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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

21
Ago21

UM BUÇACO EM RISCO


Peter

DSC_0274[1].JPGNeste blog tenho repetido teimosamente o mau estado em que se encontra a Mata Nacional do Buçaco, bem como a incapacidade demonstrada pela Câmara da Mealhada pela sua gestão e financiamento ,através da Fundação da Mata do Buçaco, um rebuçaco socrático que ultrapassou a legislação pela via partidária irresponsável.Não cabe a uma câmara gastar ou desviar o dinheiro do orçamento dos munícipes para gastar em património alheio, visto que a Mata Nacional é do Estado e não do pequeno órgão municipal onde por acaso se situa.E não cabe ao Estado entregar a responsabilidade financeira daquilo que lhe pertence, ou a todos nós, portugueses, um patromónio nacional, vendo-se livre dele.

DSC_0275[1].JPGMas a municipalidade, edis oriundos da gestão de ranchos, futebóis, festas e romarias, sem desprimor mas é pouco,  possuem na mente a tola ambição de passar o sapato além da chinela e não tendo bom senso nem perfeita noção do mundo em que vivem e do sentido de Estado, gostam de “armar” é o termo, em mais papistas que o papa, acabando por prejudicar o território que julgam apadrinhar, com asneiras. A Câmara em causa é  um exemplo, ou seja, em vez de apoiar e ajudar na recuperação da Mata Nacional em degradação, acaba por destruir, por falta de  total conhecimento na área  de florestas , botânica e turismo, os excelentes recursos e potencialidades que a freguesia do Luso/Buçaco, possui, dando a ideia que destruir é o objectivo principal  da autarquia mãe.

DSC_0277[1].JPGEu aconselho o leitor interessado que da zona da Fonte Fria, um ex-libris da Mata Nacional, suba ao Convento de Stª Cruz e ao Palace Hote, e que do Lago da mesma Fonte Fria, desça pelo Vale dos Fetos. Junto algumas que fotografias da realidade, que, no entanto, não espelham completamente a situação, de facto muito pior do que as vistas mostram.

DSC_0290[1].JPGA Câmara e os edis eleitos deviam retratar-se , ter vergonha do miserável serviço que estão a prestar ao concelho, á freguesia, ao turismo, á hotelaria e dum modo geral á economia local. Entregue a quem nada percebe do assunto, a começar pelo executivo, registo a ação para empregar a família na fundação, e organizar festas e romarias e plantações num permanente pisoteio do húmido coberto que já foi a solo mãe da flora local, agora  seco, largas clareiras e falta de limpeza. No trajecto que aconselhamos atrás, a Mata é uma selva e pior que uma selva, é uma selva sêca, completamente cheia de material lenhoso por todo o lado, neste caso desde o sopé da serra ao ponto mais alto, a Cruz Alta, em grave risco de incêndio se um casual acidente acontecer no perímetro em dia de ventos variados e

DSC_0279[1].JPGincontroláveis. Este é um perigo real, que os responsáveis, face á sujidade que permanece no bosque, parecem ignorar e muito menos ter em conta. Não só o deixar arder este valioso património comum é um crime grave, como a falta de prevenção, de limpeza, arranjos e retirada da sujidade e materiais perigosos, desenha idêntico crime. Crime que pende sobretudo pelos edis responsáveis, a presidência do executivo camarário.Deixo fotos feitas esta semana de altas temperaturas. São algumas, entre muitas imagens elucidativas , acerca do que a autarquia câmara da Mealhada, vem fazendo pelo progresso e desenvolvimento do turismo , hotelaria , floresta , e empregos na freguesia do Luso/Bussaco.

