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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

23
Set17

QUEM ACODE Á MATA ????

Peter

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  QUEM ACODE Á MATA NACIONAL DO BUÇACO ?

A  razão desta pergunta é a sua pertinência e a falta de debate sobre o tema no percurso eleitoral. A verdade é que a mata nacional não é património dos candidatos á câmara da Mealhada mas sim dos eleitores do país, e como tal os candidatos tinham obrigação de saber o que pensa esse eleitor sobre a questão. No mínimo o eleitor do concelho que paga do seu bolso  os proventos de quem ali labora devia ver á total transparência o que se passa na fundação e saber claramente quanto  vai continuar a despender a autarquia num espaço que não lhe pertence. Não é património da Câmara da Mealhada nem a Câmara da Mealhada tem pergaminhos, sapiência ou meios económicos,  para lá das suas capacidades festeiras, e nem sequer obrigação de recuperar este bem que é nacional  ou mandato para ali gastar o dinheiro dos munícipes. A discussão não se faz, o poder abusa simplesmente do poder  metendo a democracia na gaveta e agindo a seu prazer ou  interesse.

Começo por reafirmar que a Mata Nacional do Buçaco é um templo, foi assim concebida pelos Descalços Carmelitas ,não uma catedral de pedra e de reboco ao sabor de municipalidades mas um templo botânico de base religiosa que hoje, depois de quase cinco século de existência, é propriedade de todos nós, portugueses. Parque botânico porque é uma construção da mente humana num período de exacerbado fundamentalismo religioso, algo não muito longe dum Isis dos nossos dias.

Do coberto autóctone resta pouco, substituído que foi pela congregação dos frades, hoje apenas uma mínima mancha de pilriteiros ou adernal, maltratado e de tal modo pisoteado que se pode dizer que o Buçaco está no osso, seco, desumidificado, por acção das práticas duma universidade que fez o que ninguém tentou em quase cinco séculos, limpar as invasoras e deixar crescer as silvas.  Admito que esta instituição perceba muito de praias e de charcos mas presumo, enquanto cidadão deste país, que nada perceba de florestas. O resultado do programa Brigth está no terreno e  a universidade envolvida fica bastante mal na chapa fotográfica do presente. Na realidade, transformou a Mata Nacional que era um oásis para a vegetação local, num espaço desossado e raquítico ,cada ano mais candidato á ruina dum fogo, uma acção que, percorrendo meia Europa, não se consegue descortinar em locais de idêntico cariz, bem pelo contrário. Em segundo lugar, o Buçaco é um património nacional que foi entregue de forma  inconsciente a uma autarquia e desta a uma fundação. O Estado Português livrou-se da responsabilidade financeira sobre o património comum que  juntamente com Sintra é único, fugindo aos seus  deveres de estado de direito democrático, confundindo assim o sentido de Estado com o sentido de partido e das clientelas respectivas entregando  as suas responsabilidades a qualquer capitão mor , tal qual como se fazia num  municipalismo oitocentista de poluente memória.

Consequência dum génio “socrático” de fracos auspícios , a fundação está gastando  o erário da autarquia que não deixa de ser erário público  , para colocar  familiares , amigos e clientela política de cartão, naturalmente sem concursos públicos transparentes, ou mesmo sem qualquer concurso publicamente conhecido. Uma fundação “manga  de alpaca” fazendo do templo uma feira de vaidades, hipocrisia e deficitária e a caminho  duma candidatura á Unesco inscrita á treze anos na  bolsa das hipóteses sem qualquer consequência para além da palavra ôca  nos ato eleitorais de quatro em quatro anos. Não se sabe pois quando a classificação, pois tanto o património florestal como o religioso  ou o  laico se encontram num estado de destruição avançado e progressivo , impróprio para classificações. O próprio Palácio de Caça, que não passou de pretensão do rei D. Carlos, sem manutenção desde os tempos em que dependia dos Monumentos Nacionais, está impróprio para as cinco estrelas que ostenta e duvidoso para a exploração. Leiam-se os comentários pouco abonatórios que alguns turistas utentes nacionais e estrangeiros  deixam escritos na internet .

