Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017

CALVÁRIO

DSC_0807[1].JPG

Como num palco o cenário é enganador. Pelo 

interior depauperado a ruína  avança em cada

parede , espreita por cada janela aberta,  entra por

cada porta escancarada. Ermida do Calvário.

Este é o Buçaco municipalizado ao sabor  do

vazio de poder e do irresponsável senhorio...

O medo escondeu a crítica , os abutres comem a 

cidade dos deuses , os frades são novos  

inquisidores arqueados na prece do perdão...

O cenário, meio tosco meio papel, perdura

enquanto não cai...

Quem te viu e quem te vê!!!!!

 

publicado por Peter às 22:16
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

ALICE

  ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

 028.JPG

Caro Presidente, estamos a chegar ao fim de um mandato a zeros. Zero de dívidas, zero de obras, zero de ideias, zero de crescimento. A meu ver, melhor seria dever o que se pode pagar com respeito pelas regras estabelecidas e ter feito alguma coisa. A gestão moderna não se faz sem o recurso ao crédito e a não utilização dessa ferramenta fundamental é mais passível de críticas que de elogios. Teria sido melhor para o território, melhor para o município, melhor para o emprego, melhor para o bem-estar, melhor para as pessoas aproveitar a realidade sem a patetice da dívida! Mas isso não aconteceu, o que de facto aconteceu foi o estagnar do concelho em edis a tempo inteiro, não sabemos quantos assessores e mais uns avençados que a pouca transparência política não deixa perceber. Uma hierarquia tão grande vista pela vez primeira no executivo da Mealhada para fazer zero, é muito mau, e assim se desperdiça o mandato em coisa nenhuma.

Este não é o caminho certo, caro Presidente. Pode ser a via da clientela que a partidarite quer ou a oportuna via que os votos anunciam, mas não é o caminho correcto para num concelho pequeno, carente e acrítico que precisa, ou precisava, dum executivo inteligente e activo e duma estratégia viva e ousada para visionar e empurrar um futuro. Tive a ousadia de pensar isso acreditando que a experiência adquirida lhe tivesse trazido confiança e iniciativa, hoje não ficaria bem comigo próprio nem perante os leitores se não corrigisse nestes maus resultados as previsões iniciais totalmente furadas.

O zero verificado é o fruto maduro duma acomodação politica não prevista nos dados da balança, um erro meu, não via então este concelho na paz podre em que vive quatro anos volvidos. Parado, inerte, incapaz, ancorado em fanfarronices balofas, com uma frota politica á espera do emprego numa terceira ou quarta volta mesmo sem o crédito duma carta de alforria. Digerindo azedas maravilhas de jantares politiqueiros, propagandas gratuitas, festinhas, futebóis e crismas de paróquia e zero de trabalho. Trabalho árduo não houve, medidas inteligentes também não, mal andariam os empresários se estivessem á espera do demagógico acto da política para fazer os negócios da venda do vinho e do leitão, já que a história da água é outra coisa e o pão, viste-o! Mas é tudo uma farsa da política assente na ruina dum passado comum que não diz nada, que não merece respeito nem continuação para ocupantes da conjuntural cadeira do poder.

As velhas estratégias que aguardam há duas décadas execução, um golfe, o nó rodoferroviário, os parques industriais de Barcouço e de Barrô, além desse pomposo Luso 2007, foram substituídos pela compra de lixo imobiliário onde a autarquia se especializa na criação de ratos e, na área de maior potencialidade do concelho, o Turismo, voltamos cem anos atrás com o arremedo de termas que hoje existe, mil e tal quartos a menos e outros disparates em que o município se envolveu na defesa do poder económico do capital que ironicamente nem temos, esquecendo os verdadeiros interesses das populações, dos empresários e investidores, bem como a herança de duas centenas de anos que recebemos de mão beijada. A gestão da última década, caro presidente, foi o desastre que está á vista. Nada acrescentou ao todo municipal, manteve apagado o fogo em todas as freguesias e continuou a tarefa de destruir irresponsavelmente a hotelaria e o turismo que tinham notório peso dentro dos nossos limites e mantinham postos de trabalho na freguesia termal, na qual está hoje claramente evidente o especial zelo político na sua liquidação e a total incapacidade para a defender. O contrário do que fazem todos os municípios por Portugal além! Porquê, pergunta-se? Querem transferir a freguesia  para onde?

Uma catástrofe abalizada por autarcas incapacitados ou intencionais? Os resultados á vista  são absolutamente contrários  aos interesses do território que ocupamos !

