Sábado, 23 de Setembro de 2017

QUEM ACODE Á MATA ????

DSC_0428[1].JPG

  QUEM ACODE Á MATA NACIONAL DO BUÇACO ?

A  razão desta pergunta é a sua pertinência e a falta de debate sobre o tema no percurso eleitoral. A verdade é que a mata nacional não é património dos candidatos á câmara da Mealhada mas sim dos eleitores do país, e como tal os candidatos tinham obrigação de saber o que pensa esse eleitor sobre a questão. No mínimo o eleitor do concelho que paga do seu bolso  os proventos de quem ali labora devia ver á total transparência o que se passa na fundação e saber claramente quanto  vai continuar a despender a autarquia num espaço que não lhe pertence. Não é património da Câmara da Mealhada nem a Câmara da Mealhada tem pergaminhos, sapiência ou meios económicos,  para lá das suas capacidades festeiras, e nem sequer obrigação de recuperar este bem que é nacional  ou mandato para ali gastar o dinheiro dos munícipes. A discussão não se faz, o poder abusa simplesmente do poder  metendo a democracia na gaveta e agindo a seu prazer ou  interesse.

Começo por reafirmar que a Mata Nacional do Buçaco é um templo, foi assim concebida pelos Descalços Carmelitas ,não uma catedral de pedra e de reboco ao sabor de municipalidades mas um templo botânico de base religiosa que hoje, depois de quase cinco século de existência, é propriedade de todos nós, portugueses. Parque botânico porque é uma construção da mente humana num período de exacerbado fundamentalismo religioso, algo não muito longe dum Isis dos nossos dias.

Do coberto autóctone resta pouco, substituído que foi pela congregação dos frades, hoje apenas uma mínima mancha de pilriteiros ou adernal, maltratado e de tal modo pisoteado que se pode dizer que o Buçaco está no osso, seco, desumidificado, por acção das práticas duma universidade que fez o que ninguém tentou em quase cinco séculos, limpar as invasoras e deixar crescer as silvas.  Admito que esta instituição perceba muito de praias e de charcos mas presumo, enquanto cidadão deste país, que nada perceba de florestas. O resultado do programa Brigth está no terreno e  a universidade envolvida fica bastante mal na chapa fotográfica do presente. Na realidade, transformou a Mata Nacional que era um oásis para a vegetação local, num espaço desossado e raquítico ,cada ano mais candidato á ruina dum fogo, uma acção que, percorrendo meia Europa, não se consegue descortinar em locais de idêntico cariz, bem pelo contrário. Em segundo lugar, o Buçaco é um património nacional que foi entregue de forma  inconsciente a uma autarquia e desta a uma fundação. O Estado Português livrou-se da responsabilidade financeira sobre o património comum que  juntamente com Sintra é único, fugindo aos seus  deveres de estado de direito democrático, confundindo assim o sentido de Estado com o sentido de partido e das clientelas respectivas entregando  as suas responsabilidades a qualquer capitão mor , tal qual como se fazia num  municipalismo oitocentista de poluente memória.

Consequência dum génio “socrático” de fracos auspícios , a fundação está gastando  o erário da autarquia que não deixa de ser erário público  , para colocar  familiares , amigos e clientela política de cartão, naturalmente sem concursos públicos transparentes, ou mesmo sem qualquer concurso publicamente conhecido. Uma fundação “manga  de alpaca” fazendo do templo uma feira de vaidades, hipocrisia e deficitária e a caminho  duma candidatura á Unesco inscrita á treze anos na  bolsa das hipóteses sem qualquer consequência para além da palavra ôca  nos ato eleitorais de quatro em quatro anos. Não se sabe pois quando a classificação, pois tanto o património florestal como o religioso  ou o  laico se encontram num estado de destruição avançado e progressivo , impróprio para classificações. O próprio Palácio de Caça, que não passou de pretensão do rei D. Carlos, sem manutenção desde os tempos em que dependia dos Monumentos Nacionais, está impróprio para as cinco estrelas que ostenta e duvidoso para a exploração. Leiam-se os comentários pouco abonatórios que alguns turistas utentes nacionais e estrangeiros  deixam escritos na internet .

