem sido sempre recolocada com extrema teeimosia e precisão.

(*com base em texto de Frei Leão de S. Tomás)

 

11
Fev15

PAUL GAUGUIN

Peter

gauguin

 De Paul gauguin , o quadro mais valioso do mundo,

intitulado ´'Nafea Faa Ipoip' em lingua polinesa, 'quando

te casarás' em lingua portuguesa,

O quadro a óleo acima, de Paul Gauguin, foi vendido

recentemente  a um investidor do Qatar por cerca de

300 milhões de  dolares, uma venda que  bateu todos os

records de vendas  anteriores , deixando a quarenta

milhões de distância o ex-record, agora segundo  classificado

neste rankink de pinturas, onde  o nosso Senhora 

do Leite, queimado vivo à luz da vela, não passaria dos

100 mil euros de valor. Uma ninharia!!!!!!!!

cezanne.jpg

  O agora segundo classificado, por ordem de vendas é a

tela supra

Como tudo é relativo e a nossa pobreza é endémica, o

Josefa de Óbidos era decerto valioso  dentro do nosso

mercado. Ficamos com uma ideia, ainda que mínima do

mercado respectivo. A incuria, evidente, não é a mesma!

14
Jan10

GABY DESLYS

Peter

 

GABY DESLYS,

AMORES DE REI NO BUÇACO

 

  A vida de Gaby Deslys passaria ao nosso lado, não fosse o facto de ter estado no Bussaco, em Agosto de 1910, acompanhando e de algum modo confortando os dias conturbados e difíceis do jovem rei D. Manuel II, a dois meses da implantação da República, naquele que foi na altura, um criticado devaneio amoroso do nosso último rei. È isso que pretendemos desenvolver em linguagem simples, conhecer em mais pormenor esse escondido evento do nosso património histórico local, numa tentativa de o aclarar perante uma opinião pública que, regra geral, o desconhece.

  Sem pretensões da exactidão duma aturada busca histórica, mas respeitando a pouca biografia acessível que se refere ao assunto, vamos começar por situar a acção no Verão de 1910, Julho e Agosto, apenas porque foi esta estadia, entre outras que se atribuem ao monarca, a mais prolongada e significativa.

  O rei deslocou-se a 12 de Julho para o Buçaco a conselho médico, e aqui se manteve até 23 de Agosto desse ano de 1910. Quarenta e dois dias.

   Era presidente do Conselho de Ministros Teixeira de Sousa que enviou para sua protecção 40 polícias de segurança, agentes da judiciária, uma força de infantaria e um destacamento de cavalaria. A 14, dois dias depois da chegada, correu em Lisboa o boato da eminência duma revolução, ao qual se juntou a notícia dum golpe de mão sobre o monarca, no Buçaco. Todas as forças ficaram de prevenção, porém a rebelião, tratava-se do levantamento de Machado Santos e Cândido dos Reis, foi adiada.

  Nestes últimos meses a situação política agravara-se de tal ordem que o reino era uma ruína, a desorganização total, Lisboa estava a ferro e fogo e todos os dias se aguardava o desencadear da revolta que milagrosamente tirasse o reino do lodaçal de corrupção e incompetência em que se tinha metido e da bancarrota que se avizinhava a passos largos. Iam passados mais de dois anos sobre o regicídio e a morte de D. Carlos e do príncipe Luis Filipe e continuava-se a nada esperar do herdeiro D. Manuel, preparado para oficial de marinha e não para reinar.

 A situação era de tal modo grave que, quando se pensou em arranjar casamento para o monarca, não se encontraram princesas disponíveis na Europa para vir morar para Portugal, um país tido como atrasado, ignorante, perigoso, ainda que o rei, apesar da sua juventude, fosse considerado um monarca instruído, afável, simpático, de bonita figura, que falava fluentemente o português, o inglês, o francês e o alemão.

