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______BUÇACO______

TEXTOS ,SUBSÍDIOS, APOIO

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30
Mar12

ERMIDAS

Peter

 

 

 

 

 Três romeiros  ( o do meio senhora)apoiadosem varapaus, descansam da jornada.

 

As duas imagens representadas nos postais, uma a preto e

branco, outra toscamente pintada á mão assinando a sua

antiguidade, dizem respeitam á Ermida do Calvário
no fim da Via-Sacra do Buçaco. Situadas a meio da encosta

entre o Convento e a Cruz Alta sobre um agregado de

imponentes rochedos, delas se alonga a vista até ao Oceano,

ao Caramulo, á Estrela.

Diz o poeta J.F.de Serpa:

 

Surgindo majestoso d’entre as cúpulas

D’altos annosos cedros,

Como das crespas ondas se alevanta

Rochedo colossal  co’o pé no abismo

E co’a fronte nas nuvens

 

Mandada construir por D.João de Melo, Bispo e Conde

de Coimbra, foi a Ermida consagrada pelo próprio fundador

em 3 de Outubro de 1694. O oratório sextavado, era dotado
de várias pinturas, entre elas a dum Cristo crucificado

executado por um leigo do deserto da Arrábida e oferecida

pelo Bispo depois de transportado em procissão na solene

cerimónia desse mesmo dia.

Acompanhado de toda a comunidade saiu o bispo conde do

convento percorrendo os passos da Via Crucis estação a estação.

Chegados á nova ermida benzeu o Oratório onde disse

a primeira missa e depositou a sugestiva imagem.

Na parte traseira deste oratório há um mirante formado

por um corredor entremeado de ameias que acompanha

exteriormente a construção, local onde se encontra uma

cisterna que recebia águas pluviais para consumo na ermida.

Em frente, no abismo sobre a serra, quase se sobrevoa a

exuberante vegetação que desliza em harmonia silenciosa
pelos limites do cenóbio e ultrapassando-os largamente  na

grandiosidade da paisagem.

Recorremos á rima de Miguel Osório Cabral

para sublinhar a opulência da visão:

 

Vejo o convento estar na falda assente

Vejo d’alta lameda a verde cima,

E os verdes pavilhões, que as nuvens tocam,

Vejo dobrar a fronte.

 

E muda-se o matiz de folha a folha,

E tremula a ramada-o sol lampeja

De varia cor se rasga a olhos ávidos

Estranho,ignoto quadro.

 

 

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