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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

20
Ago20

BUÇACO EM MAUS LENÇÓIS

Peter

samaritana.jpg

UM MONUMENTO NACIONAL

NÃO PODE SER GERIDO POR UMA AUTARQUIA.

Ora até que enfim um sujeito que há seis anos tem mandado na Mata Nacional do Buçaco, reconhece que um património nacional não pode ser gerido por uma autarquia. Embora por meias palavras e com o secretismo habitual, sugere que algo vai ser mudado enquanto diz que sai este mês da presidência, para depois afirmar que em Novembro continua os trabalhos, não deixando perceber se neste baralho de cartas sai ou fica. O trunfo éstá na falta de transparência do costume. É estranho, quanto ao fim da comissão de serviço que aceitou há seis anos, por escolha a dedo dum presidente de Câmara , venha dizer publicamente que  um monumento do Estado não pode ser gerido por uma autarquia, quando no inicio aceitou o cargo em silêncio , nada comentou sobre o assunto, nem sobre a capacidade autárquica para o poder fazer. Depois, passou seis anos calado sobre a questão e só na despedida, se vai haver despedida, é que verificou essa falta de poder e meios. Por que razões o fez agora e não antes, não sabemos, mas que  deixa dúvidas no espirito do cidadão, deixa.

Até porque, andando de calça curta na Mata desde que seu avô foi gestor na Administração Florestal do Buçaco, deveria ter aprendido como era bem administrado  nesse tempo remoto e como é tão mal  nos tempos que hoje correm. Desde 1836, quando foi incorporado nas Matas do Reino e depois nas Matas da Republica em 1910, ambos  momentos liberais desta nação, até ao momento em que um senhor Sócrates o entregou a uma autarquia socialista, apadrinhando o ato, a Mata Nacional nunca passou por degradação igual á de hoje. Trata-se da única fundação publica a quem o Estado não dá um tostão, obrigando os pobres munícipes a pagar do seu orçamento, a gestão dum património que não lhes pertence, entregue á curiosidade de amadores da coisa pública, sem vínculos, nem saber para gerir o bem comum e imunes a qualquer responsabilização. Isto porque uma autarquia sem bom senso, aceitou  esta solução de substituir  o  Estado  quando no entender dum bom gestor deveria  processar o Estado por lhe retirar os meios  necessários para o poder fazer. A destruição começou aí, e veja-se  desde logo a incapacidade da fundação para gerir o espaço no triste desastre do quadro de Joséfa de Óbidos , avaliado em cerca de 100 mil euros, que deixaram arder na igreja do Convento. Ninguém foi culpado, ninguém foi incomodado, o caso foi abafado como se nada tivesse acontecido. Estas barbaridades, exigem apuramento e juízes, pois ninguém ali estava , nem está, a trabalhar por amor à arte. Com estes privados de algibeira, foi o que aconteceu. Imunes até aos presente.

DSC_3870[1].JPG

Não é difícil perceber o estado miserável em que o gestor, agora de abalada, deixa os 105 hectares da Mata Nacional, ao serviço duma autarquia de irresponsáveis políticos que, ultrapassando o tamanho da chinela, se disponibilizaram para gerir um património alheio, com o dinheiro dos outros, dos munícipes. Um assunto que, como no caso recente dum não precário nos serviços da mesma Câmara, deveria ser também investigado, em termos de legalidade, pela Procuradoria-Geral da Republica. Quanto ao Buçaco, abstraindo a estrada que leva à Fonte Fria, ao Convento, ao Palace Hotel, que está fechado, (?) às Portas de Coimbra e à caiação paga pela CEE das capelas da Via sacra, todo o resto está numa ruína como jamais esteve desde que os frades carmelitas destilaram os males da inquisição nas árvores do novo mundo, plantando-as ali. Basta sair dos principais caminhos e do eixo principal que é a estrada, para observar o estado de abandono a que a incapacidade do organismo e da fada madrinha, a autarquia, levou o património. Julgo que o gestor, por muito boa vontade que tivesse, não poderia fazer nada por falta de meios, mas perde as suas razões quando reconhece tardiamente, no fim da comissão de serviço, a incapacidade duma Câmara pequena e inconsciente, para gerir o património nacional. O entusiasmo com que abraçou o desafio, foi bem diferente no fim.  No quinzenário local, onde relata hoje as suas mágoas, escrevi muitas vezes o que repito aqui, a Câmara da Mealhada quer ser dona de tudo, mas na realidade só tem ajudado a destruir o seu próprio património e o que não é seu, o caso do Buçaco, das termas de Luso, da Escola Profissional, da Cooperativa Agrícola, da Adega Cooperativa, dos cafés que não consegue gerir na cidade, resumindo, as grandes obras afinal, resumem-se á compra de sucata imobiliária, incluído o cinema do Luso que tem direito a cair como as fábricas da Pampilhosa, o fim do nó ferroviário, a morte, antes de nascer, do famoso campo de golfe ou a barragem do Buçaco, agora no arquivo bolorento de uma gaveta esquecida no sótão  municípal.

