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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

27
Mai16

ROMARIA DA ASCENÇÃO

Peter

CSC_0225.JPG

 

O Dia da Ascensão foi sempre uma festa da Bairrada, pode-se dizer a mais participada romaria da região. E foi igualmente uma festa livre, uma festa do povo para o povo bairradino sem que se lhe colasse alguma vez a petulante política que anda por aí agora a descobrir coisas velhas que são da tradição dos povos para se lhes vestir uma casaca partidária como se fosse coisa de sua autoria e propriedade. Não posso concordar com esta comunização da cultura popular nem com a tomada abusiva dos usos e costumes que lhe dão suporte e valor. Isto não é uma Bastilha para ser tomada assim de pé para a mão porque afinal o que é do povo ao povo pertence e quando não houver povo, mesmo que por hipotese subsistisse a política, não haveria a Festa da Ascensão, acabaria com ele. Há que respeitar os deuses, os oráculos e as populações que estão acima dos serôdios politiqueiros e de oportunistas fundadores nestas questões que não lhes pertencem e separar devidamente o que é do trigo e do joio é correcto e conveniente.A Romaria da Ascensão foi sempre uma festa da Bairrada e de liberdade e tal como o leitão é um produto regional , a romaria é da região e não deste ou daquele municipio , é preciso que quem conjunturalmente manda saiba respeitar a tradição e os valores que dizem respeito a todos e que são efectivamente sua pertença, neste caso de dimensão regional.Em 1860 andavam por aí Guerra Junqueiro, Tomaz da Fonseca e outras figuras nacionais de mão dada com o poeta Manuel Alves de Vale de Boi, da freguesia da Moita, Anadia, grande amante da Mata que, dentro do seu estilo peculiar, foi o seu maior cantor. Juntavam-se forasteiros em comboios especiais vindos do Porto, Figueira, Leiria Pombal e outras terras . Mas era da sua Bairrada que vinham a maior parte dos ranchos , desde Anadia a Oliveira do Bairro, Agueda , Aguada ou Belazaima, Oiã, Mamarrosa, Moita, Mealhada , Ventosa , Cantanhede e muitas outras localidades da região. Os mais novos em animadas marchas e cantares, elas com os cestos á cabeça e os mais velhos ,com a experiência de anos e anos de subidas ao monte, certos a dirigir os romeiros e a procurar o chão que ia servir de mesa do almoço. A meio da manhã, do Convento às Portas de Coimbra andava um mar de gente aos encontrões entre vendedores de tudo o que fosse quinquilharia, brinquedos, bolos , bebidas, flores de papel, etc ,etc num frenesim que se prolongava tarde fora sem tristes fundações a comandar pessoas e lugares.O dia da Ascensão era ainda uma festa da família. Minha avó Teresa do Réu, matava o melhor capão da capoeira, um exemplar de crista eriçada e penas coloridas que mais parecia um faisão, minha mãe assava uma galinha no forno e as minhas tias maternas aligeiravam umas pataniscas e bolos de bacalhau ou umas feveras de porco ainda da matança do Natal. Juntavamos os farneis dentro dos cestos de verga no cimo da avenida Navarro esperando uns pelos outros e dali , manhã no inicio, integravamos o cortejo que nos levaria á Fonte Fria e ao Convento. Era na parte primeira do percurso ,quando se galgavam vagarosamente as escadas do Teatro Avenida, que se mostrava a miséria dum povo na sua legitima manifestação de pobreza e abandono. De facto, todo o escadório que conduzia á entrada da floresta, estava apinhado de pedintes, de estropiados, mutilados , gente com feridas expostas, tumores abertos , cegos , pernetas e manetas mostrando pruridos dos cotos , todos pedindo e gritando alto e bom som , de degrau em degrau e de mazelas expostas ajuda aos forasteiros. Estes lázaros, desprotegidos da sorte e espelho dum país e seus algozes, eram uma antecâmara que separava espiritos , ainda medievos em temores ancestrais, dos folguedos pagãos que se iriam seguir. Metiam-me medo as suas reais representações, em direto para um público que passava e deixava , se podia, uma esmola salvadora para descarga futura da consciência própria, se bem que, umas dezenas de metros acima, já embrenhados no arvoredo da mata, as cenas se fossem no fosso do esquecimento e do cansaço .Mais tarde, em pleno centro da circunstância, além do caminhar em redor do Convento, onde se misturavam os romeiros da Beira Alta , era sacramental seguir ao longo da Avenida do Mosteiro á Fonte da Samaritana e finalmente ás Portas de Coimbra , donde se abarcava a paisagem até á orla marítima. Era ali , sobre as ervas e flores do enome miradoiro ou nas suas redondezas , que nomalmente se estendiam as toalhas , se espalhavam caçoilas e utensílios e se saboreava paulatinamente o que de melhor se trazia da cozinha doméstica. O meu avô Ze Maria, que chegava com dificuldade ao repasto, mesmo trazido por algum dos meus tios de Lisboa, cofiava o bigode esbranquiçado e sentava-se contente ao lado da dona da casa a garantir a tribo reunida. Cantavam pessoas e ranchos numa harmonia comum e a meio da tarde , recordações guardadas e varapaus em riste , começava o movimento contrário com toda aquela gente em debandada serra abaixo , os ranchos tocando e dançando para alegrar as almas e facilitar o caminho de regresso , ás vezes noite cerrada pelos recantos dessa longa Bairrada onde acabavam em marchas e em bailes antes do sucumbir a um cansaço evidente. Podiamos contar neste resumo histórias e anedotas , de lutas , de pancada , do vinho ou do amor, mas não cabe no espaço essa aventura , seria um trabalho árduo e moroso , na verdade um romance de vida desta comunidade bairradina que espalha o habitat no vale do pequeno rio Cértima, entre o Mondego e o Vouga. A quem na realidade pertence a Romaria da Ascensão do Bussaco é ao seu povo simples , alegre e laborioso.

