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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

22
Jan15

AINDA A SENHORA DO LEITE

Peter

vereda.jpg

É claro que quando alguém  critica o que se destrói

irresponsavelmente já  deduz que nada vai ser remediado

e tudo se vai resumir a inqueritos sem consequências.

Se isso é assim em assuntos fundamentais para o povo

deste país como poderia ser diferente para uma mini

comunidade de pouca massa  e cabedal?

Da  nossa e Nossa Senhora do Leite não foi encontrado

o assassino e assim morre no discurso e na indignidade

um pedaço do património. É a imagem triste deste país

sem regras, sem seriedade e em crise, não só  crise

financeira como uma séria e mais nefasta crise  de ética.

12
Set14

SACO BUS...

Peter

 

Já não és Saco Bus  Buçaco amigo
esganou-te a gola o vento  e o trovão
pior porém que os deuses , de inimigo,
o homem fez de ti experimentação
 
na prática és um órfão  e partido
rebatizado em nome sem razão
teu cerne é um passado destruído
entregue a  uma madrasta afundação
 
o templo ruiu pelas arcadas
esquecidos ocupantes seculares
de José foi-se o cedro e pinceladas
 
arderam de Josefa nos altares
e á Cruz Alta se acede não por estradas
mas por crateras fundas e lunares.
 
  
25
Mar14

A MORTE NO BUÇACO

Peter

 

 

Hoje fui ao Buçaco , onde não ia há tempo. Uma

desilusão total. A destruição está por todo o lado, 

o cenário é macabro, desde as portas da entrada

ao coração da Mata, á  Cruz Alta, ao perímetro

da serra. A destruição impune do património é duma

continuidade impressionante!!! Uma fundação sem

capacidade para fazer qualquer coisa, um Estado

proprietário que se alheia do bem comum.

É vergonhoso o que se passa , é algo de inconcebivel

há pouco tempo atrás.

Quem conheceu o Buçaco deve visita-lo e avaliar

a razia que por ali vai.

Deixo uma fotografia doutros tempos daquela  floresta

rica e luxuriante que  está em vias de extinção nos

pedaços onde ainda subsiste.

Quem duvida, deve ir ver, apesar de já nem

sequer valer o dinheiro da entrada.

 

16
Nov10

A FLORESTA DAS ALMAS

Peter

 

A FLORESTA DAS ALMAS E O ESTADO PARALELO

 

 

Não é o primeiro nem o segundo ataque de que a floresta do Buçaco é alvo.

Já esteve para ser vendida, já esteve semi-destruída por mais de uma vez, já foi prisão, já foi hospital, foi pasto de devassos e portanto não admira que agora esteja entregue a reclusos. Não é a primeira vez que isso acontece. Depois dos frades que, esses sim, foram os únicos e voluntários reclusos que a edificaram e mantiveram como donos legítimos, passaram reclusos políticos, reclusos anacoretas, reclusos soldados, reclusos escritores, reclusos poetas, etc, etc. E valha a verdade, intervalados por alguns bons amigos do Buçaco que depois da tempestade o conseguiram restabelecer. Uma floresta de almas cheias de boas intenções quer sejam de devotos, de amantes, de amigos, e acidentalmente de intenções menos boas, seja para retirar dividendos, bens, e outras benesses ou, como no presente, intenções de dúbias boas vontades. São ciclos, mas sempre os maiores amigos têm aparecido para contrabalançar os piores.

Nunca tinha acontecido porém um ciclo partidário. É um começo, de Mata Nacional do Buçaco pode passar simplesmente a chamar-se Mata Socialista do Buçaco, Mata Social-Democrata do Buçaco, Mata Democrata Cristã do Buçaco e duvido que passe alguma vez a Mata Comunista do Buçaco, mas também pode acontecer. Generalizando, uma espécie de Mata Clientela do Buçaco, ao sabor do ciclo político dos detentores da coisa pública. E sublinho coisa pública porque por enquanto, penso que a coisa pública ainda seja pertença de todos nós, embora nos proveitos pareça ser apenas quinta de alguns bafejados pela sorte e em desfavor do colectivo.

Sem olhar a meios nem a métodos, sem regras e sem justiça, sem clareza e sem honestidade, sem igualdade de oportunidades mesmo entre profissionais do mesmo ofício é que se chega a este desiderato onde estão as fundações. Destila-se o produto conforme a cor e sai o concentrado com o sabor preferido ou requisitado.

A partida foi dada, o trabalho começado, parece em marcha. E desta discrepância entre o que é fazer bem e bem-fazer, a mata em questão, está entregue, na sua vertente de limpeza e de jardins, a reclusos. Confirmou há pouco tempo um partido político com assento na Assembleia da República numa visita ao local e que teve o cuidado de o tornar público. E nós, que vivemos por aqui, temos conhecimento presencial dos factos.