carrada.jpgOutro caso fedorento, passa pela Quinta do Murtal, comprada ou a comprar, parece segredo, por dois milhões e quinhentos mil euros para fazer um museu não se sabe de quê, e criar dois postos de trabalho, o do porteiro, se existir, e o da funcionária amiga. A vilória que passou a cidade subiu à cabeça dos eleitos e espichou-lhes o umbigo duma forma contundente. Doença que chegou para ficar. Um absurdo intencional. Mas os dois novos e grandes mercados, a três quilómetros um do outro, num tempo em que as grandes superfícies dos privados se substituíram aos mercados públicos, são outro paradoxal testemunho da mesma gestão pouco inteligente e afastada da realidade e do interesse da população. Esta é a mesma imbecilidade política  de quem não sabe o que fazer em prol dos seus municipes.

Pois que o gestor buçaquino se vá embora, é uma boa ideia, seja tranquila a reforma, mas ir-se embora levando atrás de si o peso do estado lastimoso da Mata Nacional, não o abona em nada,  nem no país, nem do delírio de levar uma Mata Nacional a Património da Unesco, no estado em que se encontra. Depois da obra que deixa, é ridículo pretender chegar ao património do mundo apesar das justificações que são as tempestades, os ciclones, as trovoadas, os furacões ou até as monções, os culpados do desleixo. Ou enxurradas da serra que sempre existiram e sempre existirão. De facto, sabe tão bem como os habitantes da freguesia do Luso, a quem teve a amabilidade de fechar pela primeira vez em 180 anos a entrada na Mata com o seu carro ou carroça, que a serra foi e é devastada ciclicamente por elementos naturais, e sabe que na mão do Reino, como na da Republica, a do seu avô, sempre recuperou em muito pouco tempo. Na sua mão por conta da autarquia mealhadense, é o que se vê, uma saga começada sem ter um fim á vista, pelo contrário, num agravamento constante. E eu próprio, como outros, munícipe do concelho, sinto-me lesado ao ter que pagar com os meus impostos e taxas, a destruição que, por incapacidade, tem provocado no Buçaco, incluindo as remunerações dos serviços que prestam. Pondo-me em lugar idêntico, teria vergonha e declarado a falência antes do toque final.

carrada 1.jpgNão conheço a pessoa e enquanto tal não tenho nada a dizer, porém, como suposto especialista e responsável pela recuperação do Buçaco, foi um falhanço total. Perdeu a oportunidade de lançar o seu grito de revolta, ou sensatez, durante os seis anos em que rebocou a evidência, evitando o fim para proclamar a sua opinião ,saindo limpo do fosso.  Como o capitão de navio que vê o barco ir ao fundo e não pede ajuda a ninguém antes do afundamento, foi o que fez antes de bater a porta. Se a falta de transparência habitual, não  trocar o raciocinio. Coisa natural no meio.

Recordemos que o Buçaco é um património de todos, não da Câmara da Mealhada, em primeiro lugar é da freguesia do Luso , e trata-se dum património nacional, único num concelho  pobre de valores, onde o que existe  e se regista na história, na cultura, no campo militar, religioso e turístico, salvaguardando que os turistas não são o bando de semeadores que invadem a mata para plantar árvores nem os festeiros e caminhantes que a palmilham sem regras e nem um café bebem, quanto mais chamar-lhes turistas, esse património liquido , digamos, existe na freguesia do Luso, a única também com o poder de atrair os visitantes . O Buçaco é um parque, um templo botânico para ser respeitado e visitado por quem ama a natureza, o silêncio, a serenidade, a beleza e a vida vegetal que ali se perpetua. Trata-se dum património regional, nacional e europeu, dizimado pela inconsistência do clima, mas muito mais pela inconsciência do homem, no obscurantismo das suas limitações, perspectivas e banalidades.