 

24
Mar16

PORTA DO TELEGRAFO

Peter

porta telegrafo.jpg

N o ponto mais a sul da Cerca  do Cenóbio  do

Bussaco situa-se a antiga Porta do Telegrafo  que

dava acesso ao posto de sinalização óptico

telegráfico da linha de comunicações  entre Lisboa

e as provincias nortenhas.

Foi abandonado no ano de 1856 quando chegou a

Portugal a telegrafia eléctrica e a porta de acesso

foi emparedada tal como se pode ver ainda hoje

pela fotografia acima.

Quem pretender alcançar este lugar pode fazê-lo

a partir da Porta da Cruz Alta seguindo o muro

na direcção do planalto, ou subir a encosta 

a partir da casa do guarda da Porta de Sula, quer

pelo lado de fora do muro, quer pelo interior da

Cerca, em ambos os casos seguindo o muro.

Nas suas imediações se mede a altitude

máxima da serra.

18
Mar16

PORTA DE SULA

Peter

sula3.jpg

 Das mais antigas Portas do Cenóbio Carmelita

 esta   entrada deve o seu nome á proximidade

da aldeia de Sula e dava acesso ao Convento  do

lado nascente , em contraste com as Portas de

Coimbra do lado poente da Cerca.

Durante a batalha do Bussaco os muros laterais

foram rasgados até ao meio a fim de permitir uma

melhor defesa   e na esplanada á sua frente foi

construída uma paliçada com  troncos de carvalho

mais um obstáculo á arremetida dos  franceses que

chegando perto do local não conseguiram no

entanto ultrapassar esta barreira.

Em 1875 a Porta foi restaurada , mas nos   dias de

hoje o seu estado de  abandono  dá lugar ao

despreendimento e queda  dos embrechados de

pedra negra e branca  das fachadas exteriores.

Subindo a serra a partir deste local vamos 

encontrar no planalto a antiga Porta do Telegrafo

e depois a moderna Porta da Cruz Alta. Em sentido

contrario, descendo junto ao muro, chegamos

á Porta da Rainha e depois á Porta do Serpa.

 

 

 

09
Mar16

ESTÁ TUDO GROSSO...

Peter

 

003.JPG

H á dias esteve no Buçaco mais um político a

convite de alguém , não sabemos quem ,mas

veio declarar mais uma vez que o Buçaco vai  

ser património da Unesco. O homem , que é ministro

da cultura , até marcou  data , 2017/18.

Por acaso o pai já cá veio há vinte anos atrás fazer

o mesmo, e como em Abrantes, está tudo como

dantes. Haja deus!!!!!!

