Terça-feira, 4 de Julho de 2017

OS FOGOS E O BUÇACO

DSC_0659.JPG

Aqui temos uma imagem feita hoje que mostra o muro

da Mata Nacional do Buçaco na sua parte exterior, onde 

o abandono é total e as silvas e o mato são donos.

Este é o estado em que está o  património em todo o 

perimetro  da Cerca , quer seja do lado de fora , quer 

seja do lado de dentro, apenas alguns pontos onde 

circulam os visitantes estão limpos e tratados.

DSC_0645.JPG

Este estado de coisas é um perigo constante  a pairar

sobre o rico património que é a Mata Nacional que pode

arder em qualquer altura se as condições climatéricas

assim o proporcionarem.

A situação não é para brincar e qualquer pessoa pode

constatar in loco  estes factos se visitar o local.

DSC_0665.JPG

 A seguir a esta calamidade ambiental a serra está 

infestada de acácias que em alguns lados pendem 

para dentro dos muros arruinados , uma situação

demonstrativa da irresponsabilidade que por ali

grassa , uma gestão duma fundação partidária 

 incapaz de tratar e defender o espaço.

DSC_0630.JPG

 Estas fotografias contrariam um comunicado da

Câmara da Mealhada publicado ontem no Diário de 

Coimbra, onde se afirma que tudo está feito 

para proteger o concelho e nomeadamente a freguesia

do Luso onde está o Buçaco, dos incêndios.

É absolutamente falso que haja segurança porque na 

realidade, para quem queira visitar o local, o perigo,

com o calor recente é eminente.

Quanto isto por incúria arder , quem são os 

responsaveis? Ninguém, estamos a saque....

publicado por Peter às 23:02
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2017

CRUZ ALTA

DSC_0142.JPG

Cruz Alta do Buçaco.

publicado por Peter às 23:12
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Sábado, 25 de Março de 2017

RIO DA MULA

barragem rio mula.jpg

Barragem do Rio da Mula , na Serra de Sintra ,

rega,desportos e fogos , por acaso igual á

Barragem do Vale da Ribeira na  Serra do Buçaco,

freguesia do Luso , para rega, desportos e fogos.

O MESMO.

Os espertos políticos da nossa Câmara, uma

anedota, acharam que não era necessária ,

agora sabe-se porquê, não há fogos, não há regadio

( a obra efectuada no Vale da Vacariça ficou sêca)

e quanto a desportos, diz o presidente,

o Luso-Buçaco deixou de ser destino turistico.

Ele ordenou, está ordenado ! 

Arranjaram a lagoa  da terra onde mora, e chega!!!  

Continuem a elege-los que vão longe!!!!

O Luso-Buçaco e  o concelho.

Estão garantidos!!!!!

 

 

publicado por Peter às 14:09
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

ALICE

  ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

 028.JPG

Caro Presidente, estamos a chegar ao fim de um mandato a zeros. Zero de dívidas, zero de obras, zero de ideias, zero de crescimento. A meu ver, melhor seria dever o que se pode pagar com respeito pelas regras estabelecidas e ter feito alguma coisa. A gestão moderna não se faz sem o recurso ao crédito e a não utilização dessa ferramenta fundamental é mais passível de críticas que de elogios. Teria sido melhor para o território, melhor para o município, melhor para o emprego, melhor para o bem-estar, melhor para as pessoas aproveitar a realidade sem a patetice da dívida! Mas isso não aconteceu, o que de facto aconteceu foi o estagnar do concelho em edis a tempo inteiro, não sabemos quantos assessores e mais uns avençados que a pouca transparência política não deixa perceber. Uma hierarquia tão grande vista pela vez primeira no executivo da Mealhada para fazer zero, é muito mau, e assim se desperdiça o mandato em coisa nenhuma.