DSC_0342[1].JPGÉ a negação do que  muitos municipios têm realizado no país em prol do seu desenvolvimento.Aqui é nitido o desinteresse, a incompetência , a incapacidade e diria mesmo a intencionalidade da gestão municipal , para acompanhar os dias atuais na procura de soluções para os muitos problemas do concelho. Não existe diálogo, não existe informação, não existem contactos com os tecidos econonómicos que atuam no território, não existem ideias, nem projectos , nem estratégias  no sentido de arrancar seja o que for  das potencialidades dum municipio que parece  politicamente morto, fechado sobre  a demagogia dum partido há tempo demais no poder, sem obra que o justifique, politicamente empenhado com alguns donos  e senhores da sede concelhia, e nada mais.

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Há uma linha  clara dessa tomada dum poder apodrecido, inoperante, de mentalidades pequeninas, sempre as mesmas figuras e do Luso/Buçaco, ninguém quando, em face das suas potencialidades,  deveria ser a primeira freguesia a possuir um eleito dedicado á area do turismo , já que é a  única que o tem.  As habilidades da partidarite saloia  do concelho, e de algumas  oportunistas  cabeças, tem  devotado o municipio ao rame rame rotineiro, fechado , atrasado no tempo e nas funções,  à comodidade de gabinete, à burocracia, ao compadrio , amiguismo,  falta de transparência , a autocracia dum sobismo acabado.

19
Mai21

BUÇACO VOLTA AO DONO


Peter

DSC_3870.JPG

Depois de 12 anos da leviana aventura que levou a Mata Nacional do Buçaco ao estado  pouco digno em que hoje se encontra, pelas mãos  e pelo dinheiro dos municipes do concelho da Mealhada, o Dec-Lei nº 35/2021 de 18 de Maio, coloca a Fundação nas mãos do Estado , através de um responsavel da area das florestas que vai presidir em exclusividade aos seus destinos. Durante a última duzia de anos na mão da Câmara da Mealhada, a Mata  e o seu património sofreu uma degradação constante e hoje encontra-se  num estado pouco digno, a necessitar de uma gestão profissionalizada e competente, capaz de reencaminhar o acervo do perimetro florestal  para uma proposta séria de património mundial, situação hoje longe de se verificar.

É verdade que vale mais tarde que nunca, mas  foi exagerado o tempo que se passou em brincadeiras romarias , e festejos, levados a cabo por curiosos de partidarites abusivas. Neste blog, sempre denunciamos  o erro  dum ataque irresponsavel ao património botânico, ao património construido,  ao acervo religioso e ambiental.O Buçaco é um templo e um museu, não um terreiro de feirantes ou pisadores  do vegetal, como vem acontecendo. Com um concelho directivo formado pela área das florestas a nivel nacional, e três vogais  por inerência  ao nivel do Instituto do Turismo de Portugal, do Instituto de Conservação da Natureza e do Património Cultural deste país, e finalmente pelo presidente da autarquia,  estamos certos que o Buçaco  pode avançar por uma gestão profissionalizada e cientifica , podendo em prazo razoavel  ser património da Unesco, um desejo expresso publicamente há mais de 25 anos, pela Junta de Turismo Luso Buçaco, um orgão entretanto extinto e que faz falta  bastante falta ,na área do turismo local . Fazemos votos para que a Fundação , limados os estatutos, leve o recurso botânico, turistico , termal e hoteleiro a melhor porto.

 