Nesta situação degradante onde a irresponsabilidade é total quem acode ao Buçaco e á Mata Nacional ? Haverá desta vez algum Costa Cabral ou Morais Soares capazes de operar o milagre da ressurreição do templo buçaquino fazendo regressar á vida o património nacional? E se por acaso surgisse esse bendito Messias seria em nome da fundação anónima ou dos portugueses? Ou seja, para desperdiçar erário público  ou profissionalizar a gestão e o trabalho  com saber e eficácia?

Como cidadão deste país, acho inconcebível que se mandem embora para o estrangeiro  bons técnicos formados que hoje já temos, para entregar o melhor do património a curiosos e amadores empenhados em destruir o muito que o ciclone de 2013  deixou ficar. A clientes da política partidária e a reclusos das prisões do Estado sem um enquadramento rigoroso feito por quem sabe e se responsabilize pelo espaço e seu conteúdo. Não há muito tempo, numa noite de Natal ardeu um quadro de Josefa de Óbidos, pertença do Convento, avaliado em cem mil euros e não houve qualquer responsabilização, ninguém acendeu a vela, ninguém a deixou acesa! E amanhã, quando arder a Mata Nacional, quem lhe chegou o cigarro ou a folha de eucalipto? Ninguém, como aconteceu.  Está Portugal a saque  e o poder no meio da rua?

O que lamentavelmente se constata é a Mata estar cada vez mais degradada. Exceptuando os caminhos que levam  ao hotel ,  todo o resto desde coberto florestal até ás ermidas, capelas e respectivos acessos está numa situação lastimosa, silvas  que tomaram conta do terreno, árvores e arbustos secos por cada recanto do bosque, clareiras abertas entre árvores seculares perante a vaidade desse folclore político que é o  plantar de espécies badaladas numa  imprensa do pindérico.  A Mata Nacional do Buçaco não é para isto , na realidade corre sério risco de arder, dependendo apenas das condições climatéricas,  porque pela falta de limpeza está  completamente preparada.

A Mata é murada e embora o muro seja uma ruina , ele rodeia todo o perímetro do parque botânico, porém com a particularidade de não se conseguir observar por onde passa, tal é a promiscuidade entre eucaliptos, pinheiros atacados pelo nemátodo, silvados, acácias, tojos e urzes e toda a sorte de arbustos diversos que se misturam ente o parque e as propriedades dos privados numa promiscuidade desoladora. Se as labaredas chegarem em dia de vento demoníaco como aconteceu em Pedrogão Grande, não há quem as segure e a Mata Nacional vai com certeza   de vez.  

Será o Estado o réu? Serão os municípios que compartilham os limites? Será o Ministério da Agricultura que fora dos muros em plena serra mantem terrenos e estradas intransitáveis inundadas pelas mimosas? Será a protecção civil que aparece por aí a limpar qualquer coisa depois dos fogos? Serão os generais bombeiros que cheios de condecorações  debitam  doutoramentos sobre o lume na comunicação social?  Será até o silêncio do Siresp das publico privadas ? Será a Câmara da Mealhada que tudo faz para destruir a  Mata Nacional afundada na trampa dos cheiros da cidade que não consegue resolver? Serão até os candidatos que tudo prometem e nada fazem?

Está mais que visto que esta  não é a solução que serve o Buçaco. Está mais que visto queesta fundação ou qualquer outra fundação servem partidos . Pessoas ligadas a esse mesmo partido, familiares de pessoas ligadas a esse mesmo partido e pior do que isto, gente que não sabe o que tem estado a fazer  durante quatro anos em que transformou a catástrofe do vendaval numa catástrofe geral. Deviam ter vergonha !

Luso,Buçaco, Setembro,2017                                   Buçaco.Blogos, sapo.pt

 

05
Out13

OUTONO

Peter

 

Apesar de se assistir a uma campanha de mistificação

que  terá objectivos escondidos, a Mata Nacional

continua num estado lastimoso , de facto, tão

degradada nunca esteve.

De que podem valer as certificações perante a 

realidade ??? Que certificação? 