Pois, eu já vi  no Buçaco o presidente  pai

em  várias ocasiões, o presidente Ramalho Eanes

em várias ocasiões, o presidente Jorge Sampaio, 

o presidente Cavaco Silva, até pavimentaram um

pedacinho de estrada para este sujeito não 

ver a sujeira do resto. Veio o  ministro Guterres, 

o ministro Socrates, uma ministra Cristas quando

governo caiu e outros que agora não me vêm

á ideia. Todos  comeram, olharam e prometeram

e afinal , Pinóquios, não fizeram nada de nada.

Porque razão se pode acreditar  agora neste

morgado  que acaba de demitir, porque lhe

apeteceu, um homem que nos últimos anos

colocou a  Serra de Sintra num brinco?

Será que viu o desastre do Buçaco  e a sua

degradação ou veio pela Unesco e para mostrar

serviço ? De certeza , que o desastre não o viu,

se o tivesse visto de  facto não poderia  prometer

nada para 2017 ou 18 ou 19 ou 20 . Não vale a 

pena chegar aqui e mentir quando se sabe

que não tem dinheiro no seu ministério para

pagar a cultura, quanto mais a agricultura !!!

Chegou, almoçou, cantou e foi-se embora.

Mais um para acrescentar ao rol !!!!

Quem tem duvidas, dê uma volta pela Mata

Nacional e faça o seu juizo!!!! 

Razão razão tinha a Ivone quando há uns

anos cantava:

este país , é um colosso, está

tudo grosso, está tudo grosso!!!!!!!!

 

11
Fev16

L'EFFETTO SERRA

Peter

DSC_0945.JPG

 Querce e betulle: ecco gli alberi che abbatteranno l'effetto serra

Lo studio. Dall'800 a oggi piantate in Europa più conifere che latifoglie:

una scelta, rivela una ricerca, che ha aggravato il riscaldamento globale

 di ANNA LOMBARDI

 Per fare un albero ci vuole un fiore. Ma se il fiore non è quello giusto e negli ultimi 200 anni abbiamo piantato gli alberi sbagliati? Sì, sbagliati: perché a causa del colore delle loro foglie, accumulano più calore e rilasciano più anidride carbonica: contribuendo al surriscaldamento globale, anziché diminuirlo. Lo sostiene una ricerca appena pubblicata su Science realizzata da un team di studiosi internazionali guidati da Kim Naudts del Laboratorio di Scienze su Clima e Ambiente di Gif-sur-Yvette, in Francia. Studio che analizza com'è stato sfruttato il terreno in Europa negli ultimi 260 anni - a partire cioè dalla rivoluzione industriale e dallo sfruttamento intensivo del legname - fino a sviluppare un modello in grado di calcolare la quantità di carbone, energia e acqua intrappolata o rilasciata dalle foreste.

I risultati sono sorprendenti. Soprattutto perché, in una certa misura, mettono in crisi il concetto dato per assodato, che le foreste mitigano sempre gli effetti del riscaldamento globale. "Le cose", scrivono gli studiosi nella prefazione della ricerca, "sono più complesse. I risultati positivi si ottengono solo a patto di piantare gli alberi giusti e gestire poi in maniera corretta". Lo studio parte da un confronto: fra il 1750 e il 1850 la deforestazione legata alla rivoluzione industriale ha portato alla perdita di 190mila metri quadri di superficie boschiva europea: un'area, per intenderci, più grande della Grecia. Ma nei 160 anni successivi, la tendenza si è invertita. E fra il 1850 e il 2010 si è addirittura riforestato più territorio di quello distrutto: ripiantando 386mila chilometri quadrati di alberi, un territorio grande quanto la Germania. Peccato che le scelte fatte all'epoca, oggi si rivelino sbagliate. Perché alle autoctone latifoglie (querce, roveri, betulle) si sostituirono conifere (pini scozzesi, abeti rossi e faggi). "Una scelta per l'epoca comprensibile", dice Giuseppe Barbera, professore di Colture Arboree all'Università di Palermo, autore del saggio Abbracciare gli alberi. "Le conifere crescono rapidamente anche su suoli molto sfruttati. E poi hanno un buon valore commerciale. Era però implicito che dopo aver piantato le conifere andava fatto un "latifondamento": inserendo, cioè, piante autoctone. E questo si è fatto poco".