Nesta situação degradante onde a irresponsabilidade é total quem acode ao Buçaco e á Mata Nacional ? Haverá desta vez algum Costa Cabral ou Morais Soares capazes de operar o milagre da ressurreição do templo buçaquino fazendo regressar á vida o património nacional? E se por acaso surgisse esse bendito Messias seria em nome da fundação anónima ou dos portugueses? Ou seja, para desperdiçar erário público  ou profissionalizar a gestão e o trabalho  com saber e eficácia?

Como cidadão deste país, acho inconcebível que se mandem embora para o estrangeiro  bons técnicos formados que hoje já temos, para entregar o melhor do património a curiosos e amadores empenhados em destruir o muito que o ciclone de 2013  deixou ficar. A clientes da política partidária e a reclusos das prisões do Estado sem um enquadramento rigoroso feito por quem sabe e se responsabilize pelo espaço e seu conteúdo. Não há muito tempo, numa noite de Natal ardeu um quadro de Josefa de Óbidos, pertença do Convento, avaliado em cem mil euros e não houve qualquer responsabilização, ninguém acendeu a vela, ninguém a deixou acesa! E amanhã, quando arder a Mata Nacional, quem lhe chegou o cigarro ou a folha de eucalipto? Ninguém, como aconteceu.  Está Portugal a saque  e o poder no meio da rua?

O que lamentavelmente se constata é a Mata estar cada vez mais degradada. Exceptuando os caminhos que levam  ao hotel ,  todo o resto desde coberto florestal até ás ermidas, capelas e respectivos acessos está numa situação lastimosa, silvas  que tomaram conta do terreno, árvores e arbustos secos por cada recanto do bosque, clareiras abertas entre árvores seculares perante a vaidade desse folclore político que é o  plantar de espécies badaladas numa  imprensa do pindérico.  A Mata Nacional do Buçaco não é para isto , na realidade corre sério risco de arder, dependendo apenas das condições climatéricas,  porque pela falta de limpeza está  completamente preparada.

A Mata é murada e embora o muro seja uma ruina , ele rodeia todo o perímetro do parque botânico, porém com a particularidade de não se conseguir observar por onde passa, tal é a promiscuidade entre eucaliptos, pinheiros atacados pelo nemátodo, silvados, acácias, tojos e urzes e toda a sorte de arbustos diversos que se misturam ente o parque e as propriedades dos privados numa promiscuidade desoladora. Se as labaredas chegarem em dia de vento demoníaco como aconteceu em Pedrogão Grande, não há quem as segure e a Mata Nacional vai com certeza   de vez.  

Será o Estado o réu? Serão os municípios que compartilham os limites? Será o Ministério da Agricultura que fora dos muros em plena serra mantem terrenos e estradas intransitáveis inundadas pelas mimosas? Será a protecção civil que aparece por aí a limpar qualquer coisa depois dos fogos? Serão os generais bombeiros que cheios de condecorações  debitam  doutoramentos sobre o lume na comunicação social?  Será até o silêncio do Siresp das publico privadas ? Será a Câmara da Mealhada que tudo faz para destruir a  Mata Nacional afundada na trampa dos cheiros da cidade que não consegue resolver? Serão até os candidatos que tudo prometem e nada fazem?

Está mais que visto que esta  não é a solução que serve o Buçaco. Está mais que visto queesta fundação ou qualquer outra fundação servem partidos . Pessoas ligadas a esse mesmo partido, familiares de pessoas ligadas a esse mesmo partido e pior do que isto, gente que não sabe o que tem estado a fazer  durante quatro anos em que transformou a catástrofe do vendaval numa catástrofe geral. Deviam ter vergonha !

Luso,Buçaco, Setembro,2017                                   Buçaco.Blogos, sapo.pt

 

publicado por Peter às 13:25
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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017

CALVÁRIO

DSC_0807[1].JPG

Como num palco o cenário é enganador. Pelo 

interior depauperado a ruína  avança em cada

parede , espreita por cada janela aberta,  entra por

cada porta escancarada. Ermida do Calvário.

Este é o Buçaco municipalizado ao sabor  do

vazio de poder e do irresponsável senhorio...

O medo escondeu a crítica , os abutres comem a 

cidade dos deuses , os frades são novos  

inquisidores arqueados na prece do perdão...