Este não é o caminho certo, caro Presidente. Pode ser a via da clientela que a partidarite quer ou a oportuna via que os votos anunciam, mas não é o caminho correcto para num concelho pequeno, carente e acrítico que precisa, ou precisava, dum executivo inteligente e activo e duma estratégia viva e ousada para visionar e empurrar um futuro. Tive a ousadia de pensar isso acreditando que a experiência adquirida lhe tivesse trazido confiança e iniciativa, hoje não ficaria bem comigo próprio nem perante os leitores se não corrigisse nestes maus resultados as previsões iniciais totalmente furadas.

O zero verificado é o fruto maduro duma acomodação politica não prevista nos dados da balança, um erro meu, não via então este concelho na paz podre em que vive quatro anos volvidos. Parado, inerte, incapaz, ancorado em fanfarronices balofas, com uma frota politica á espera do emprego numa terceira ou quarta volta mesmo sem o crédito duma carta de alforria. Digerindo azedas maravilhas de jantares politiqueiros, propagandas gratuitas, festinhas, futebóis e crismas de paróquia e zero de trabalho. Trabalho árduo não houve, medidas inteligentes também não, mal andariam os empresários se estivessem á espera do demagógico acto da política para fazer os negócios da venda do vinho e do leitão, já que a história da água é outra coisa e o pão, viste-o! Mas é tudo uma farsa da política assente na ruina dum passado comum que não diz nada, que não merece respeito nem continuação para ocupantes da conjuntural cadeira do poder.

As velhas estratégias que aguardam há duas décadas execução, um golfe, o nó rodoferroviário, os parques industriais de Barcouço e de Barrô, além desse pomposo Luso 2007, foram substituídos pela compra de lixo imobiliário onde a autarquia se especializa na criação de ratos e, na área de maior potencialidade do concelho, o Turismo, voltamos cem anos atrás com o arremedo de termas que hoje existe, mil e tal quartos a menos e outros disparates em que o município se envolveu na defesa do poder económico do capital que ironicamente nem temos, esquecendo os verdadeiros interesses das populações, dos empresários e investidores, bem como a herança de duas centenas de anos que recebemos de mão beijada. A gestão da última década, caro presidente, foi o desastre que está á vista. Nada acrescentou ao todo municipal, manteve apagado o fogo em todas as freguesias e continuou a tarefa de destruir irresponsavelmente a hotelaria e o turismo que tinham notório peso dentro dos nossos limites e mantinham postos de trabalho na freguesia termal, na qual está hoje claramente evidente o especial zelo político na sua liquidação e a total incapacidade para a defender. O contrário do que fazem todos os municípios por Portugal além! Porquê, pergunta-se? Querem transferir a freguesia  para onde?

Uma catástrofe abalizada por autarcas incapacitados ou intencionais? Os resultados á vista  são absolutamente contrários  aos interesses do território que ocupamos !

Talvez por não ser natural do concelho lhe falte o saber acumulado ao longo dos anos em muitas das pessoas que daqui são, que aqui moram ou daqui se espalharam mundo fora com a universidade da vida no bolso curricular, o trabalho, o saber e a necessidade de sobreviver nos alforges de famílias inteiras. Podíamos fazer um rol de gente daqui e de concelhos vizinhos, mas de nada valeria, nunca os conheceu, não os conhece, não são propriamente a sua história e muito menos a sua alma. Porém sem erros aritméticos eu refiro-lhe de forma concreta que neste município existiram mais de mil e quinhentas camas de hotelaria, freguesia do Luso incluída, e hoje, incluído o seu tempo de autarca no activo, destruíram-se, e não existirão mais que duzentos ou trezentos contando com as camas casuais ou camas de horas. Esta realidade, que naturalmente não lhe pesa, espelha a diferença que existe entre quem viveu a história, participou da história e aprendeu na história e quem pouco sabe sobre o que se passa á sua volta, particularmente nesse mundo relativamente recente e rico, a que damos o nome de turismo.

