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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

07
Set16

DESTRUIÇÃO DO BUÇACO

Peter

 

RSCN4704[2].JPG

 O Portão dos Passarinhos uma velha entrada da Mata

Nacional do Buçaco com um portão fundido em Lisboa

há dois séculos. O embude é para não se poder entrar

e ver a miséria dum interior abandonado á incúria e

irresponsabilidade duma afundação.

DSCN4691[1].JPG

Esta outra porta , chamada do Luso  porque dá acesso a

partir da vila, ruiu há uns anos largos e a mesma

afundação não teve dinheiro para a reconstruir , portais

muros e degraus incluidos. Então, retirou o esterco e fez

o esterqueiro  turistico que mostra a foto.

O Buçaco passa por uma gestão  de irresponsabilidade

total perante um património nacional  de valia 

turistica e económica.

 

27
Mai16

ROMARIA DA ASCENÇÃO

Peter

CSC_0225.JPG

 

O Dia da Ascensão foi sempre uma festa da Bairrada, pode-se dizer a mais participada romaria da região. E foi igualmente uma festa livre, uma festa do povo para o povo bairradino sem que se lhe colasse alguma vez a petulante política que anda por aí agora a descobrir coisas velhas que são da tradição dos povos para se lhes vestir uma casaca partidária como se fosse coisa de sua autoria e propriedade. Não posso concordar com esta comunização da cultura popular nem com a tomada abusiva dos usos e costumes que lhe dão suporte e valor. Isto não é uma Bastilha para ser tomada assim de pé para a mão porque afinal o que é do povo ao povo pertence e quando não houver povo, mesmo que por hipotese subsistisse a política, não haveria a Festa da Ascensão, acabaria com ele. Há que respeitar os deuses, os oráculos e as populações que estão acima dos serôdios politiqueiros e de oportunistas fundadores nestas questões que não lhes pertencem e separar devidamente o que é do trigo e do joio é correcto e conveniente.A Romaria da Ascensão foi sempre uma festa da Bairrada e de liberdade e tal como o leitão é um produto regional , a romaria é da região e não deste ou daquele municipio , é preciso que quem conjunturalmente manda saiba respeitar a tradição e os valores que dizem respeito a todos e que são efectivamente sua pertença, neste caso de dimensão regional.Em 1860 andavam por aí Guerra Junqueiro, Tomaz da Fonseca e outras figuras nacionais de mão dada com o poeta Manuel Alves de Vale de Boi, da freguesia da Moita, Anadia, grande amante da Mata que, dentro do seu estilo peculiar, foi o seu maior cantor. Juntavam-se forasteiros em comboios especiais vindos do Porto, Figueira, Leiria Pombal e outras terras . Mas era da sua Bairrada que vinham a maior parte dos ranchos , desde Anadia a Oliveira do Bairro, Agueda , Aguada ou Belazaima, Oiã, Mamarrosa, Moita, Mealhada , Ventosa , Cantanhede e muitas outras localidades da região. Os mais novos em animadas marchas e cantares, elas com os cestos á cabeça e os mais velhos ,com a experiência de anos e anos de subidas ao monte, certos a dirigir os romeiros e a procurar o chão que ia servir de mesa do almoço. A meio da manhã, do Convento às Portas de Coimbra andava um mar de gente aos encontrões entre vendedores de tudo o que fosse quinquilharia, brinquedos, bolos , bebidas, flores de papel, etc ,etc num frenesim que se prolongava tarde fora sem tristes fundações a comandar pessoas e lugares.O dia da Ascensão era ainda uma festa da família. Minha avó Teresa do Réu, matava o melhor capão da capoeira, um exemplar de crista eriçada e penas coloridas que mais parecia um faisão, minha mãe assava uma galinha no forno e as minhas tias maternas aligeiravam umas pataniscas e bolos de bacalhau ou umas feveras de porco ainda da matança do Natal. Juntavamos os farneis dentro dos cestos de verga no cimo da avenida Navarro esperando uns pelos outros e dali , manhã no inicio, integravamos o cortejo que nos levaria á Fonte Fria e ao Convento. Era na parte primeira do percurso ,quando se galgavam vagarosamente as escadas do Teatro Avenida, que se mostrava a miséria dum povo na sua legitima manifestação de pobreza e abandono. De facto, todo o escadório que conduzia á entrada da floresta, estava apinhado de pedintes, de estropiados, mutilados , gente com feridas expostas, tumores abertos , cegos , pernetas e manetas mostrando pruridos dos cotos , todos pedindo e gritando alto e bom som , de degrau em degrau e de mazelas expostas ajuda aos forasteiros. Estes lázaros, desprotegidos da sorte e espelho dum país e seus algozes, eram uma antecâmara que separava espiritos , ainda medievos em temores ancestrais, dos folguedos pagãos que se iriam seguir. Metiam-me medo as suas reais representações, em direto para um público que passava e deixava , se podia, uma esmola salvadora para descarga futura da consciência própria, se bem que, umas dezenas de metros acima, já embrenhados no arvoredo da mata, as cenas se fossem no fosso do esquecimento e do cansaço .Mais tarde, em pleno centro da circunstância, além do caminhar em redor do Convento, onde se misturavam os romeiros da Beira Alta , era sacramental seguir ao longo da Avenida do Mosteiro á Fonte da Samaritana e finalmente ás Portas de Coimbra , donde se abarcava a paisagem até á orla marítima. Era ali , sobre as ervas e flores do enome miradoiro ou nas suas redondezas , que nomalmente se estendiam as toalhas , se espalhavam caçoilas e utensílios e se saboreava paulatinamente o que de melhor se trazia da cozinha doméstica. O meu avô Ze Maria, que chegava com dificuldade ao repasto, mesmo trazido por algum dos meus tios de Lisboa, cofiava o bigode esbranquiçado e sentava-se contente ao lado da dona da casa a garantir a tribo reunida. Cantavam pessoas e ranchos numa harmonia comum e a meio da tarde , recordações guardadas e varapaus em riste , começava o movimento contrário com toda aquela gente em debandada serra abaixo , os ranchos tocando e dançando para alegrar as almas e facilitar o caminho de regresso , ás vezes noite cerrada pelos recantos dessa longa Bairrada onde acabavam em marchas e em bailes antes do sucumbir a um cansaço evidente. Podiamos contar neste resumo histórias e anedotas , de lutas , de pancada , do vinho ou do amor, mas não cabe no espaço essa aventura , seria um trabalho árduo e moroso , na verdade um romance de vida desta comunidade bairradina que espalha o habitat no vale do pequeno rio Cértima, entre o Mondego e o Vouga. A quem na realidade pertence a Romaria da Ascensão do Bussaco é ao seu povo simples , alegre e laborioso.