Basta fazer uma visita a pé pelas veredas da Floresta!

Só quem verdadeiramente não conheceu a Mata

pode dizer que está bem. A irresponsabilidade é total.

 

 

03
Fev13

ESTRADA DA CRUZ ALTA

Peter

 

     Quando da visita  do Presidente da Republica ao Buçaco durante as comemorações dos 200 anos da Guerra Peninsular, foi repavimentada a estrada da Cruz Alta até à Porta de Sula, local onde terminou a viagem presidencial.

Desse local até ao cume, a Cruz Alta , o pavimento degradado não foi substituido. Hoje, encontra-se na prática intransitavel nalguns locais do trajecto, oferecendo uma triste imagem do que é o turismo no municipio da Mealhada e o que é o trabalho da Afundação do Buçaco .

Embora a estrada pertença  administrativamente a três concelhos, é ao da Mealhada que cabe a maior responsabilização , pois é  neste que fica a maior parte da actividade turistica da zona e é a este que pertence o cimo do monte, a Cruz Alta, onde termina o ramal.

Não há portanto qualquer razão nem desculpa para que não seja este municipio a resolver a situação. Primeiro porque o excelente miradouro do Buçaco, que não fazendo parte da chachada das quatro maravilhas é a meu ver a primeira delas, segundo porque a autarquia gasta rios de dinheiro em almoços e jantares familiares  a propósito dessas próprias maravilhas cujos resultados são absolutamente zero, terceiro porque por uma questão de dignidade e de vergonha dos eleitos , a estrada e a Mata, já agora acrescente-se, nunca passaram por abandono tão desastroso e evidente como hoje.

Os eventuais leitores deste blog podem percorrer o local e verificar por testemunho próprio.

Depois, para uma Câmara que se arroga o exclusivo das Comemorações duma Batalha do Buçaco que não teve um tiro no seu território, é absurdo o esquecimento da estrada que sendo de outros, também lhe pertence.

Vamos lá entender os critérios destes politicos de trazer por casa! Ou de manga de alpaca!!!!!

A fotografia acima, tirada ontem, é duma mesa de pasto exacatamente  na Cruz Alta, no fim da estrada. Já esteve no chão e alguma alma caridosa a levantou , mas as pernas não aguentam os pratos.

Este é mais um trabalho da Afundação !

PS-Num programa da televisão de danças e cantares o choro à volta do vendaval foi comovedor como tem sido os peditórios á população que paga para entrar no recinto da floresta! Mas ninguém mostrou a estrada  ás câmaras da TV nem disse o que vão fazer com o dinheiro  das toneladas de excelente madeira que  suponho, irão vender. Será que vão  distribuir os lucros por quem deu esmola???? Valha-nos S.Saloio !!!!!


24
Jan13

A FURIA DO VENDAVAL

Peter

 

 No Telejornal da Televisão

 

 Não é a primeira vez que a Mata do Buçaco é destruída por causas naturais. De facto, o terrível ciclone de 15 de Fevereiro de 1941, ainda na memória de alguns sobreviventes, entrou na floresta com idêntica violência e causou graves prejuízos abatendo centenas de árvores. O proprietário, no caso o Estado português, ressuscitou-a replantando e levando a cabo as obras de reconstrução e o tempo alongou-se por anos e anos para dar tempo  ao tempo necessário  para a regeneração natural.

Não sabemos se irá acontecer o mesmo desta vez, esperemos que sim, que os responsáveis e os que aqui acorreram para fins de  prestígio  próprio, arranjos de fundos comunitários e outras bem aventuranças, estejam á altura dos acontecimentos.

Nós, os que escrevemos estas linhas sem um cartão partidário, não temos força para exigir, somos uns pobres de Cristo quer na cidadania, quer na consideração que o poder instituído, a democracia, tem por nós, para além da medida em que servimos para lhes governar os bolsos. Por tal motivo não há muito mais a dizer, para lá do choradinho habitual, para lá da estranha  ditadura democratica em que vivemos.