Nesta matéria, o que a política da Câmara tem andado a fazer são asneiras, tão ocas e tão vazias como os almoços leitoeiros das maravilhas onde pretensiosamente pretende meter o Buçaco como se o Buçaco fosse mais uma maravilha da mesa e dos banquetes. Além de não se comer nem beber, noutros tempos apenas os burros o faziam, o Buçaco é conhecido em todo o mundo há muito tempo e não é a Mealhada das maravilhas que o vai colocar no mapa mas exactamente o contrário caro Presidente. O Buçaco e as Termas sempre deram notoriedade ao município e são ainda hoje a sua potencial riqueza maior e o seu único destino conhecido além desse repasto a que se chama leitão. O meu caro amigo não entendeu ainda estas coisas comezinhas! Se o entendesse não fazia da Mata Nacional a barraca de farturas que anda a fomentar, zelava pela recuperação das termas, da fisioterapia, não gastava o dinheiro dos munícipes naquilo que não lhes pertence. Que o dinheiro não é seu , é de todos nós , deve-o  gastar bem, essa é a sua função, para isso foi eleito, para isso o escolhemos, não para se empinar numa política de saltos altos. Antes de cá chegar, muita gente do concelho fez este património comum que agora o caro presidente ajuda a destruir, ou não o defende, como era sua obrigação enquanto edil.

Depois o Buçaco é um templo, um templo botânico. Num templo há silêncio, adoração, paz e tranquilidade. É para admirar, usufruir, para amar e reflectir, é um lugar sagrado que merece o respeito. Como uma igreja é um local de culto, o Buçaco também o é, de culto e oração e de libertação !  Para arraiais chegou sempre a Ascensão, de resto, dispensa pisoteio, vendilhões de praça pública e promotores de negócios para lhes venderem corpo e alma transformando-o numa feira de vaidades. Deixemos as bacoquices, o empirismo, a senilidade política Se queremos estar dentro da cidade temos de falar e agir com a cidadania da urbe, com a clareza da palavra e da verdade, doutro modo nunca passaremos da aldeia que desejamos.

Depois, não vivemos no país de Alice, ninguém tira coelhos de cartola nem temos poços de petróleo, não somos árabes, sabe perfeitamente que nunca haverá dinheiro suficiente na autarquia para recuperar e manter a Cerca Buçaquina ou fazer a candidatura a património Unesco. Esta será apenas a sua presunção e dum partido que só existe na Mealhada de quatro em quatro anos, quando for necessário meter os votos na urna para escolher um amo já escolhido. Este ano parece que nem é preciso, a ditadura manda! Caminhos duma democracia afunilada nos pântanos deste país de sol! Mesmo assim, hão-de chegar ao Luso, transportar os amigos á sede do concelho frente á boca da urna. Como a política não tem vergonha, esquecem nessa altura que em quatro anos fizeram nas termas uma retrete pública, se entretanto acabarem a obra! Assim não vamos lá,  meu caro presidente!

Luso,Janeiro,2017

 

publicado por Peter às 21:07
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016

O BUÇACO

003.JPG

Por uma acidental notícia de jornal viemos a saber um dia destes que a autarquia Câmara já gastou duzentos mil euros no Buçaco, ultrapassando até ao momento em 150 mil euros os 50 mil orçamentados no início do ano. Este é o fruto do seu envolvimento na gestão da Mata Nacional , um património que não nos pertence enquanto município, mas ao Estado, mas que a cegueira política dos eleitos levou erradamente a assumir e que nos vai custar, a nós munícipes deste território, uma boa fatia do orçamento, sem qualquer resultado a prazo. Porque de facto as contas são boas e simples de fazer e tão elementares que não se encontra uma justificação racional para este erro, a não ser na história do sapateiro que quer ir além da chinela que lhe cabe no pé. Será o caso.

De facto, bem poderia a Câmara encerrar portas por duas dúzias de anos, que os 17 milhões de euros anuais em orçamentos acumulados, não seriam suficientes para recuperar e manter o património em questão, realidade que por si só invalida o leviano envolvimento do erário municipal na solução do problema. Porque se meteu nisto a autarquia? Porque assinou com o governo de Passos esta monstruosidade financeira, substituindo-se ao dono Estado e recusando mesmo todo o seu apoio e participação? Vaidade, presunção, ambição de ultrapassar os poderes que lhes são conferidos, ou um caso de patologia política para o que não existe vacina nem medicação? Não se entende.