O cenário, meio tosco meio papel, perdura

enquanto não cai...

Quem te viu e quem te vê!!!!!

 

publicado por Peter às 22:16
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Quinta-feira, 31 de Agosto de 2017

ERMIDAS AO ABANDONO

interior buçaco.jpg

Abandonada e  totalmente aberta e ao dispor dos

visitantes, a Ermida do Calvário , na Via Sacra do

Buçaco apresenta-se num estado de degradação

continuada com o património existente á completa

mercêde de quem chega.

Nada resta de imagens ou outros adereços da

ermida que foi consagrada pelo bispo de

Coimbra D.Manuel de Melo em 1694,  3 de Outubro,

com procissão e missa.

Uma vergonha para o Estado Português que entrega

o património a fundações cuja incapacidade está 

a vista de toda a gente mas que ninguém procura

salvaguardar da destruição e da ruína.

Era bom que se entendesse a farsa política que 

está por trás desta delapidação do património

pátrio e se deixasse de brincar com

a herança comum.

 

publicado por Peter às 23:08
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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017

CAPELA DE S.ANTÃO

S.Antão.jpg

Mata Nacional do Buçaco, a vereda de acesso ao

miradouro capela de S.Antão. É preciso pedir licença

aos catos para passar. Belo trabalho da afundação

numa Mata Nacional  onde o fogo pode entrar 

em qualquer altura por falta de limpeza na Mata.

publicado por Peter às 19:38
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Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

SILVEIRAS DA VIA SACRA

DSC_0809[1].JPG

Um "bonito" aspecto da Via Sacra da Mata Nacional

do Buçaco, ou seja, uma das muitas silveiras que

abundam no espaço entregue á fundação que a gere. 

Esta foto, e centenas de outras que se  podem

reproduzir , não fazem parte duma exposição que 

ocupa todo o Verão o salão do chamado "Casino do

Luso", para tapar os olhos do cidadão.

O perigo de incêndio que pesa sobre o património

nacional é grande perante a leviandade dos que 

fazem e representam os políticos. 

Na foto,de ontem, se pode ver, limpo, sem tretas!

publicado por Peter às 13:11
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Segunda-feira, 14 de Agosto de 2017

O PERIGO É A FUNDAÇÃO

DSC_0709[1].JPG

N esta fotografia com data de ontem com a serra

do Buçaco envolvida pelo fumo dos fogos pode

ver-se  a partir do canto  esquerdo todo o muro da

Cerca dos Frades desde a  Porta das Lapas até á

Cruz Alta, no ponto mais alto da fotografia.

Pode ver-se , mas não se vê porque  o muro em

toda a sua extensão funde-se e desapareceu entre

a vegetação, a de  fora e a de dentro , fazendo assim

comungar a propriedade privada com a pública

numa promiscuidade total. 

Como nem uma nem outra estão limpas um

fogo que suba da estrada Luso-Prenacova em dia

ou noite de vento, pode muito provavelmente levar

pela frente o rico património florestal da Mata

Nacional do Buçaco, entregue pela política ao

municipio e á sua fundação partidária.

Como se pode perceber, a irresponsabilidade

é total!!!!!

 

publicado por Peter às 20:47
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Terça-feira, 4 de Julho de 2017

OS FOGOS E O BUÇACO

DSC_0659.JPG

Aqui temos uma imagem feita hoje que mostra o muro

da Mata Nacional do Buçaco na sua parte exterior, onde 

o abandono é total e as silvas e o mato são donos.

Este é o estado em que está o  património em todo o 

perimetro  da Cerca , quer seja do lado de fora , quer 

seja do lado de dentro, apenas alguns pontos onde 

circulam os visitantes estão limpos e tratados.

DSC_0645.JPG

Este estado de coisas é um perigo constante  a pairar

sobre o rico património que é a Mata Nacional que pode

arder em qualquer altura se as condições climatéricas

assim o proporcionarem.

A situação não é para brincar e qualquer pessoa pode

constatar in loco  estes factos se visitar o local.

DSC_0665.JPG

 A seguir a esta calamidade ambiental a serra está 

infestada de acácias que em alguns lados pendem 

para dentro dos muros arruinados , uma situação

demonstrativa da irresponsabilidade que por ali

grassa , uma gestão duma fundação partidária 

 incapaz de tratar e defender o espaço.