A terminar, comungo as preocupações que tem com a vinda do presidente do ICNF, Instituto de Conservação da Natureza, semanalmente ao Buçaco. De facto é uma grande maçada e um grande problema, porém naturalmente que o povo unido não lhe fica a dever as ajudas de custo nem as deslocações que o senhor presidente faz. Mesmo com reformas de ´200 e 300 euros mensais, não fica a dever nada a ninguém...Já agora a propósito, será que a fundação Bussaco tem algum acordo de empregos com os familiares dos presidentes da autarquia??

 

 

24
Ago18

O BUÇACO NO MUNDO

Peter

DSCN5105.JPG

Porta das lapas, uma entrada maltratada....

Em recente noticia  de jornal oriunda da fundação Buçaco diz 

o presidente daquele orgão de teclas que  está a pôr o Buçaco

no mapa com 280 mil turistas. Faltou dizer se conta os turistas

da  freguesia e as crianças das escolas ou se são os que

comem e dormem no local .

Além disso,  esta nova pretensão de colocar o Buçaco no

mapa tem o seu quê de ridiculo de quem não sabe

onde está ou o que tem a fazer.

Se alguém colocou ou aumentou o peso do Buçaco em todo

mundo foi um senhor chamado José Santos, um profissional

sério e competente , esse sim, colocou um Buçaco ,que já era

 conhecido, nos pincaros desse mundo do turismo através

duma política inteligente e  proficua com a comunicação social

e uma qualidade de serviços de primeira qualidade.

E com um amor que os actuais gestores estão muito longe

de ter  ao património local.

Qualquer comparação com esse Senhor Buçaco é pura

demagogia de quem a faz  , um pretensiosismo exacerbado

que não corresponde  a qualquer realidade. 

O Buçaco está nos roteiros turisticos há muito tempo, não é

preciso ninguém fora do templo vir ensinar os santos que já

cá estiveram, aqueles que realmente o fizeram por amor ao

património e não por amor ao dinheiro.

Afirmações simplesmente ridiculas!!!!!!

 

 

07
Nov17

APOCALIPSE

Peter

 

 DSC_0271_edited.jpg

A  nossa luta contra o fogo tornou-se  crónica e épica. Na falta de castelhanos, os únicos afinal com quem mantivemos guerras acesas na Europa envelhecida, recorremos  finalmente ao fogo posto para manter  ocupada a nossa inteligência  incendiária, especialistas,  estrategas, investigadores, magos, jornalistas, comentadores  uma plêiade de portugueses “experts” bem nascidos, bem falantes, bem sustentados nos contornos duma esfera armilar para nos comer a carne e nos deixar os ossos consumidos por lobies. O previsível voltou a acontecer perante o caos  dos  defensores e da fragilidade dum governo ainda a beneficiar das boas graças do tempo e da hetacombe eleitoral da oposição mas que voltou a não estar á altura do desafio  dos fogos. Faz a mesma triste figura dos governos terceiro mundistas que se sucedem uns aos outros e não se preocupam com esta guerra que leva riqueza e vidas. Levam décadas de estudos,  dúzias de doutoramentos, toneladas de ideias, montes de dinheiro e, pese a genialidade das armas e dos barões assinalados  , feitas as contas são incapazes de dominar o inimigo. Erram os cálculos vectoriais da mesma maneira que as fáceis contas aritméticas e acabaram por fazer   apocalipses como ninguém colocando-os no terreno como uma mortífera bomba de partículas atómicas. Perante inocentes portugueses, as cobaias estivais,  inventaram acendalhas e produziram infernos onde hoje  a pobreza e a humildade dum povo  perece em fornalhas apocalípticas como se fossem cristão-novos ou criminosos comuns. Abandonados á sua sorte por governos legitimados pela  ganância irresponsável de partidos e de jobs  que perderam a noção de quem é esta gente que dá pelo nome  de portugueses para se concentrarem nos banqueiros e nos correligionários , os  políticos  deixaram á solta a corrupção , a defesa e a miséria das pessoas , esta última como se pode ver com o espanto das imagens televisivas que nos entram  casa dentro. Esta  ineficácia de aprendizes  que após a bancarrota leva vidas, casas,  animais e bens á frente das labaredas  e deixa pregados no chão  mais de uma centena de corpos de humanos compatriotas indefesos e sem ajuda  como se fossem galinhas  depenadas,  não é própria nem digna duma democracia, mesmo que a democracia não passe do tubo de ensaio ou experiencia que ainda não conseguiu expurgar os vícios com que nasceu, a incompetência, a mediocridade ou os compadres.  Queimados numa fogueira inquisitória e laica ou numa moderna guerra química e termodinâmica  estas vitimas inocentes tem culpados na partidarite dum regime que plasmou na guerrilha dos interesses  pessoais , duma classe sem condições e princípios para governar um país, que faz da  impotência e do amadorismo baronil dos seus agentes e amigos a pedra de toque da governação. Quanto ao tratamento florestal do território, como se vê ,é pura e simplesmente o abandono a um caos sem rei nem sem roque que inclui as pessoas e os bens. Politicas de influência quemtêm calcado aos pés o interesse da economia  nacional e do cidadão e os resultados são os que estão á vista,  um falhanço total que dificilmente poderia ser pior, um cenário onde os governantes imolaram, por incumprimento dos seus deveres mais básicos, mais de uma centena de portugueses em sucessivas piras  de sofrimento e morte sem terem sequer consciência da gravidade do fenómeno no posterior  da desgraça.