Para já, e raciocinando o mais simples possível, os 200 mil euros atribuídos e deitados fora são provenientes do bolo que deve ser gasto no município em favor dos munícipes , mas vão servir para satisfazer as remunerações do gestor e do assessor de imprensa da fundação, este último, soubemos recentemente, foi encaixado no sistema para refrescar com esperança notícias pré fabricadas. Porque outra das realidades evidentes é que, apesar das actividades e da venda de madeiras, as clareiras não o desmentem e não se sabe com que qualidade de controle isto é feito, as receitas são insuficientes para sustentar e recuperar o enorme património existente e que está, como qualquer cidadão pode verificar, em condições precárias. Quem conheceu o templo que era a Mata Nacional alguns anos atrás e verifica a destruição que por lá grassa hoje, pode testemunhar a ruina a que se deixou chegar um bem deste país, um estado de degradação que, francamente, a minha geração nunca presenciou!

É fácil de concluir que dos duzentos mil euros oferecidos obrigatoriamente por nós, munícipes, pouco ou nada restará desta transferência para investir na recuperação do património florestal ou construído, se é que restará alguma coisa mesmo!

Necessitava a Câmara deste concelho arcar não só com a responsabilidade financeira como com a responsabilidade moral da destruição inicial e da destruição continua que se segue, para que os seus eleitos viessem a colher medalhas e galões com a satisfação das suas mais primárias loucuras? A meu ver, claro que não. A pretensão fica-nos cara, quem paga com dinheiro alheio não tem margens.

Na semana passada fui pela segunda vez á serra de Sintra para fazer comparações e a questão é que não há comparação nenhuma. Ali , sem termas ,sem leitão e sem vinho, sem essas tão famosas maravilhas,  o património está reabilitado, classificado, o turismo numa espiral de crescimento em prol da economia local que se vê a olho nú em franco progresso. Ali até se adivinha o caminho, está ensaiada a solução, há profissionalismo e empenho no processo, aqui, bem ao contrário, brinca-se. Brinca-se com o património, com os bens, com o desenvolvimento, com o futuro e sobretudo com as pessoas que aqui vivem.

Ali o património é da UNESCO, uma coisa que eu próprio já reclamava em 2004 para a Mata Nacional do Buçaco, escrevendo-o na imprensa, aqui o anúncio da triunfante entrada do património na lista de espera onde o Buçaco já está desde esse mesmo ano de 2004. Um milagre do conteúdo funcional dum assessor de imprensa que lá tem as suas razões para transformar a reinscrição numa nova inscrição. Presta talvez o serviço que lhe pedem !

O que aconteceu é que desde 2004 a Câmara não se interessou, não pretendeu, não quis iniciar sequer o processo duma candidatura a património da Unesco. Sem ambição, sem  visão e sem estratégias, preferiu a comodidade da cadeira do poder e adormeceu tranquila nas suas redes intimas de telefone e telemóvel. O que podemos esperar hoje, destruído que está aquele património que não sendo concelhio está dentro do município?

Nada, não se pode esperar nada duma rotina partidária que sucessivos anos instalaram no poder e o encheu de vícios, cegou e esvaziou-se de ideias. O poder também se cansa, o poder está cansado. Cansado de mandar em tudo como se tudo fosse seu, incluindo as pessoas e os bens. O poder e o regime dormem o sono dos beatos!