 

12
Mai16

CERCO DE BADAJOZ

Peter

tasmaniafoto

 O diário de um oficial  inglês  relatando episódios das Invasões

Francesas na Peninsula Ibérica , nomeadamente no Alentejo e

em Badajoz foi encontrado num alfarrabista da Tasmânia, Austrália.

Intitulado "Journal 1811" o manuscrito é um documento inédito e

conta com detalhes e precisão técnica o cerco do exército Anglo-

-Luso a Badajoz, comandado pelo Duque de Wellington em 1811,

nos começos do séc. XlX, no seguimento da  Batalha do Bussaco.

Para Gavin Daly , especialista em Guerra Peninsular na

Universidade da Tasmânia, trata-se de um "Tesouro" e a caligrafia

já foi reconhecida e confirmada como do autor John  Squire , que

veio a falecer vitimado por doença depois do cerco à cidade da

Estremadura espanhola. Está por saber  de concreto como foi

acidentalmente parar ao espólio do alfarrabista australiano o

importante manuscrito.

Fontes: BBC e NET

 

18
Mar16

PORTA DE SULA

Peter

sula3.jpg

 Das mais antigas Portas do Cenóbio Carmelita

 esta   entrada deve o seu nome á proximidade

da aldeia de Sula e dava acesso ao Convento  do

lado nascente , em contraste com as Portas de

Coimbra do lado poente da Cerca.

Durante a batalha do Bussaco os muros laterais

foram rasgados até ao meio a fim de permitir uma

melhor defesa   e na esplanada á sua frente foi

construída uma paliçada com  troncos de carvalho

mais um obstáculo á arremetida dos  franceses que

chegando perto do local não conseguiram no

entanto ultrapassar esta barreira.

Em 1875 a Porta foi restaurada , mas nos   dias de

hoje o seu estado de  abandono  dá lugar ao

despreendimento e queda  dos embrechados de

pedra negra e branca  das fachadas exteriores.