Não são três ou quatro dias de luto com as lérias habituais nem um abraço á família em dor  ou mesmo  férias estragadas duma senhora ministra juntas ao peso da consciência existente no poder que apagam os erros cometidos , a asneira persistente , o trabalho não feito  que  culminou na catástrofe. Não são as visitas do Presidente da Republica que ressuscitam os mortos ou  reconstroem os bens , as famílias, os empregos, tudo o que se perdeu com as leviandades de quem manda.  

Faltam sim os actos , as estratégias  e um objectivo definido claramente no tempo a favor do cidadão e do interesse nacional. Falta o fim das empresas comprometidas e levantadas á pressa para o negócio do fogo , falta transparência absoluta na gestão corrente da coisa publica e um equilíbrio da economia e da cultura no sentido dum cidadão consciente com dignidade de vida e respeitado como tal.  Cem mortes de inocentes por desprezo e por incúria não são o brincar que pretendem fazer ser!

Falta fazer um país honesto e sério e acabar com esta brincadeira onde nos meteram  escolas politico-partidárias que se apoderam demagogicamente  dum poder medíocre, ignorante , num amadorismo pindérico de país  do terceiro mundo onde tudo é permitido perante a impunidade de quem é responsável. Não chega o voto  para branquear as mortes!

Reordenar o território não é tarefa difícil, o que falta é vontade , como em outras áreas, de trabalhar com seriedade sobre a realidade dum povo e não sob a égide de compadres, de afilhados e amigos e não fazer da nomeação partidária um negócio de selecção de interesses. Aqui, o regime apodreceu e apodrece-nos.

Dois meses depois da vergonhosa tragédia de Pedrogão Grande coube a bombástica experiência á zona centro de Portugal. Uma região que tem empobrecido pela desertificação constante, pela ausência de estímulos económicos e esquecimento por parte dos poderes públicos , pela falta de investimentos com estratégia , quantificados e qualificados, pela divisão do poder em capelinhas sem escala e sem dimensão.

Numa das últimas crónicas evidenciei algo semelhante em relação á Mata Nacional do Buçaco. Quis o acaso, simplesmente o acaso, que não ardesse, no entanto aconteceu muito pior, arderam pessoas. À Mata , que segue o caminho partidário  da ineficácia e do  jobismo,  há-de chegar destino igual , mas aí, do mal o menos, só arde vegetação.

Outubro,16,2017        Buçaco.blogs.sapo.pt

 

 

 

07
Set17

BANCOS

Peter

DSC_0834[1].JPG

Via Sacra do Buçaco .Onde não há àrvores nem

madeira, nem cabeça, os bancos do percurso da

ViSacra ou não estão ou estão assim.

DSC_0836[1].JPG

 Quatro anos de mama não resultaram , a coisa

está  bem pior que no começo!!!! 

Quem tiver olhos, veja.

Em mais quatro anos talvez acabem com isto...

apesar de tudo, um património nacional.

04
Set17

CALVÁRIO

Peter

DSC_0807[1].JPG

Como num palco o cenário é enganador. Pelo 

interior depauperado a ruína  avança em cada

parede , espreita por cada janela aberta,  entra por

cada porta escancarada. Ermida do Calvário.

Este é o Buçaco municipalizado ao sabor  do

vazio de poder e do irresponsável senhorio...

O medo escondeu a crítica , os abutres comem a 

cidade dos deuses , os frades são novos  

inquisidores arqueados na prece do perdão...

O cenário, meio tosco meio papel, perdura

enquanto não cai...

Quem te viu e quem te vê!!!!!