Numa página dessa também estranha coisa que se chama facebook deixei uma nota pessoal ainda a quente que vou deixar aqui transcrita a frio. Dizia assim:

 

 Cedro de S.José,forte de tronco,frágil de copa

 

“Á maneira pouco cuidada com que tem sido tratada pela fundação a Mata Politica do Buçaco, mas que na verdade é uma Mata Nacional, juntou-se a violência das forças da natureza como que a completar o serviço. Castigo, diriam frades, se deambulassem ainda pelas ermidas em sofrimentos osseos e dores de alma precisas de arrependimento.

 Os paroquianos da política porém choram sobre a sobranceria, a arrogância e as habilidades das gestões da curiosidade confundida entre bosques e cimento. Os primeiros gritos aflitivos perante o problema  foram por dinheiro, por peditórios até! Diga-se que os 44% da avaliação de que a gestora foi alvo estão bem assentes, ela terá a responsabilidade dos mesmos 44% que lhe são devidos pelas brincadeiras que  vão levando a cabo.

A Mata vai continuar a ser amada da mesma maneira por quem verdadeiramente a ama, se é que se pode amar uma Mata. Mas não é o soldo, nem o cartão partidário nem o oportunismo que amam a Mata do Buçaco. Quem a ama é a população da freguesia a quem ela é recusada. Aqueles que se lembram ou sabem do ciclone de 41 por testemunho directo ou transmissão oral . Os turistas bem informados por livros de todo o mundo e que percorrem os sitios por paixão .  Ingleses militaristas com a fobia das guerras,saudosos do passado, ambientalistas, caminheiros,  até os que, crentemente, sobem da Bairrada na Romaria da Ascenção ou recalcam a Via-sacra por orações  de penitência.

 

 Ermida sob ramos

 Hão-de chorar com o sentimento do amor ás coisas simples, ao berço, ás plantas, aos muros, aos liquenes, aos silêncios. Os mangas-de-alpaca, por outro lado, hão-de chorar o sentimento do metal, do partido, da regalia, do desenrasca, do oportunismo.Fazem-me rir as lamúrias dos milionários!

Porque a Mata, todas as Matas, por mais estima que se lhes possa dedicar, estão sujeitas aos rigores da natureza, á destruição das forças que nos superam a vontade e muitas vezes a vida. Nascem, crescem,vivem,morrem.

Se for recuperada por quem sabe destas coisas, felizmente este país já forma engenheiros na matéria florestal, há-de regenerar e voltar a ser o que era.

O tempo, o saber, o amor e a profissão farão o milagre natural, não se dúvide e mais e melhores cuidados de futuro podem ajudar a conservar o património agora destruído.

Os arbustos cortados, o chão rapado e arroteado, as regueiras entupidas, os cortes desenfreados de árvores, as clareiras abertas, o cedro de S. José ao abandono partido que foi o suporte de aço que o sustentava á anos, as ribeiras obstruídas, a proibição de entrada no bosque dada aos primeiros socorristas do espaço que são os moradores da freguesia, a criação de anticorpos entre a gestão e os naturais, deram a todo o processo da Mata Nacional do Buçaco um ar de intrusão e posse de muito pouca sensibilidade para o coberto e para os humanos.

Mas não foram estes factos que destruíram a Mata, tal como em 1941, foi o ciclone, o vendaval, a tempestade, porém, não pode passar em claro uma advertência, se a gestão fosse profissional, cuidada e de sabedoria, bem poderia ter sido mais reduzida a dimensão dos estragos provocados.

 Antigas cocheiras e garagem

 

 Tal e qual como aquela história dos azevinheiros no inicio do mandato, também ali, se houvesse uma gestão com um mínimo de bom senso, dezenas de azevinheiros, árvore protegida, não teriam sido cortados pelo tronco rente á terra  mãe e não teria passado em claro mais um crime, entre os muitos que nesta nação são branqueados pelo poder.

Nesta conformidade, faço votos por uma rápida recuperação da floresta do Buçaco, mas duvido que, na mão da gente que ali opera, seja feita com a eficiência que se exige. Se assim não for, pode a cura ser bem pior que o vendaval da natureza.

É uma opinião pessoal.

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