Tão cego e tão convencido que nem sequer repara em coisas pequeninas como por exemplo o facto de eu e os meus vizinhos, talvez meia centena de famílias em quinhentos habitantes comungarem diariamente do tapete de alcatrão da estrada com automóveis, motociclos, camiões para se deslocarem nas ruas das suas casas. Comungamos a velocidade das viaturas com o perigo e a fraqueza das nossas pernas e pés. A monstruosidade dos autocarros ou camiões com as paredes e muros onde aderimos como lapas para não sermos trucidados. Eleitos que têm dinheiro para fazer festas e churrascos e distribuir por futebóis e feirantes enquanto andam em simultâneo a pedir esmolas para os pobres !  Dinheiro para contratar legítimos assessores que cuidam da sua bela imagem e apaparicam as notícias como a continuação do Buçaco na tal lista da Unesco nas esperanças dos subsídios que nos dá a CEE. Como se fossem verdades, fossem coisas consumadas quando não passam de tretas ainda por definir. Foi assim que em três eleições já foram feitos outros tantos hotéis nas mini termas do Luso. Investidores de vésperas de eleições de hotéis que nunca chegamos a ver. Políticos que retiram durante dezenas de anos aos Toscanos deste país o usufruto de terrenos que lhes fazem falta para desenvolver a economia a troco de projectos que nunca põem de pé !  Políticos que dão a uma fundação sem condições nem futuro 200 mil euros anuais e não têm uns trocados para investir nas pequenas coisas dos munícipes.

Não sei se isto se chama traficância da política das ideias ou ideias políticas da traficância. Talvez sejam uma coisa e a outra ao mesmo tempo. Talvez não sejam coisa nenhuma. È o municipio da Mealhada, perante o silêncio ruidoso dos autarcas  eleitos e da oposição que não existe. 

Mas algo vai muito mal no reino da Dinamarca!!!!! Como sugeri um dia, o rei vai nu! 

 

publicado por Peter às 19:48
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Sábado, 8 de Outubro de 2016

BUÇACO VERSUS SINTRA

regaleira.jpg

        Sintra, o neo manuelino da Quinta da Regaleira

Visitamos Sintra , O Castelo, Monserrate,  a Quinta

da Regaleira. Esta última , em neomanuelino

serôdio como o Buçaco . O arranjo, a limpeza ,

os jardins, a floresta, primam pela qualidade ,

os meios de deslocação ,a informação disponivel,

as estruturas de apoio pela eficiência.

 A visita foi intencional e o regresso triste  

com a vergonha  e a desolação que temos

nMata Nacional do Buçaco. 

Ali, tudo recuperado, aqui, a destruição, o

abandono, a venda de lenhas e madeiras, as

silvas, o lixo,  o piso rapado que retira a

humidade á vegetação ,as clareiras que  se

continuam a abrir deixando á sorte o arvoredo .

Quem conheceu o Buçaco e o vê hoje

cada vez mais afundado na partidarite e na

incompetência á vista, pasma e pergunta como

é possível que os políticos, ou os que

arremedam o seu papel, podem destruir

impunemente um património nacional. 

Sintra é a imagem do próprio turismo, visivel

até pela quantidade de turistas que se contam

por milhões, o Buçaco, a tristeza da pacóvice

deste país de atrazados e irresponsaveis!

  

publicado por Peter às 22:44
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

BOLA DE FOGO NO BUÇACO

 

DSCN4644[1].JPG

 Esta fotografia (11/8/16) batida nestes dias quentes que assolam a região  com inúmeros fogos,contradizem em absoluto as palavras exibicionistas dos responsáveis da  afundação do Buçaco e confirmam a incapacidade e a falta de dinheiro de quem gere para recuperar os cento e cinco hectares do parque botânico, um templo ambiental em plena zona centro do país. O espaço fotografado, no lugar chamado Porta das Lapas, que hoje é uma casa florestal em ruinas, tem a jusante da ribeira que ali passa o antigo sitio das hortas, propriedade da Mata Nacional e de tal forma deitado ao esquecimento e abandono que passou a constituir uma bomba atómica no que diz respeito ao actual estado calórico, capaz, a qualquer momento, de introduzir  pelo Vale dos Fetos acima uma fogueira dantesca.Quem não conhece, tome a estrada que do Luso conduz a Penacova , estacione num pequeno parque junto á Porta das Lapas e do lado oposto da estrada veja e analise as excelentes condições de propagação dum fogo.Creio que a afundação, como faz com a Porta que lhe está adjacente, não conhece ou tenta não conhecer este como outros locais da Mata Nacional , gerida por uma fundação partidária nascida nos tempos socráticos.Ficam as fotos, para ilustrar  as palavras.

 

publicado por Peter às 22:00
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Quarta-feira, 9 de Março de 2016

ESTÁ TUDO GROSSO...