Não sei se o dito partido apreciou ou não apreciou esta solução dos funcionários presidiários da conjuntural Mata Presídio, para lá do abandono e fraco estado em que encontrou o parque botânico, isso não o disse, mas a mim, que andei graciosamente no turismo durante uma dúzia de anos, faz-me uma certa confusão mandar algum visitante passear num lugar público aberto á industria do turismo e confronta-lo com a presença de reclusos nas limpezas e nos jardins. É um pouco como convidar alguém para jantar em minha casa e contratar um ou dois ladrões para servir a refeição. A verdade é que não se trata dum sítio qualquer nem dum trabalho que não interfira com a sociedade no seu livre dia a dia e por tal motivo me parece pouca acertada esta escolha de mão de obra e pouco credível a palavra de satisfação que ás vezes se ouve da boca de responsáveis, talvez aturdidos com os fracos resultados e por isso apostados em propagandear a asneira como se fosse grande coisa. Neste país já nada nos admira, mas há limites que se devem calcular antecipadamente para não cair no ridículo ou na defesa do interesse próprio!

De facto, quando a protecção á família se apagou das necessidades dos políticos para dar lugar á protecção a gays, a marginais, drogados e a todos aqueles que são resquícios duma sociedade sem regras e de pouco civismo, tudo pode acontecer. Como àqueles que, aparecendo pela Fonte Fria e Palace Hotel a abrir automóveis estacionados, também fazem serviços de limpeza e são ao mesmo tempo sérios candidatos a reclusos! É natural que visitem hoje a mata como larápios para amanhã entrar como empregados, no exacto tempo em que se despedem centenas de chefes de família com filhos por criar e muitas outras responsabilidades assumidas como cidadãos conscientes e cumpridores! Esta é uma das pobres imagens da realidade deste Portugal, agora socialista e de calças na mão, mercê das asneiras perpetradas pelos políticos á sombra do erário público.

Como turista, pese a obra caridosa e filantrópica, não entendo claramente a situação e mesmo que a quisesse entender numa perspectiva humana, não a posso perceber como contributo para os interesses sectoriais de que estamos a falar.  

Vamos supor que os Jardins de Fontainbleau ou o Palácio de Versalhes eram patrulhados por reclusos franceses. Sentir-me-ia seguro na minha visita ao local? E levaria para lá filhos de menor idade ou adolescentes passeando pacatamente por toda a zona envolvente? Mas basta chegar ao parque de Monsanto em Lisboa e supor por lá reclusos em trabalhos municipais, a aumentar aqueles que já nos ameaçam sem ninguém os lá colocar! A questão do turismo é assunto sério, não se compadece com estas manigâncias dos políticos caseiros para fazer crer que resolveram perfeitamente situações caóticas através da pelintrice improvisada. Se não têm dinheiro nem têm força para que lho atribuam, porque se fartam de clamar pela posse da gestão? Há gato!

Estes malabarismos só podem trazer insegurança e medo e só podem servir para afastar os presumíveis visitantes. Aos reclusos pode e deve ser reservado de facto uma componente laboriosa no caminho da sua regeneração e inclusão, mas em limpeza na Mata do Buçaco onde existe o único hotel de cinco estrelas da região centro, isso é que não passaria pela cabeça de ninguém com um mínimo de bom senso. Penso!

Esta coisa de fundar institutos e fundações para satisfazer clientelas, em que sucessivos governos têm enfiado este país, é um dos progenitores mais antigos do buraco orçamental, do peso dos impostos e da penúria do cidadão. Para além do saltar por cima da velha sentença romano cristã de dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus, salta-se por cima da igualdade de acesso aos lugares, por cima da justiça, da honestidade intelectual, do respeito, das habilitações. Bem pelo contrário, promove-se o livre arbítrio, o arranjismo, o compadrio, a incompetência e já nem falo de eventuais interesses inconfessáveis. Está bem á vista a fruto destas mais de mil florestas de alminhas cujas responsabilidades financeiras fazem parte integrante do saco das irregularidades dos políticos que nos levaram á pré-bancarrota em que vivemos. Como se sabe, é o cidadão que terá sempre de pagar.

O tal Estado paralelo. É que enquanto se criaram as mil e quatrocentas fundações para dar guarida aos afilhados, colocaram-se os funcionários nos respectivos ministérios e organismos, a tocar viola nas secretárias, pior, encostados a um canto como inúteis, sem respeito por aptidões, funções e nem pelo cidadão que há-de pagar.

Um absurdo e um abuso de poder dignos dos melhores tempos da outra senhora dona que Deus tem. Inverteu-se o princípio do político a servir a população para ser a população a servir o político. Ou o próprio político, a servir-se da situação. E do que lhe está implícito, claro.

A Mata Nacional do Buçaco, a que eu posso chamar neste momento Mata Socialista do Buçaco, é que paga as favas? Não só. Paga a Mata e pagamos nós, contribuintes!

No próximo ano já vamos ver!                                     FS        

 

22
Set10

ONDE FOI A BATALHA ?