Ma perché quelle scelte influiscono sul surriscaldamento globale? "Preferire le conifere", ha commentato la dottoressa Naudts alla Bbc , "ha avuto un impatto significativo sull'albedo, ossia su quel processo che permette alle radiazioni solari di riflettersi anziché restare intrappolate al suolo". E qui entra in gioco il colore del legno e delle foglie: "Le vecchie latifoglie avevano colori più chiari", spiega Paolo Trost, professore di Fisiologia vegetale all'Alma Mater di Bologna. "Erano dunque ecologicamente più efficienti delle scure conifere". Che in pratica assorbono più calore, emettono meno vapore acqueo e contribuiscono così ad alterare le escursioni di temperatura fra giorno e notte. Per questo, concludono gli autori della ricerca, anche se la superfice dei boschi è aumentata, la scelta di piantare conifere ha contribuito al surriscaldamento globale, piuttosto che mitigarne gli effetti, dello 0,12 celsius. Pari cioè al 6% dell'incremento dovuto ai combustibili fossili. Questo perché dal 1850 a oggi si è accumulato un debito di carbonio, cioè uno sbilanciamento tra emissioni e assorbimento di CO 2 , pari a 3,1 milioni di tonnellate che ha determinato lo squilibrio energetico che ha incrementato le temperature. "Sono risultati

da tenere in considerazione in vista di future politiche di riforestazione", conclude Trost. "La conservazione delle foreste resta un obiettivo primario, ma la loro gestione va affrontata basandosi sulle nuove conoscenze". Imparando, cioè, a scegliere il fiore giusto. ( Repubblica.IT ,2,2016))

07
Mar15

AQUI COMEÇA A VIA

Peter

capela.jpg

Aqui começa começa a Via Sacra do Buçaco na   sua

primeira parte que engloba os chamados Passos da Prisão

e como se vê o estado de degradação é grande.

Não beneficia da desculpa do mau tempo  mas  do mau

tempo dos humanos, da incúria e da irresponsabilidade

que nos é caracteristica.

capela5.jpg

Esta capela e a anterior  constituem os dois primeiros

passos do Horto e da Prisão e situam-se nas trazeiras

do Chalet de Stª Teres acima da nova "ponte da árvore

tombada"do vale dos Abetos.

O  Buçaco precisa  duma intervenção rápida e eficaz ,

e não são cinquenta mil contos inscritos no orçamento

do municipio da Mealhada que vão alterar seja o que for. 

039.JPG

 Outro aspecto da ruina do património , tanto o vegetal

como o construído . Uma Mata Nacional não se pode

abandonar desta maneira á gestão tipo colectividades

de recreio sem  meios e sem dinheiro para recuperar

os bens. Já lã vão três anos sobre a tempestade e pouco

se  vê duma reabilitação capaz, bem pelo contrário

a Mata Nacional  não está melhor!

Pode-se-lhe chamar o posssível, mas  muito longe

do suficiente e necessário perante o enorme  silêncio

dos responsaveis.

14
Jan15

SENHORA DO LEITE

Peter

 

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A incuria duma fundação politica na Mata do Buçaco destruiu

este belo quadro seiscentista da pintora Josefa de Óbidos.

Não há responsaveis ,tal é o despudor !

Como se lembra o leitor na véspera de Natal de 2013

ardeu no Convento do Buçaco o quadro de Josefa de Óbidos

denominado Senhora do Leite. A esse propósito, a Policia

Judiciaria tornou  agora público o resultado das

investigações levadas a cabo ,  e que foram inconclusivas.

Informa  o mesmo organismo que não foi roubo, como chegou

a presumir, nem um curto circuito que deu origem ao

incêndio que assou por completo a imagem da senhora ,

do peito e do menino, mas  provavelmente

o reacendimento duma vela.

Milagrosamente? Não o diz, mas talvez , uma vez que o

quadro  estava a céu aberto exposto á intempérie, sem

guarda nem seguro e com 

chuva a cair-lhe em cima. Só uma vela e a graça dos

representados seria capaz de queimar  a pintura

seiscentista que podia valer na pior  porta até cem mil 

euros. Era uma obra datada de 1664 com assinatura

da famosa pintora e para além do Buçaco foi o país

que saiu mais pobre.

Pelo que se vê, o abandono, o ceu aberto a chuva e

a  inexistência dum seguro apropriado, não traz culpas

a ninguém, pode-se estragar, delapidar, queimar, destruir

que a culpa vem a ser duma vela que

se reacendeu por si própria ! É que não havia porteiro!

Para completar a informação, a Câmara da Mealhada, com

o dinheiro dos municipes ,acabou de compor o telhado

acima do fogo, agora, quando não há mais nada para

guardar! Este é o Portugal dos nossos dias!!! Cada vez

mais pequenino!!!

 

 

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