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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

25
Mar14

A MORTE NO BUÇACO

Peter

 

 

Hoje fui ao Buçaco , onde não ia há tempo. Uma

desilusão total. A destruição está por todo o lado, 

o cenário é macabro, desde as portas da entrada

ao coração da Mata, á  Cruz Alta, ao perímetro

da serra. A destruição impune do património é duma

continuidade impressionante!!! Uma fundação sem

capacidade para fazer qualquer coisa, um Estado

proprietário que se alheia do bem comum.

É vergonhoso o que se passa , é algo de inconcebivel

há pouco tempo atrás.

Quem conheceu o Buçaco deve visita-lo e avaliar

a razia que por ali vai.

Deixo uma fotografia doutros tempos daquela  floresta

rica e luxuriante que  está em vias de extinção nos

pedaços onde ainda subsiste.

Quem duvida, deve ir ver, apesar de já nem

sequer valer o dinheiro da entrada.

 

08
Nov12

BUÇACO, CEDRO DE 1644 EM RISCO

Peter

 

Na fotografia vê-se o famoso cedro do Buçaco

plantado em1644.Com 368 anos de idade, vê-se agora

na iminência de ruir por inépcia e desinteresse da

Fundação do Buçaco. O cabo que há várias décadas

sustenta em pé o velho exemplar foi partido junto ao

cepo de cimento que o segurava e ninguém se move

para repor a segurança e lhe salvar a vida.

O último responsavel, se ainda vivemos num país com

regras e lei é o Ministério da Agricultura ,que não deve

esquecer que o  Buçaco é uma  Mata Nacional entregue

á gestão de curiosos, entre os quais o presidente

politicamente eleito, um engenheiro civil.

É nosso dever de cidadão zelar pelo que nos

pertence e denunciar sistematicamente

a incompetência e o oportunismo.

A Mata Nacional do Buçaco está a ser destruída.

 


07
Nov11

VALE DOS FETOS EM PERIGO

Peter

 

Três Fetos Arbórios secos e completamente mortos

em Vale dos Fetos, uma jóia do Buçaco.

No local, contamos dezoito nestas condições

e mais alguns a caminho dum fim rápido.

 

No Pinhal do Marquês cortaram as àrvores seculares

para lenha e deram lugar á infestação de acácias que

se vê na imagem.

Na Fonte Fria, um novo modelo de banco de tampo

invisivel, banco tipo Afundação, enquanto do outro

lado  mais um Feto arbório caminha para a morte.

O cisne, curioso, espreita o banco vazio.

                                                                                         

Enquanto isto  e outras barbaridades se constatam

facilmente, de forma mais subtil a Câmara da Mealhada

tem abertos quatro concursos para técnicos superiores

de Engenharia Florestal, Engenharia civil,Arquitetura

e Comunicação Social , acautelando a hipotese de

encerramento da Fundação com a colocação vergonhosa

da família politica nos quadros da Câmara.

 

28
Dez08

LUSO, A CRISE DAS EXCELÊNCIAS

Peter

 

     

 

  RIQUEZA  BARATA ,

RIQUEZA ROUBADA ??

 

A nascente da água do Luso situa-se cerca de cem metros acima da nascente termal, o velho olho de água quente do século XVIII que deu origem á estância e sendo vizinhas e praticamente irmãs, diferem na sua composição e na temperatura com que emergem á superfície. Ambas são no entanto manifestações protagonizadas por um grande aquífero existente sob a serra do Buçaco que vai acumulando ano após ano, século após século, um manancial substancialmente elevado e impoluto.

 Foi a segunda nascente que deu origem ao desenvolvimento da estância termal e a primeira, a céu aberto, que deu o logótipo á localidade. Mercê das duas, o Luso, pequena e escondida aldeia nas abas da serra do Bussaco, onde os moinhos seriam provavelmente das principais actividades, em conjunto com o pastoreio e exploração florestal, ganhou a categoria administrativa de vila, no ano de 1937. Era o culminar da estância que na área do turismo, fez parte do pioneirismo nacional e deu ao país inúmeros e competentes profissionais. O expoente da descoberta das termas, da sua utilização por uma classe aristocrata, misturada com uma burguesia de pequena estatura e dimensão, mas também de classes mais modestas que prolongavam pelo mês de Outubro a época anual. Que potenciou hotéis, pensões, casas de quartos, de comidas.