21
Abr21

PAU PARA TODA A COLHER


Peter

carrada.jpg

  O ESTRANHO ABORTO  AFUNDATIVO

                                  UM PAU PARA TODA A COLHER

Por recente noticia  soubemos que a Destilaria da EX Junta Nacional do Vinho( falecida) foi entregue á Fundação Bussaco pela edilidade mealhadense , por ordem expressa do  edil presidente. Perante duvidas da oposição, afirmou em assembleia estar-se marinbando para a vox populi  ,  que são entre eleitores o eu também. Para lá da pouca educação e anti-democracia no areopago municipal,  o senhor edil, que veio das berças de Valongo para a serra do Bussaco, nada percebe da Mata  Nacional, pois a leva em continua destruição desde que tomou posse nesta terra. A  vox populi alçou-o ao poleiro da politica  onde se agarrou com unhas e dentes, por mor  de alguns atos menos claros, como foi o de Isabel, que não a rainha santa, mas outra, que numa noite perdeu as eleições por artes do diabo consumadas. Deduz-se que a dita Afundação é pau para toda a colher. Há poucos meses  deu consultadoria á mulher por  dois mil e quinhentos euros mensais, antes aboletou em recibos verdes o assessor que nunca sendo empregado, aboletou em chefe de divisão, no verão passado ensaiou o fecho do Palace Hotel do Bussaco (?), recentemente entregou a administração da afundação ao seu vice presidente autárquico, que parece, colaborou no xiqueiro politico partidário  do concelho. Quando for escolhido o novo presidente já escolhido, hão-de acarretar para votos em viaturas próprias, os militantes, que  apenas por curiosidade, nunca mais foram ouvidos depois do voto  derradeiro, nas ultimas autárquicas.Neste jogo democrático de mentes obtusas que esta demo-cracia proporciona, há compras extraordináriamente incompreensiveis, inclusive a amigos, que é dita em calinadas pontuais, perante um acervo de redes interessadas  num Portugal vazio , quanto mais esvaziado mais propício.

Aqui fica o aconchego á Fundação Bussaco, uma Mata Afundada pelas administrações  publico-privadas, com curiosos escolhidos a dedo, mas privadas de todo, com rendimentos médios triplicados em relação aos velhos e profissionais engenheiros florestais, que administavam pelo Ministério da Agricultura com processos cientificos, os 105 hectares de todo o termo . Podia-se ver e visitar no brinco da sua qualidade sem pagar um tostão, um património publico. Hoje, pagando em euros a entrada, basta sair de dois ou três cenários preparados,  para encontrar a lastima e ruina de todo o parque botânico O mesmo cumprimento que os edis deram às termas, minguando-as, sofre a Mata Nacional do Bussaco nas mãos dum diminuto municipio de curiosos obreiros da desgraça. Livres de responsabilidades , imunes ás asneiras, esquecidos pelo dono, o Estado Português. Fundações programadas para receber clientes que vindos das unhas da politica desde o berço, nada sabem fazer. Faz-se-lhes então a cama, normalmente com penas de pavão ! 

06
Fev21

COMPRADES NO BUÇACO


Peter

DSC_3835.JPGNo dia 3  de Fevereiro corrente, foi levantada  na Assembleia da Republica a questão da nomeação  do vice-presidente  da  Câmara da Mealhada para presidente interino da Fundação da Mata Nacional do Bussaco, nomeação feita pelo presidente da Câmara. Em palavras simples, o Presidente da Câmara nomeou o seu vice-presidente, presidente. Apesar da presidência da Fundação ser em regime voluntário,  colocam-se questões de legitimidade, de compatibilidade , de legalidade  e mesmo de seriedade, que levantam muitas dúvidas perante o cidadão, porque o nomeado , Guilherme José Duarte, está a tempo inteiro na autarquia. Na ausência do Presidente da Câmara, este é substituído pelo seu Vice-Presidente, agora simultaneamente presidente da Fundação, o que lhe  dá o estatuto ou condição  de gestor e escrutinador de si próprio. Longe de qualquer juizo sobre o cidadão nomeado, não parece correta a situação , quando se está a dar um poder a um sujeito, seja ele qual for, dando-lhe ao mesmo tempo o poder de legitimar ele próprio , eventuais asneiras que faça. É lamentavel que o Bussaco  seja utilizado para estas traficâncias políticas, numa linha que vem sendo seguida pelo partido que tem o poder no municipio. Porque o mesmo cidadão não tem qualificação para gestor de florestas, presume-se que a confiança política está na base da nomeação , mais um pontapé da autarquia na freguesia do Luso e no seu património, que há algum tempo  vem sendo  politicamente abandonado, e destruído. A Mata Nacional continua a vergonha autárquica mais grave e inconsciente por que tem passado o território. O lugar  de admnistrador ou  de presidente, como é do dominio publico, foi e é objecto de  influências, de cunhas, de compadrio, de pedidos a que as politicas levadas a efeito e os fracos eleitos proporcionam a alguns. Haja alguma dignidade por parte dos orgãos estatais  para acabar com estas brincadeiras de mau gosto, pondo no lugar que é devido a Mata Nacional do Bussaco, monumento nacional, dotando-a duma administração honesta, especializada, profissional. Brincar com um património comum é um crime contra todos os portugueses.