DSC_0630.JPG

 Estas fotografias contrariam um comunicado da

Câmara da Mealhada publicado ontem no Diário de 

Coimbra, onde se afirma que tudo está feito 

para proteger o concelho e nomeadamente a freguesia

do Luso onde está o Buçaco, dos incêndios.

É absolutamente falso que haja segurança porque na 

realidade, para quem queira visitar o local, o perigo,

com o calor recente é eminente.

Quanto isto por incúria arder , quem são os 

responsaveis? Ninguém, estamos a saque....

publicado por Peter às 23:02
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Sábado, 25 de Março de 2017

RIO DA MULA

barragem rio mula.jpg

Barragem do Rio da Mula , na Serra de Sintra ,

rega,desportos e fogos , por acaso igual á

Barragem do Vale da Ribeira na  Serra do Buçaco,

freguesia do Luso , para rega, desportos e fogos.

O MESMO.

Os espertos políticos da nossa Câmara, uma

anedota, acharam que não era necessária ,

agora sabe-se porquê, não há fogos, não há regadio

( a obra efectuada no Vale da Vacariça ficou sêca)

e quanto a desportos, diz o presidente,

o Luso-Buçaco deixou de ser destino turistico.

Ele ordenou, está ordenado ! 

Arranjaram a lagoa  da terra onde mora, e chega!!!  

Continuem a elege-los que vão longe!!!!

O Luso-Buçaco e  o concelho.

Estão garantidos!!!!!

 

 

publicado por Peter às 14:09
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

DO LUSO AO BUÇACO

RSCN5113[1].JPG

Este buraco no muro é a principal entrada de peões dentro

da Mata Nacional do Buçaco  para quem vai do Luso.

Tem a duração de cinco anos e a fundação ou afundação

politica que toma conta deste património ainda não teve

dinheiro para compor esta porta. Este e muitos outros 

buracos existentes no mesmo muro que cerca o bosque

são obras da entrega dos bens do Estado a curiosos bem 

pagos pelos nossos bolsos de contribuintes...

RSCN5115[1].JPG

 Para ter uma ideia mais completa aqui está o mesmo

buraco visto pelo lado contrário, isto é, de quem desce por

um caminho abandonado pelo braço politico da Câmara da

Mealhada, a dita fundação ou talvez afundação.

RSCN5116[1].JPG

...e já agora muro e vereda na parte interior da Mata, antes da

mesma saída da Mata Nacional...o lixo faz parte do quotidiano

da paisagem, os caminhos são pedras ,raízes e buracos,

as escadas armadilhas...e ninguém imagina a gente que por

ali passa...

RSCN5112[1].JPG

Uma segunda entrada na Mata Nacional para quem vai do 

mesmo local, do Luso, é o velho Portão dos Passarinhos,

hoje mal identificado e fechado a cadeado para que os 

'selvagens' habitantes das termas do Luso não vão tirar

as árvores e a lenha que a fundação abate diariamente.

RSCN5111[1].JPG

Uma terceira porta , a Porta das Lapas, é a que vemos nesta

fotografia, em muito bom estado de conservação, sem portadas

sem vidros, sem janelas e de interior também excelente,

conforme a foto seguinte  que uma janela aberta por

esquecimento deixa  observar.

DSCN5107[1].JPG

 Como se vê qualidade indiscutivel, talvez a confirmar umas

declarações da Cãmara da Mealhada pela voz do seu 

presidente que resolveu  através duma entrevista despromover

o Luso e o Buçaco de  destino turistico . Não se sabe hoje o 

que são as termas ou a Mata nas mãos da autarquia,talvez

lixo no  entanto, segundo as contas  da mesma, entregou no

ano passado ao seu braço político, a Fundação, duzentos e

cinquenta mil euros. Como a transparência dessa politica

foi recentemente classificada em 48% de clareza, o destino

dessa verba terá ficado nos 52% de intransparência, tal

como os centavos litros de água que vão das águas do 

Luso. Não é matéria liquida se estas transferências de

dinheiros públicos  são legais, um dia se verá...