 

003.JPG

H á dias esteve no Buçaco mais um político a

convite de alguém , não sabemos quem ,mas

veio declarar mais uma vez que o Buçaco vai  

ser património da Unesco. O homem , que é ministro

da cultura , até marcou  data , 2017/18.

Por acaso o pai já cá veio há vinte anos atrás fazer

o mesmo, e como em Abrantes, está tudo como

dantes. Haja deus!!!!!!

Pois, eu já vi  no Buçaco o presidente  pai

em  várias ocasiões, o presidente Ramalho Eanes

em várias ocasiões, o presidente Jorge Sampaio, 

o presidente Cavaco Silva, até pavimentaram um

pedacinho de estrada para este sujeito não 

ver a sujeira do resto. Veio o  ministro Guterres, 

o ministro Socrates, uma ministra Cristas quando

governo caiu e outros que agora não me vêm

á ideia. Todos  comeram, olharam e prometeram

e afinal , Pinóquios, não fizeram nada de nada.

Porque razão se pode acreditar  agora neste

morgado  que acaba de demitir, porque lhe

apeteceu, um homem que nos últimos anos

colocou a  Serra de Sintra num brinco?

Será que viu o desastre do Buçaco  e a sua

degradação ou veio pela Unesco e para mostrar

serviço ? De certeza , que o desastre não o viu,

se o tivesse visto de  facto não poderia  prometer

nada para 2017 ou 18 ou 19 ou 20 . Não vale a 

pena chegar aqui e mentir quando se sabe

que não tem dinheiro no seu ministério para

pagar a cultura, quanto mais a agricultura !!!

Chegou, almoçou, cantou e foi-se embora.

Mais um para acrescentar ao rol !!!!

Quem tem duvidas, dê uma volta pela Mata

Nacional e faça o seu juizo!!!! 

Razão razão tinha a Ivone quando há uns

anos cantava:

este país , é um colosso, está

tudo grosso, está tudo grosso!!!!!!!!

 

publicado por Peter às 11:18
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Sábado, 29 de Agosto de 2015

CRUZ ALTA DO BUSSACO

 

bus01.jpg

D evido ao seu destaque morfológico estima-se que a Cruz Alta

tenha sido desde tempos antigos uma referência tanto em relação

ao mar como em relação á terra. Adelino de Melo* em Subsídios

Para a História do Concelho da Mealhada, pretende ter existido  

no lugar uma filial do Mosteiro da Vacariça  com o nome de

Mosteiro de Santa Eufémia, cuja santa teria passado mais tarde

para a capela do mesmo nome na povoação de Lameira de Santa

Eufémia. Com as ruínas deste suposto mosteiro terá Manuel  

Saldanha , Reitor da Universidade , substituído em 1648 uma cruz

de madeira ali existente  por uma peanha circular encimada por

uma cruz de pedra .Os seus 547 metros de altitude são um

excelente posto de observação, dali se avista em dias limpos

uma extensa parte da zona centro de Portugal que vai do mar

às serras   da Estrela  Caramulo  ou do Açor e Lousã e seguindo

a orla marítima da  Figueira da Foz a Aveiro.

Conta a lenda , reforçada pela crónica dos carmelitas descalços,

que um antigo náufrago perdido no Atlântico foi pela vista daquele

ponto alto que encontrou a terra e se salvou . Logo, prossegue o

mito, se encarregou de subir ao ermo e ali colocar a primeira cruz

de madeira em agradecimento á benesse. Parece que desde

então terá sido permanente a existência do símbolo  a sinalizar

o facto.

Destruída várias vezes pelo tempo, por raios ou pelos humanos,

ela tem sido sempre recolocada com extrema teeimosia e precisão.

(*com base em texto de Frei Leão de S. Tomás)

 

publicado por Peter às 23:14
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

A SAGA DO BUÇACO

A saga do Buçaco continua com a escolha dum terceiro gestor da fundação, tarefa que coube á autarquia da Mealhada definir. Depois de duas experiências com dois excelentes presidentes, acreditando nas palavras dos edis em posses anteriores, eis um terceiro igualmente adjectivado e com enorme percurso curricular. Uma rotina.