 

20
Ago20

BUÇACO EM MAUS LENÇÓIS


Peter

samaritana.jpg

UM MONUMENTO NACIONAL

NÃO PODE SER GERIDO POR UMA AUTARQUIA.

Ora até que enfim um sujeito que há seis anos tem mandado na Mata Nacional do Buçaco, reconhece que um património nacional não pode ser gerido por uma autarquia. Embora por meias palavras e com o secretismo habitual, sugere que algo vai ser mudado enquanto diz que sai este mês da presidência, para depois afirmar que em Novembro continua os trabalhos, não deixando perceber se neste baralho de cartas sai ou fica. O trunfo éstá na falta de transparência do costume. É estranho, quanto ao fim da comissão de serviço que aceitou há seis anos, por escolha a dedo dum presidente de Câmara , venha dizer publicamente que  um monumento do Estado não pode ser gerido por uma autarquia, quando no inicio aceitou o cargo em silêncio , nada comentou sobre o assunto, nem sobre a capacidade autárquica para o poder fazer. Depois, passou seis anos calado sobre a questão e só na despedida, se vai haver despedida, é que verificou essa falta de poder e meios. Por que razões o fez agora e não antes, não sabemos, mas que  deixa dúvidas no espirito do cidadão, deixa.

Até porque, andando de calça curta na Mata desde que seu avô foi gestor na Administração Florestal do Buçaco, deveria ter aprendido como era bem administrado  nesse tempo remoto e como é tão mal  nos tempos que hoje correm. Desde 1836, quando foi incorporado nas Matas do Reino e depois nas Matas da Republica em 1910, ambos  momentos liberais desta nação, até ao momento em que um senhor Sócrates o entregou a uma autarquia socialista, apadrinhando o ato, a Mata Nacional nunca passou por degradação igual á de hoje. Trata-se da única fundação publica a quem o Estado não dá um tostão, obrigando os pobres munícipes a pagar do seu orçamento, a gestão dum património que não lhes pertence, entregue á curiosidade de amadores da coisa pública, sem vínculos, nem saber para gerir o bem comum e imunes a qualquer responsabilização. Isto porque uma autarquia sem bom senso, aceitou  esta solução de substituir  o  Estado  quando no entender dum bom gestor deveria  processar o Estado por lhe retirar os meios  necessários para o poder fazer. A destruição começou aí, e veja-se  desde logo a incapacidade da fundação para gerir o espaço no triste desastre do quadro de Joséfa de Óbidos , avaliado em cerca de 100 mil euros, que deixaram arder na igreja do Convento. Ninguém foi culpado, ninguém foi incomodado, o caso foi abafado como se nada tivesse acontecido. Estas barbaridades, exigem apuramento e juízes, pois ninguém ali estava , nem está, a trabalhar por amor à arte. Com estes privados de algibeira, foi o que aconteceu. Imunes até aos presente.