   Ora foi neste ambiente difícil, até trágico e incógnito que  o rei , ou porque aproveitasse a estada ou porque a tenha  propositadamente provocado, reclamou a companhia  de Gaby Deslys,  uma bailarina da noite parisiense que, como iremos ver a seu tempo, tinha conhecido numa das suas passagens pela cidade luz. Não encontramos referência á data da chegada da diva ao Buçaco mas tudo indica que a permanência foi longa e o idílio prolongado.

Logo que chamada, a artista não se fez rogada e deixando Paris no sud express

desembarcou, eventualmente na estação da Pampilhosa, não há notícia e juntando-se ao monarca que se encontrava no Palace Hotel , instalou-se no Chalet de Santa  Teresa, edifício ainda hoje existente e que substituiu . aquando da construção do hotel, a ermida de Santa Teresa que ocupava aquele local. Ali permaneceu gozando da paixão que facilmente se apoderou de ambos. O rei tinha então 20 anos, a Deslys 27, a juventude por força e simplicidade, ambos de trato fácil e gentil, ela feita e experimentada numa vida dura mas cheia de êxitos, tudo de feição a que o romance, e um rei, seja mesmo dum pequeno e intragável país como Portugal, é sempre um rei, se apertasse e fosse por diante. De resto D. Manuel, como já se disse, era uma figura simpática, atraente, como se pode ver pelas fotografias existentes, e facilmente agradou á diva francesa, numa relação aliás, que, mercê da popularidade de que gozava a actriz no mundo artístico da época depressa deu origem a variados comentários, entre os quais se regista o do New YorK Times Herald  que a apelidava de concubina régia.

  O hotel do Buçaco, mandado construir pelo pai sob a gestão do ministro Emídio Navarro, a maior figura que o Luso alguma vez teve, dava os primeiros passos, que também foram os primeiros passos dos grandes hotéis em Portugal.

 Jardins, floresta e tranquilidade forneceriam o cenário das mil e uma noites, adequados aos subtis encontros amorosos e o Buçaco, como o teria sido em Sintra, foi o paraíso da sua libertação, aqui, com a vantagem de aproveitar a distância na ausência da rainha mãe Amélia de Orleãs , da padreirice lisboeta que diariamente o atordoava com sermões e pecados , longe de ministros , secretários e das clientelas que se movimentavam pelos meandros do poder em inventonas e matreirices sempre prejudiciais aos negócios públicos.

O rei registou nas suas memórias estes momentos de felicidade, dos poucos que lhe reservou o seu breve reinado.

  Ora como nem tudo são rosas nesta vida, também ao monarca os prazeres ficavam caros e a época não lhos perdoou. A medida que se foi tomando consciência desta relação real , as criticas , então como agora, não se fizeram esperar , e a ligação passou a ser alvo do descontentamento geral , onde sobressaiam as vozes tonitruantes  do partido republicano, mas também de progressistas e regeneradores, reconhecendo unanimemente a inconsciência  a leviandade do monarca , contrapondo aos luxos  e exageros da corte o estado miserável do reino. Tinham razão , mas á inconsciência  juntavam  ainda  a tradicional liberalidade dos Braganças no que respeitava a  excessos herdados

do rei D. Carlos , exemplo que o filho, dizia-se, se prestava a seguir. Jornais como O Dia ou o Mundo  não regateavam nas criticas e nos insultos , num país de facto caótico , ás portas da falência social e politica onde grassava o crime, a fome, a doença, a incúria.

  Paixão, que não agradava também á rainha mãe D. Amélia, consciente e farta da libertinagem do Rei D. Carlos, seu defunto marido, e comentava:“Vim a saber pelas más-línguas que Manuel ainda tem uma paixoneta por essa divazinha do music-hall parisiense, Gaby Deslys, de origem marselhesa, cujo verdadeiro nome é Gabrielle Caire. Correm boatos segundo os quais Manuel segue as pisadas do pai e os seus esforços políticos serão imediatamente anulados por isso”.

  Das razões do reino, este lúcido comentário da rainha ilustra bem o descontentamento, mas sobretudo a falta de discrição no tratamento duma questão que, não fora a época conturbada em que aconteceu, talvez não tivesse ecos nem gerado tantas criticas e comentários como veio a acontecer.

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