Respeitando as pessoas e a sua boa vontade, como cidadão desta pequena freguesia, mas sobretudo como cidadão do país, fica-me a dúvida não só sobre a eficácia do mando como sobre os motivos que levaram a Mata Nacional do Buçaco á degradação em que se encontra desde que o Estado se demitiu das suas obrigações e a deu á curiosidade duma gestão alheia. Será que a Câmara pretende fazer experiências até á sua delapidação total? Um Buçaco cobaia, como tem vindo a ser, é um atentado ao património classificado e á cidadania.

Excluo a delapidação natural do vendaval, não foi a primeira nem será a última, mas sim delapidações como a sua não recuperação, o fim do quadro de Josefa de Óbidos que ardeu exposto á intempérie e sobre o qual não há responsabilidades apuradas. E onde estão a conservação, a limpeza, a reflorestação, a qualidade das gestões enaltecidas? Ermidas em ruinas, muros no chão, silvas progredindo, caminhos rebentados, portas por reconstruir serão exemplos? E a incapacidade de resolver uma questão como a estrada da Cruz Alta, intransitável em plena época turística? Pergunto enquanto cidadão se alguém responde pelo património, e a resposta é não. É evidente que não há responsáveis, entram e saem, não são sequer eleitos, são apontados de boca e ninguém lhes pede contas pelos actos praticados. Chega de experimentações, de ensaios, de irresponsabilidade, a Mata corre sério perigo!

Por várias razões, este modelo de gestão não serve ao Buçaco, o primeiro dos quais reside na propriedade do bem, o Estado. A Mata é Nacional, é á Nação que compete gerir o espaço, ser por ele responsável e por ele responder. Só num país sem sentido de Estado, como é o Portugal destes tempos, isto pode acontecer. Medida por princípios onde falta ética e seriedade política elementar, é uma tolice para a autarquia esta precária fundação.O município não tem massa crítica nem dimensão que lhe permita fazer gerir um espaço maior que os seus limites culturais, como no caso do sapateiro, a autarquia quer ir além da chinela e o resultado está a vista. Em vez de se regozijar com uma alteração estatutária que em Abril lhe abriu as portas para gastar o dinheiro dos eleitores no Buçaco, a autarquia faria melhor intentando uma acção contra o Estado que se demitiu de o fazer pelo mesmo decreto-lei retirando a sua contribuição anual com verbas do orçamento. Cabe agora à Câmara fazê-lo do seu próprio bolso, liminarmente, substitui-se a obrigação estatal pela cegueira da ambição autárquica! O legislador aproveitou e estendeu o anzol! O dinheiro dos munícipes a ser gasto num bem que não lhes pertence! Entre outras, esta será a última das razões porque o modelo está errado e feito em prejuízo dos habitantes deste concelho.

Se ao orçamento da autarquia, se retirar o que o Buçaco necessita de investimento de curto prazo para uma séria recuperação, a Câmara corre riscos de ter que fechar as portas, o dinheiro não chega e ponhamos já de parte o património da Unesco e em causa a independência do gestor! À falta de mecenas, nem uma dúzia de orçamentos, nem uma dúzia de anos, chegarão para concluir o processo do pedido de adesão. No mínimo!

Pegue-se onde se pegue, não se vê qualquer vantagem no modelo e os resultados obtidos são lamentavelmente maus, quer considerados em termos de qualidade do espaço, quer no contributo turístico que já proporcionou ao Luso e ao Buçaco em tempos. Também a real despromoção para municipal, em termos de credibilidade do recurso turístico vai trazer menos valias. A mulher de Cesar não pode apenas parece-lo!...Uma derradeira questão em relação ao edifício do Palace cujo usufruto e conservação pertencem á fundação. Quanto á receita nada a dizer, mas quanto aos custos das obras de manutenção necessárias?

Serão para o munícipe concelhio pagar?                              Luso,Setembro,2014

  

publicado por Peter às 18:58
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