DSC_3870[1].JPG

Não é difícil perceber o estado miserável em que o gestor, agora de abalada, deixa os 105 hectares da Mata Nacional, ao serviço duma autarquia de irresponsáveis políticos que, ultrapassando o tamanho da chinela, se disponibilizaram para gerir um património alheio, com o dinheiro dos outros, dos munícipes. Um assunto que, como no caso recente dum não precário nos serviços da mesma Câmara, deveria ser também investigado, em termos de legalidade, pela Procuradoria-Geral da Republica. Quanto ao Buçaco, abstraindo a estrada que leva à Fonte Fria, ao Convento, ao Palace Hotel, que está fechado, (?) às Portas de Coimbra e à caiação paga pela CEE das capelas da Via sacra, todo o resto está numa ruína como jamais esteve desde que os frades carmelitas destilaram os males da inquisição nas árvores do novo mundo, plantando-as ali. Basta sair dos principais caminhos e do eixo principal que é a estrada, para observar o estado de abandono a que a incapacidade do organismo e da fada madrinha, a autarquia, levou o património. Julgo que o gestor, por muito boa vontade que tivesse, não poderia fazer nada por falta de meios, mas perde as suas razões quando reconhece tardiamente, no fim da comissão de serviço, a incapacidade duma Câmara pequena e inconsciente, para gerir o património nacional. O entusiasmo com que abraçou o desafio, foi bem diferente no fim.  No quinzenário local, onde relata hoje as suas mágoas, escrevi muitas vezes o que repito aqui, a Câmara da Mealhada quer ser dona de tudo, mas na realidade só tem ajudado a destruir o seu próprio património e o que não é seu, o caso do Buçaco, das termas de Luso, da Escola Profissional, da Cooperativa Agrícola, da Adega Cooperativa, dos cafés que não consegue gerir na cidade, resumindo, as grandes obras afinal, resumem-se á compra de sucata imobiliária, incluído o cinema do Luso que tem direito a cair como as fábricas da Pampilhosa, o fim do nó ferroviário, a morte, antes de nascer, do famoso campo de golfe ou a barragem do Buçaco, agora no arquivo bolorento de uma gaveta esquecida no sótão  municípal.

carrada.jpgOutro caso fedorento, passa pela Quinta do Murtal, comprada ou a comprar, parece segredo, por dois milhões e quinhentos mil euros para fazer um museu não se sabe de quê, e criar dois postos de trabalho, o do porteiro, se existir, e o da funcionária amiga. A vilória que passou a cidade subiu à cabeça dos eleitos e espichou-lhes o umbigo duma forma contundente. Doença que chegou para ficar. Um absurdo intencional. Mas os dois novos e grandes mercados, a três quilómetros um do outro, num tempo em que as grandes superfícies dos privados se substituíram aos mercados públicos, são outro paradoxal testemunho da mesma gestão pouco inteligente e afastada da realidade e do interesse da população. Esta é a mesma imbecilidade política  de quem não sabe o que fazer em prol dos seus municipes.

Pois que o gestor buçaquino se vá embora, é uma boa ideia, seja tranquila a reforma, mas ir-se embora levando atrás de si o peso do estado lastimoso da Mata Nacional, não o abona em nada,  nem no país, nem do delírio de levar uma Mata Nacional a Património da Unesco, no estado em que se encontra. Depois da obra que deixa, é ridículo pretender chegar ao património do mundo apesar das justificações que são as tempestades, os ciclones, as trovoadas, os furacões ou até as monções, os culpados do desleixo. Ou enxurradas da serra que sempre existiram e sempre existirão. De facto, sabe tão bem como os habitantes da freguesia do Luso, a quem teve a amabilidade de fechar pela primeira vez em 180 anos a entrada na Mata com o seu carro ou carroça, que a serra foi e é devastada ciclicamente por elementos naturais, e sabe que na mão do Reino, como na da Republica, a do seu avô, sempre recuperou em muito pouco tempo. Na sua mão por conta da autarquia mealhadense, é o que se vê, uma saga começada sem ter um fim á vista, pelo contrário, num agravamento constante. E eu próprio, como outros, munícipe do concelho, sinto-me lesado ao ter que pagar com os meus impostos e taxas, a destruição que, por incapacidade, tem provocado no Buçaco, incluindo as remunerações dos serviços que prestam. Pondo-me em lugar idêntico, teria vergonha e declarado a falência antes do toque final.