   Se foi a água que na sua componente termal desenvolveu a terra e lhe conferiu património e riqueza, é a mesma água que, na sua componente industrial coloca hoje em risco a vila, cada dia mais pobre, cada dia mais abandonada pelo poder privado, pelo poder público, pela população que, á falta de condições se vê obrigada a procurar trabalho fora do chão e fazer parte desse conjunto de emigrantes que procuram fora e pelo mundo, aquilo que as vanguardas intelectualizadas, imbecilizadas e detentoras do poder nunca conseguiram fazer, isto é, dar ao cidadão próprio uma vida civilizada e digna. È a história que o conta e a realidade que o continua a confirmar.

  O Luso, que tanta fama teve como referência termal, vive dessa fama, porém em nada corresponde já a esse presumível estatuto, só por ignorância ou deturpação se pode continuar a acreditar nas termas como tal e na vila como exemplo.

  E a razão número um está bem á vista, deriva exactamente da nossa incapacidade, na nossa irresponsabilidade, do nosso atávico destruir dos bens comuns em proveito de terceiros, de exploradores, de aventureiros, de simples negociantes espantados com a prodigalidade lusa, com o desapego das gentes , pela negação imbecil dos seus próprios interesses, em favor duma prosápia ignorante de baronetes de terceira classe a quem se dá o privilégio e a aventura de governar o nosso barco. Lordes do gamanço e do ripanço, administradores de mão leve, a chamada excelência da nata do capital! E simultaneamente da politica, quando não também, e nos nossos dias, do futebol!

  A água do Luso é a única riqueza do Luso. As termas, a que a água deu origem, deram o património construído. A actividade o now  out, obtido. As pessoas, o seu contributo recebendo a sua compensação. No tempo em que as perspectivas eram honestas, em que se acreditava nas pessoas, na dignidade de processos, no futuro. Havia disciplina e palavra, prometia-se e cumpria-se.

 A única riqueza do Luso é a água. E a riqueza água, que é de nossa propriedade por intermédio do Estado é entregue por esse mesmo Estado, a terceiros. Agora, estrangeiros, mas para o caso é igual, o Estado espolia-nos da riqueza e entrega-a despudoradamente ao grande capital. Negócios de milhões, porque ao grande capital apenas interessam os milhões. E o Estado espolia-nos na medida em que entrega as concessões por preços irrisórios. Na medida em que não se interessa por elas. Na medida em que não tem poder para impor os interesses nacionais aos interesses do liberalismo da derrota, da espoliação, da sociedade esclavagista que está a construir. A quem interessa esta omissão?

 Numa pequena escala, não tão pequena como isso como realidade e exemplo, a concessionária, como se disse único beneficiário da riqueza da terra, abandonou praticamente as termas e dedica-se á exploração desenfreada do negócio da venda de água. A verdadeira água do Luso, mas também degenerada em água com limão, com morango, com maçã, com qualquer coisa que sirva para vender, mas curiosamente, com a cobertura da água da nascente, o verdadeiro e único produto da terra, tanto do Luso como dos lusos, que dá riqueza, que é natural, que é puro. È que a empresa concessionária, para vender uma garrafa de água com manga, com groselha ou com abacaxi, ou uma horrível água com limão, oferece em contrapartida uma garrafa de pura água do Luso. Água do Luso que é leader do mercado, que vende o que produz!

Será esta a excelência de suas excelências?

Quanto às termas, do prometido nada se vê. No fim do período da velha promessa, há-de surgir nova promessa e para além do beato Cabral da Câmara da Mealhada, haverá alguém que ainda acredite numas termas, fisioterapia, spa e clínica por seiscentos mil contos? É a conivência total, só não se sabe com que  proveitos!

águasdoluso.blogs.sapo.com

 

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