DSCN5094[1].JPG

Para terminar e porque fica perto da primeira entrada 

a partir das termas do Luso, deixo uma imagem  do teatro

avenida hoje, depois de cair sobre a plateia e alguns

antigos camarotes, mais um pedaço do telhado.

Sinceramente, não sei para que elegemos uns políticos

nesta freguesia e neste concelho que parece entrarem

e sairem calados do areopago municipal. Acho que lhes

pagamos alguma coisa para defesa da terra e discussão

dos seus problemas , mas nada!!

 

publicado por Peter às 21:38
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

ALICE

  ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

 028.JPG

Caro Presidente, estamos a chegar ao fim de um mandato a zeros. Zero de dívidas, zero de obras, zero de ideias, zero de crescimento. A meu ver, melhor seria dever o que se pode pagar com respeito pelas regras estabelecidas e ter feito alguma coisa. A gestão moderna não se faz sem o recurso ao crédito e a não utilização dessa ferramenta fundamental é mais passível de críticas que de elogios. Teria sido melhor para o território, melhor para o município, melhor para o emprego, melhor para o bem-estar, melhor para as pessoas aproveitar a realidade sem a patetice da dívida! Mas isso não aconteceu, o que de facto aconteceu foi o estagnar do concelho em edis a tempo inteiro, não sabemos quantos assessores e mais uns avençados que a pouca transparência política não deixa perceber. Uma hierarquia tão grande vista pela vez primeira no executivo da Mealhada para fazer zero, é muito mau, e assim se desperdiça o mandato em coisa nenhuma.

Este não é o caminho certo, caro Presidente. Pode ser a via da clientela que a partidarite quer ou a oportuna via que os votos anunciam, mas não é o caminho correcto para num concelho pequeno, carente e acrítico que precisa, ou precisava, dum executivo inteligente e activo e duma estratégia viva e ousada para visionar e empurrar um futuro. Tive a ousadia de pensar isso acreditando que a experiência adquirida lhe tivesse trazido confiança e iniciativa, hoje não ficaria bem comigo próprio nem perante os leitores se não corrigisse nestes maus resultados as previsões iniciais totalmente furadas.

O zero verificado é o fruto maduro duma acomodação politica não prevista nos dados da balança, um erro meu, não via então este concelho na paz podre em que vive quatro anos volvidos. Parado, inerte, incapaz, ancorado em fanfarronices balofas, com uma frota politica á espera do emprego numa terceira ou quarta volta mesmo sem o crédito duma carta de alforria. Digerindo azedas maravilhas de jantares politiqueiros, propagandas gratuitas, festinhas, futebóis e crismas de paróquia e zero de trabalho. Trabalho árduo não houve, medidas inteligentes também não, mal andariam os empresários se estivessem á espera do demagógico acto da política para fazer os negócios da venda do vinho e do leitão, já que a história da água é outra coisa e o pão, viste-o! Mas é tudo uma farsa da política assente na ruina dum passado comum que não diz nada, que não merece respeito nem continuação para ocupantes da conjuntural cadeira do poder.

As velhas estratégias que aguardam há duas décadas execução, um golfe, o nó rodoferroviário, os parques industriais de Barcouço e de Barrô, além desse pomposo Luso 2007, foram substituídos pela compra de lixo imobiliário onde a autarquia se especializa na criação de ratos e, na área de maior potencialidade do concelho, o Turismo, voltamos cem anos atrás com o arremedo de termas que hoje existe, mil e tal quartos a menos e outros disparates em que o município se envolveu na defesa do poder económico do capital que ironicamente nem temos, esquecendo os verdadeiros interesses das populações, dos empresários e investidores, bem como a herança de duas centenas de anos que recebemos de mão beijada. A gestão da última década, caro presidente, foi o desastre que está á vista. Nada acrescentou ao todo municipal, manteve apagado o fogo em todas as freguesias e continuou a tarefa de destruir irresponsavelmente a hotelaria e o turismo que tinham notório peso dentro dos nossos limites e mantinham postos de trabalho na freguesia termal, na qual está hoje claramente evidente o especial zelo político na sua liquidação e a total incapacidade para a defender. O contrário do que fazem todos os municípios por Portugal além! Porquê, pergunta-se? Querem transferir a freguesia  para onde?