carrada 1.jpgNão conheço a pessoa e enquanto tal não tenho nada a dizer, porém, como suposto especialista e responsável pela recuperação do Buçaco, foi um falhanço total. Perdeu a oportunidade de lançar o seu grito de revolta, ou sensatez, durante os seis anos em que rebocou a evidência, evitando o fim para proclamar a sua opinião ,saindo limpo do fosso.  Como o capitão de navio que vê o barco ir ao fundo e não pede ajuda a ninguém antes do afundamento, foi o que fez antes de bater a porta. Se a falta de transparência habitual, não  trocar o raciocinio. Coisa natural no meio.

Recordemos que o Buçaco é um património de todos, não da Câmara da Mealhada, em primeiro lugar é da freguesia do Luso , e trata-se dum património nacional, único num concelho  pobre de valores, onde o que existe  e se regista na história, na cultura, no campo militar, religioso e turístico, salvaguardando que os turistas não são o bando de semeadores que invadem a mata para plantar árvores nem os festeiros e caminhantes que a palmilham sem regras e nem um café bebem, quanto mais chamar-lhes turistas, esse património liquido , digamos, existe na freguesia do Luso, a única também com o poder de atrair os visitantes . O Buçaco é um parque, um templo botânico para ser respeitado e visitado por quem ama a natureza, o silêncio, a serenidade, a beleza e a vida vegetal que ali se perpetua. Trata-se dum património regional, nacional e europeu, dizimado pela inconsistência do clima, mas muito mais pela inconsciência do homem, no obscurantismo das suas limitações, perspectivas e banalidades.

A terminar, comungo as preocupações que tem com a vinda do presidente do ICNF, Instituto de Conservação da Natureza, semanalmente ao Buçaco. De facto é uma grande maçada e um grande problema, porém naturalmente que o povo unido não lhe fica a dever as ajudas de custo nem as deslocações que o senhor presidente faz. Mesmo com reformas de ´200 e 300 euros mensais, não fica a dever nada a ninguém...Já agora a propósito, será que a fundação Bussaco tem algum acordo de empregos com os familiares dos presidentes da autarquia??

 

 

09
Out19

 A FREGUESIA DE LUSO E A TRISTE CÂMARA


Peter

ffris.jpg

D ois anos depois da queda de uma dúzia de metros cúbicos de terra na barreira da Quinta do Alberto, a Câmara retirou os emplastros de cimento que anularam durante duas épocas os estacionamentos da sala de visitas das Termas, no centro do Luso, o que provocou inúmeros prejuízos a toda a gente. A “inauguração “aconteceu no dia 30 de Agosto e esta sala que já foi do município, voltou agora á mesma normalidade, após a triste figura da autarquia e da universidade que, consta, se envolveu no complexo estudo. As ciclópicas obras acabaram de vez, apesar de tudo ter ficado na mesma. Nem mais um metro quadrado, um posto para estacionar, um candeeiro de iluminação, um banco ou um caixote do lixo. Mais nada. O zero absoluto produzido pela política com 140 mil euros, uma pequena fatia do que recebe anualmente a autarquia das Águas de Luso, quantia que caberia à freguesia das termas e ao seu desenvolvimento usufruir.

Já disse aqui que na mão dum ex-presidente de Junta de Freguesia, a limpeza do local não demoraria mais de um, dois dias, mas a gestão camarária demorou dois anos e recuperar morro e praça, sem olhar, minimamente, aos interesses da terra ou aos desejos da gente. Um centro termal que já foi do município, merecia melhor tratamento que uma barreira de estradão e uma rede de pesca, merecia sim um enquadramento urbano adequado. Disto porem, a triste Câmara tem nenhuma consciência, o que a leva a tratar o território sem respeito pelas pessoas e pela atividade que pode criar riqueza para o concelho. E vejamos o rol das distrações e incapacidades.