Peter

 

 

 

 Fotografia actual do Moinho da Moura, freguesia de Trezoi, concelho de Mortágua,

que serviu de Posto de comando a  Massena.                                      (foto do autor)

 

Temos vindo a assistir ás comemorações do segundo centenário da Guerra Peninsular cujo momento principal ocorre em 27 de Setembro  próximo  no que concerne à Batalha do Bussaco.

Foi uma fase dramática do nosso percurso comum que deve e está a ser lembrada um pouco por todos os palcos de então, ainda que os tempos actuais sejam de desvalorização  e banalização dos acontecimentos, parte integrante de lutas internas que fazem ainda hoje do espaço europeu uma fronteira em consolidação.

Acontece que as comemorações no que diz respeitam à batalha em referência, são levadas a efeito no município da Mealhada, área administrativa que parece chamar a si o exclusivo do evento e, pressupõe-se também o cenário dos ditos acontecimentos. Nada de mais errado.

Não sabemos os porquês deste estranho exclusivo pois a história pátria ainda não foi mudada nem se pode mudar ao gosto de qualquer oportunidade política e sendo assim, manda essa mesma verdade histórica e o rigor que a legitima desmistificar o erro, pois na realidade em relação à Batalha do Bussaco não se deu um tiro sequer no então concelho da Vacariça, concelho entretanto extinto e que passou a chamar-se da Mealhada.

Todo o desenrolar bélico desta contenda entre o exército francês de Massena e os anglos lusos se desenrolou na sua primeira fase no concelho de Penacova, distrito de Coimbra, encostas de Santo António do Cântaro, freguesia de Carvalho,e numa segunda fase no concelho de Mortágua, distrito de Viseu, vertentes do Moinho de Sula, freguesia de Trezoi.

O então concelho da Vacariça onde se situava geograficamente o Convento Carmelita, abrangia, como abrange ainda hoje, uma parte da serra e apenas essa pertencia à então Vacariça, na freguesia do Luso. Na sua maior parte a serra pertence ao concelho de Penacova no distrito de Coimbra, tendo ainda uma pequena franja de terreno no concelho de Mortágua e uma outra no próprio concelho de Coimbra e não se limita á Mata Nacional , que é uma pequena parcela ,pouco maior que os 105 hectares que limitam o velho convento carmelita.

O concelho da Vacariça , na vertente oposta à luta, serviu  de passagem e apoio, serviu  em termos logísticos , como serviram outros concelhos limítrofes dentro das estratégias montadas pelos generais Wellington e Massena , desde os caminhos tomados por Almeida, Mangualde ou Viseu,  depois Tondela  e Santa Comba Dão e mesmo depois da luta, Anadia ou Àgueda e outros. É  verdade que funcionou na freguesia do Luso um hospital de sangue, é verdade que alguma oficialidade britânica subtraiu  aos frades carmelitas os  aposentos para ali se instalar , é verdade que a cavalaria aliada foi colocada perto da Mealhada  por se pensar ir ser inoperante face á morfologia do terreno. Mas também é verdade que a maioria dos batalhões e regimentos dum e doutro contendor permaneceram uma semana na serra, fora do concelho  da Vacariça,  percorreram durante esse tempo os  concelhos vizinhos , roubaram, destruíram e mataram populações locais e isso não aconteceu no concelho da Vacariça. Aqui , não se desenrolou o acto físico da luta e nem um tiro se deu em defesa da pátria e dos interesses ingleses.  

Por isso se estranha a exclusividade das comemorações pois a Batalha do Bussaco envolveu  populações da região sobretudo, sublinho,dos concelhos actuais de Penacova e Mortágua, se não quisermos estender os factos ao percurso entre Almeida, Viseu e o campo de batalha. Deve referir-se até, que o concelho da Vacariça foi um pequeno oásis no cenário dantesco que foi o caminhar dos dois exércitos através do país, pois a freguesia do Luso, onde presumidamente poderiam acontecer factos relacionados com o fenómeno, nada registou para lá duma súbita dormida de Beresford na Lameira de Stº Eufêmea e duma subita passagem de Massena  na Mealhada após o desvio de exército por Boialvo e Avelãs.

Porque não podemos enganar a história nem os factos e nem os lugares onde se passaram as coisas, aqui deixo a titulo de rectificação, a estranheza por ver esquecidos, ou por ignorância, ou intencionalidade, não o sei dizer, os representantes actuais dos que então sofreram nas entranhas os sacrifícios da luta, em abono da verdade e da honestidade intelectual, os municípios de Penacova e Mortágua. Deviam ser parte activa destas comemorações, pois eles foram o grande palco desta fase da  Guerra  Peninsular. Para além de Coimbra que já na retirada das forças  após o inconclusivo recontro , foi tomada e  rapinada , diga-se , por uns e por outros.

O rigor histórico não pode ser ultrapassado, nem pelo município da Mealhada, nem pelo Estado-Maior do Exército, nem pela Academia Portuguesa de História, entidades que parecem estar por trás das comemorações. Aqui fica a titulo de informação o que devia  ter sido feito e considerado por essas entidades.

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