Subindo a serra a partir deste local vamos 

encontrar no planalto a antiga Porta do Telegrafo

e depois a moderna Porta da Cruz Alta. Em sentido

contrario, descendo junto ao muro, chegamos

á Porta da Rainha e depois á Porta do Serpa.

 

 

 

09
Mar16

ESTÁ TUDO GROSSO...

Peter

 

003.JPG

H á dias esteve no Buçaco mais um político a

convite de alguém , não sabemos quem ,mas

veio declarar mais uma vez que o Buçaco vai  

ser património da Unesco. O homem , que é ministro

da cultura , até marcou  data , 2017/18.

Por acaso o pai já cá veio há vinte anos atrás fazer

o mesmo, e como em Abrantes, está tudo como

dantes. Haja deus!!!!!!

Pois, eu já vi  no Buçaco o presidente  pai

em  várias ocasiões, o presidente Ramalho Eanes

em várias ocasiões, o presidente Jorge Sampaio, 

o presidente Cavaco Silva, até pavimentaram um

pedacinho de estrada para este sujeito não 

ver a sujeira do resto. Veio o  ministro Guterres, 

o ministro Socrates, uma ministra Cristas quando

governo caiu e outros que agora não me vêm

á ideia. Todos  comeram, olharam e prometeram

e afinal , Pinóquios, não fizeram nada de nada.

Porque razão se pode acreditar  agora neste

morgado  que acaba de demitir, porque lhe

apeteceu, um homem que nos últimos anos

colocou a  Serra de Sintra num brinco?

Será que viu o desastre do Buçaco  e a sua

degradação ou veio pela Unesco e para mostrar

serviço ? De certeza , que o desastre não o viu,

se o tivesse visto de  facto não poderia  prometer

nada para 2017 ou 18 ou 19 ou 20 . Não vale a 

pena chegar aqui e mentir quando se sabe

que não tem dinheiro no seu ministério para

pagar a cultura, quanto mais a agricultura !!!

Chegou, almoçou, cantou e foi-se embora.

Mais um para acrescentar ao rol !!!!

Quem tem duvidas, dê uma volta pela Mata

Nacional e faça o seu juizo!!!! 

Razão razão tinha a Ivone quando há uns

anos cantava:

este país , é um colosso, está

tudo grosso, está tudo grosso!!!!!!!!

 

04
Mar16

BTL-LUSO-BUÇACO

Peter

deplients ff.jpg

 Março,4,BTL-Lisboa

A marca LUSO-BUÇACO, construida ao longo dos ultimos 160 anos

e hoje como tal reconhecida na Europa e no mundo, foi preterida

pela Câmara da Mealhada na presente Feira do Turismo de Lisboa

pelo ignorado recurso de 4 maravilhas , prestando assim um 

ótimo serviço  como negação do turismo ás Termas do Luso

e á municipalizada Mata Nacional do Buçaco que, andando de cavalo

para burro  é pertença duma Câmara, sendo património nacional.

É ver o estado em que está, anos depois do vendaval !!!!!

Não posso deixar de colocar  aqui o registo para a posteridade,

de como se faz o curioso turismo  de muitas edilidades deste país! 

Como positivo, registo também a união em volta dum Centro de

Portugal, o caminho a seguir no trilho do futuro imediato.

09
Nov15

A SENHORA CRISTAS

Peter

ffria1.jpg

A senhora Cristas deixou um recado ao Buçaco, vai arranjar maneira

de lhes mandar uns trocos para recuperar o irrecuperado.

Tem piada o recado da senhora Cristas , durante os quatro anos

em que podia ter resolvido alguma coisa, não mexeu uma palha,

hoje, que faz parte  dum governo em colapso  ou  extinção, o que

quererá a  senhora oferecer do vazio onde está???

Demonstrar a irresponsabilidade do seu mandato e a inconsciência

de ter deixado o património nacional do Buçaco  na deriva da anarquia

em que se encontra ? Por outras palavras, baixou a crista enquanto

teve crista , agora de crista arriada o que pretenderá a dona?

Quererá uma estátua pela porcaria que fez???

 

 

 

30
Abr15

A BATALHA E O CONVENTO

Peter

DSC_0203[1]

E m segunda edicão com o apoio da Câmara

da Mealhada e a chancela da  Editora Minerva

de Coimbra, reaparece  no mercado o livro

"Bussaco A Batalha e o Convento",um  ensaio

 que aborda os sucessos ligados à invasão

juntando militares, religiosos  populacão 

nos dias conturbados que  se viveram  em 

Setembro de 1810.

 

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