No caso das Termas, reduzidas a Spa de um hotel, a autarquia coloca-se ao lado da unidade hoteleira das águas e esquece os outros agentes locais ou as pessoas que teimam e subsistem na área. Colaborou, é preciso relembrar, na redução das termas para 500 metros quadrados e com a venda do balneário de segunda, reduzindo a área termal a pouco mais que nada., em paralelo com o aval à deslocação do engarrafamento e sede para fora do Luso, sem qualquer contrapartida, como se vê agora. Outras verdades são que a autarquia nunca levantou a voz em defesa do termalismo, embora as termas tenham sido impulsionadas por dois grandes mealhadenses, Costa Simões e Messias Batista. A Câmara nada disse pelo fecho dos correios, nada fez por estudos conducentes á recuperação ou reconversão das velhas pensões, pelo aproveitamento da linha de água e do núcleo de moinhos de Carpinteiros, o maior do país, pelo problema da falta de estacionamento crónico e o lago, destruído há dois anos, continua destruído. O cinema, sem teto e a céu aberto ou a casa da Miralinda, ex-casa do Povo, a ruir, são fotografias tristes da inocuidade autárquica, em termos políticos, uma avestruz festeira de cabeça enfiada em areias movediças. Uma pequena piscina no parque de campismo, prometida e nunca feita, continua em promessa, e o fabuloso parque industrial de Barrô, uma aldrabice arquivada. E não esqueçamos a ridícula tentativa de fechar o Palace Hotel do Bussaco levada a efeito pela Câmara e pela sua presidência., uma obra de arte da imbecilidade da politica!

Acrescentemos a Mata Nacional e o estado de abandono a que está votada por uma fundação de família partidária, e teremos a imagem indecorosa da maneira como Estado e Câmara encaram património do País. A classificação pela Unesco está longe e o negócio em que transformaram o templo botânico que era a Mata Nacional, arrasa árvores espalhadas pelos 105 hectares da Cerca, acácias, silvados e vegetação vária que invade espaços e interrompe caminhos e veredas, uma lástima vergonhosa e suja. Se a Câmara queria destruir o ativo botânico, A Mata Nacional, conseguiu-o, duma forma incompetente e irresponsável. Basta um passeio pela Cerca Buçaquina para tomar consciência da “barraca” de tiro ao alvo em que transformaram o espaço. A floresta que chegou a ser a menina dos olhos do Ministério da Agricultura é hoje um triste retrato do que foi. Nem Governos, nem a autarquia, um pigmeu em bicos de pé , estão de fora do descalabro ou da incapacidade no que toca ao Buçaco. Basta dar um passeio pela floresta e verificar o -abandono em que se encontra. O estado da Mata Nacional, que foi um dia joia da coroa do Ministério da Agricultura, é hoje uma vergonhosa obra de políticos que se desresponsabilizaram a favor de autarquias e seus polvos tentaculares. A freguesia do Luso vem sendo delapidada inconscientemente por uma gestão municipal que não está á altura de preservar os bens que tem, quer na sua manutenção, quer no desenvolvimento das suas potencialidades.

Luso, Setembro, 2019

.,

03
Abr19

BURRICADA


Peter

Burricada 1906 estu..jpg

E sta fotografia data de 1906, tem 113 anos de existência e representa uma

burricada ao Buçaco levada a efeito por estudantes da Universidade de Coimbra

a convite do Conde do Ameal, tendo feito as refeições em sua casa.

O palace Hotel estava na fase final da construção.