 

31
Ago17

ERMIDAS AO ABANDONO

Peter

interior buçaco.jpg

Abandonada e  totalmente aberta e ao dispor dos

visitantes, a Ermida do Calvário , na Via Sacra do

Buçaco apresenta-se num estado de degradação

continuada com o património existente á completa

mercêde de quem chega.

Nada resta de imagens ou outros adereços da

ermida que foi consagrada pelo bispo de

Coimbra D.Manuel de Melo em 1694,  3 de Outubro,

com procissão e missa.

Uma vergonha para o Estado Português que entrega

o património a fundações cuja incapacidade está 

a vista de toda a gente mas que ninguém procura

salvaguardar da destruição e da ruína.

Era bom que se entendesse a farsa política que 

está por trás desta delapidação do património

pátrio e se deixasse de brincar com

a herança comum.

 

04
Jul17

OS FOGOS E O BUÇACO

Peter

DSC_0659.JPG

Aqui temos uma imagem feita hoje que mostra o muro

da Mata Nacional do Buçaco na sua parte exterior, onde 

o abandono é total e as silvas e o mato são donos.

Este é o estado em que está o  património em todo o 

perimetro  da Cerca , quer seja do lado de fora , quer 

seja do lado de dentro, apenas alguns pontos onde 

circulam os visitantes estão limpos e tratados.

DSC_0645.JPG

Este estado de coisas é um perigo constante  a pairar

sobre o rico património que é a Mata Nacional que pode

arder em qualquer altura se as condições climatéricas

assim o proporcionarem.

A situação não é para brincar e qualquer pessoa pode

constatar in loco  estes factos se visitar o local.

DSC_0665.JPG

 A seguir a esta calamidade ambiental a serra está 

infestada de acácias que em alguns lados pendem 

para dentro dos muros arruinados , uma situação

demonstrativa da irresponsabilidade que por ali

grassa , uma gestão duma fundação partidária 

 incapaz de tratar e defender o espaço.

DSC_0630.JPG

 Estas fotografias contrariam um comunicado da

Câmara da Mealhada publicado ontem no Diário de 

Coimbra, onde se afirma que tudo está feito 

para proteger o concelho e nomeadamente a freguesia

do Luso onde está o Buçaco, dos incêndios.

É absolutamente falso que haja segurança porque na 

realidade, para quem queira visitar o local, o perigo,

com o calor recente é eminente.

Quanto isto por incúria arder , quem são os 

responsaveis? Ninguém, estamos a saque....

25
Mar17

RIO DA MULA

Peter

barragem rio mula.jpg

Barragem do Rio da Mula , na Serra de Sintra ,

rega,desportos e fogos , por acaso igual á

Barragem do Vale da Ribeira na  Serra do Buçaco,

freguesia do Luso , para rega, desportos e fogos.

O MESMO.

Os espertos políticos da nossa Câmara, uma

anedota, acharam que não era necessária ,

agora sabe-se porquê, não há fogos, não há regadio

( a obra efectuada no Vale da Vacariça ficou sêca)

e quanto a desportos, diz o presidente,

o Luso-Buçaco deixou de ser destino turistico.

Ele ordenou, está ordenado ! 

Arranjaram a lagoa  da terra onde mora, e chega!!!  

Continuem a elege-los que vão longe!!!!

O Luso-Buçaco e  o concelho.

Estão garantidos!!!!!

 

 

23
Nov16

DIA DAS FLORESTAS

Peter

015.jpg

 Dia da Floresta numa Mata Nacional, 

a do Buçaco, entregue á curiosidade duma Câmara

e á sua afundação , que , sem dinheiro e sem saber

a vem degradando cada vez mais. 

Imagem tirada em 2012 .

25
Mar14

A MORTE NO BUÇACO

Peter

 

 

Hoje fui ao Buçaco , onde não ia há tempo. Uma

desilusão total. A destruição está por todo o lado, 

o cenário é macabro, desde as portas da entrada

ao coração da Mata, á  Cruz Alta, ao perímetro

da serra. A destruição impune do património é duma

continuidade impressionante!!! Uma fundação sem

capacidade para fazer qualquer coisa, um Estado

proprietário que se alheia do bem comum.

É vergonhoso o que se passa , é algo de inconcebivel

há pouco tempo atrás.

Quem conheceu o Buçaco deve visita-lo e avaliar

a razia que por ali vai.

Deixo uma fotografia doutros tempos daquela  floresta

rica e luxuriante que  está em vias de extinção nos

pedaços onde ainda subsiste.

Quem duvida, deve ir ver, apesar de já nem

sequer valer o dinheiro da entrada.

 

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