Uma catástrofe abalizada por autarcas incapacitados ou intencionais? Os resultados á vista  são absolutamente contrários  aos interesses do território que ocupamos !

Talvez por não ser natural do concelho lhe falte o saber acumulado ao longo dos anos em muitas das pessoas que daqui são, que aqui moram ou daqui se espalharam mundo fora com a universidade da vida no bolso curricular, o trabalho, o saber e a necessidade de sobreviver nos alforges de famílias inteiras. Podíamos fazer um rol de gente daqui e de concelhos vizinhos, mas de nada valeria, nunca os conheceu, não os conhece, não são propriamente a sua história e muito menos a sua alma. Porém sem erros aritméticos eu refiro-lhe de forma concreta que neste município existiram mais de mil e quinhentas camas de hotelaria, freguesia do Luso incluída, e hoje, incluído o seu tempo de autarca no activo, destruíram-se, e não existirão mais que duzentos ou trezentos contando com as camas casuais ou camas de horas. Esta realidade, que naturalmente não lhe pesa, espelha a diferença que existe entre quem viveu a história, participou da história e aprendeu na história e quem pouco sabe sobre o que se passa á sua volta, particularmente nesse mundo relativamente recente e rico, a que damos o nome de turismo.

Nesta matéria, o que a política da Câmara tem andado a fazer são asneiras, tão ocas e tão vazias como os almoços leitoeiros das maravilhas onde pretensiosamente pretende meter o Buçaco como se o Buçaco fosse mais uma maravilha da mesa e dos banquetes. Além de não se comer nem beber, noutros tempos apenas os burros o faziam, o Buçaco é conhecido em todo o mundo há muito tempo e não é a Mealhada das maravilhas que o vai colocar no mapa mas exactamente o contrário caro Presidente. O Buçaco e as Termas sempre deram notoriedade ao município e são ainda hoje a sua potencial riqueza maior e o seu único destino conhecido além desse repasto a que se chama leitão. O meu caro amigo não entendeu ainda estas coisas comezinhas! Se o entendesse não fazia da Mata Nacional a barraca de farturas que anda a fomentar, zelava pela recuperação das termas, da fisioterapia, não gastava o dinheiro dos munícipes naquilo que não lhes pertence. Que o dinheiro não é seu , é de todos nós , deve-o  gastar bem, essa é a sua função, para isso foi eleito, para isso o escolhemos, não para se empinar numa política de saltos altos. Antes de cá chegar, muita gente do concelho fez este património comum que agora o caro presidente ajuda a destruir, ou não o defende, como era sua obrigação enquanto edil.

Depois o Buçaco é um templo, um templo botânico. Num templo há silêncio, adoração, paz e tranquilidade. É para admirar, usufruir, para amar e reflectir, é um lugar sagrado que merece o respeito. Como uma igreja é um local de culto, o Buçaco também o é, de culto e oração e de libertação !  Para arraiais chegou sempre a Ascensão, de resto, dispensa pisoteio, vendilhões de praça pública e promotores de negócios para lhes venderem corpo e alma transformando-o numa feira de vaidades. Deixemos as bacoquices, o empirismo, a senilidade política Se queremos estar dentro da cidade temos de falar e agir com a cidadania da urbe, com a clareza da palavra e da verdade, doutro modo nunca passaremos da aldeia que desejamos.

Depois, não vivemos no país de Alice, ninguém tira coelhos de cartola nem temos poços de petróleo, não somos árabes, sabe perfeitamente que nunca haverá dinheiro suficiente na autarquia para recuperar e manter a Cerca Buçaquina ou fazer a candidatura a património Unesco. Esta será apenas a sua presunção e dum partido que só existe na Mealhada de quatro em quatro anos, quando for necessário meter os votos na urna para escolher um amo já escolhido. Este ano parece que nem é preciso, a ditadura manda! Caminhos duma democracia afunilada nos pântanos deste país de sol! Mesmo assim, hão-de chegar ao Luso, transportar os amigos á sede do concelho frente á boca da urna. Como a política não tem vergonha, esquecem nessa altura que em quatro anos fizeram nas termas uma retrete pública, se entretanto acabarem a obra! Assim não vamos lá,  meu caro presidente!

Luso,Janeiro,2017

 

publicado por Peter às 21:07
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