09
Mar19

ALEXANDRE ALMEIDA E O BUÇACO


Peter

bus1.jpg

Alexandre Almeida nasceu na Lameira de S. Pedro, Luso, em 1885, filho de Isidoro José Ferreira e de Maria da Conceição de Almeida. A família possuía nas Termas a “Casa Aliança” desde 1875, um estabelecimento comercial destinado a servir aquistas e nativos com uma larga variedade de produtos. Na sua juventude assistiu á construção do Palace do Buçaco e já adolescente ao inicio da actividade hoteleira pelas mãos pela mãos de Paul Bergamin um suíço que explorava o Hotel da  Mata e a albergaria “Chalet Suisse” e o restaurante da estação da Pampilhosa, onde atendia turistas e termalistas que se encaminhavam para o Luso-Bussaco.

Quando tomou conta da Casa Aliança a estância termal e a Mata estavam na moda e o seu caminho passou pela modernização do negócio aberto a  nacionais e estrangeiros. Instala no local a primeira máquina de café da região, a qual possuía um apito accionado por vapor de água avisando os cliente da frescura do café. Cria a secção “Suiça no Luso” onde vende artesanato helvético com legendas locais, como “Souvenir do Luso”, “Souvenir do Bussaco”importando o material directamente para a estação de Pampilhosa. É o primeiro cidadão do distrito de Aveiro a comprar um motociclo, indicio dum interesse posterior por veículos motorizados.

A sua vida na hotelaria, segundo a história da família, começa por um convite de Bergamin em 1916 para se juntar a ele e fazerem uma gestão comum do Hotel do Bussaco. Mas Alexandre tinha da industria do turismo uma visão avançada e via potencialidades para ir  em frente num caminho criativo e de desenvolvimento enquanto Begamin, desactualizado, optava por uma gestão caseira ou de merceeiro, gestão de gaveta aberta sem despesas nem receitas. Esta gestão doméstica levou o suíço a queimar no forno da cozinha a “livralhada” das contas o que levou Alexandre a virar as costas ao acordo. Em 1917, incapaz de segurar o barco, Bergamin reconhece a sua incapacidade e entrega a gestão da casa ao ex-sócio que lhe dá o nome de Palace Hotel do Bussaco por escritura de 20 de Março de 1920.

Acto importante na área do novo empresário e igualmente na história da hotelaria em Portugal, pois o Hotel começa por figurar como o melhor do país, e dos melhores da Europa e do mundo.

O sonho de Alexandre Almeida concretiza-se. O castelo e paço capaz de receber com luxo uma clientela exigente capaz de pagar um produto de alta qualidade abre-se pela primeira vez num país que o não tinha e que o exemplo do Bussaco veio abrir e ensinar a Cascais, Estoril, Sintra e poucos mais locais de então. Um hotel de charme que tem funcionado ininterruptamente nas mãos de um dos primeiros empresários  do sector em Portugal.

Foi esta unidade, única do país, que o sábio presidente da câmara deste município procurou e procura destruir. Melhor seria ir destruir a terra dele.

 

 

                                                                                                                  

 

10
Nov18

O HOTEL DO BUÇACO VAI FECHAR ?


Peter

hotel  orange.jpg

Assim com caiu a negra noite sobre as Termas , cai agora a mesma

praga sobre  o Buçaco com extenção ao hotel. A câmara quer fechar

o Palace Hotel do Buçaco , uma obra imprescindivel para coroar

os êxitos dos autarcas lá de baixo  que terão naturalmente segundas

intenções no secretismo da sua democracia.Temos pois no palco

do municipio os inimigos publicos  a quem o osso duro de reconstruir

o pavilhão do lago que deixaram cair , manifestado nos impróprios

comentários  do chefe da edilidade quase duplicando os preços

que vai pagar com o dinheiro termal  que sai do Luso , é dificil de roer.

Na sinagoga de jeitos onde se vive,  a politica é para algumas 

pessoas o que as pessoas são para a política e o resultado é o

andar para trás em que vive esta terra. Porque há quem o deseje

e milite por aí , quem não saiba o que faz e nem o queira saber,

quem não sabe o que somos porque nem é do território,quem 

dedique o orçamento comum a festas para ganhar eleições  e 

controlar o rebanho.

 

 

 

 

 

 

 

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