Talvez por não ser natural do concelho lhe falte o saber acumulado ao longo dos anos em muitas das pessoas que daqui são, que aqui moram ou daqui se espalharam mundo fora com a universidade da vida no bolso curricular, o trabalho, o saber e a necessidade de sobreviver nos alforges de famílias inteiras. Podíamos fazer um rol de gente daqui e de concelhos vizinhos, mas de nada valeria, nunca os conheceu, não os conhece, não são propriamente a sua história e muito menos a sua alma. Porém sem erros aritméticos eu refiro-lhe de forma concreta que neste município existiram mais de mil e quinhentas camas de hotelaria, freguesia do Luso incluída, e hoje, incluído o seu tempo de autarca no activo, destruíram-se, e não existirão mais que duzentos ou trezentos contando com as camas casuais ou camas de horas. Esta realidade, que naturalmente não lhe pesa, espelha a diferença que existe entre quem viveu a história, participou da história e aprendeu na história e quem pouco sabe sobre o que se passa á sua volta, particularmente nesse mundo relativamente recente e rico, a que damos o nome de turismo.

Nesta matéria, o que a política da Câmara tem andado a fazer são asneiras, tão ocas e tão vazias como os almoços leitoeiros das maravilhas onde pretensiosamente pretende meter o Buçaco como se o Buçaco fosse mais uma maravilha da mesa e dos banquetes. Além de não se comer nem beber, noutros tempos apenas os burros o faziam, o Buçaco é conhecido em todo o mundo há muito tempo e não é a Mealhada das maravilhas que o vai colocar no mapa mas exactamente o contrário caro Presidente. O Buçaco e as Termas sempre deram notoriedade ao município e são ainda hoje a sua potencial riqueza maior e o seu único destino conhecido além desse repasto a que se chama leitão. O meu caro amigo não entendeu ainda estas coisas comezinhas! Se o entendesse não fazia da Mata Nacional a barraca de farturas que anda a fomentar, zelava pela recuperação das termas, da fisioterapia, não gastava o dinheiro dos munícipes naquilo que não lhes pertence. Que o dinheiro não é seu , é de todos nós , deve-o  gastar bem, essa é a sua função, para isso foi eleito, para isso o escolhemos, não para se empinar numa política de saltos altos. Antes de cá chegar, muita gente do concelho fez este património comum que agora o caro presidente ajuda a destruir, ou não o defende, como era sua obrigação enquanto edil.

Depois o Buçaco é um templo, um templo botânico. Num templo há silêncio, adoração, paz e tranquilidade. É para admirar, usufruir, para amar e reflectir, é um lugar sagrado que merece o respeito. Como uma igreja é um local de culto, o Buçaco também o é, de culto e oração e de libertação !  Para arraiais chegou sempre a Ascensão, de resto, dispensa pisoteio, vendilhões de praça pública e promotores de negócios para lhes venderem corpo e alma transformando-o numa feira de vaidades. Deixemos as bacoquices, o empirismo, a senilidade política Se queremos estar dentro da cidade temos de falar e agir com a cidadania da urbe, com a clareza da palavra e da verdade, doutro modo nunca passaremos da aldeia que desejamos.

Depois, não vivemos no país de Alice, ninguém tira coelhos de cartola nem temos poços de petróleo, não somos árabes, sabe perfeitamente que nunca haverá dinheiro suficiente na autarquia para recuperar e manter a Cerca Buçaquina ou fazer a candidatura a património Unesco. Esta será apenas a sua presunção e dum partido que só existe na Mealhada de quatro em quatro anos, quando for necessário meter os votos na urna para escolher um amo já escolhido. Este ano parece que nem é preciso, a ditadura manda! Caminhos duma democracia afunilada nos pântanos deste país de sol! Mesmo assim, hão-de chegar ao Luso, transportar os amigos á sede do concelho frente á boca da urna. Como a política não tem vergonha, esquecem nessa altura que em quatro anos fizeram nas termas uma retrete pública, se entretanto acabarem a obra! Assim não vamos lá,  meu caro presidente!

Luso,Janeiro,2017

 

publicado por Peter às 21:07
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Sábado, 9 de Abril de 2016

AURORA

madrugada.jpg

Palácio do Buçaco, nascer do sol ,esta semana.

Destruida pelas intempéries e pelo homem, esta

Mata Nacional precisa do Estado para ser recuperada

como o foi Sintra. Não se  percebem as políticas

nacionais, benéficas nuns casos, talvez criminosas,

noutros casos. Se a riqueza patrimonial construida e

paisagistica é superior em Sintra, ela é também

superior no Buçaco em matéria  florestal.

 

 

 

 

publicado por Peter às 00:00
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2015

A SENHORA CRISTAS

ffria1.jpg

A senhora Cristas deixou um recado ao Buçaco, vai arranjar maneira

de lhes mandar uns trocos para recuperar o irrecuperado.

Tem piada o recado da senhora Cristas , durante os quatro anos

em que podia ter resolvido alguma coisa, não mexeu uma palha,

hoje, que faz parte  dum governo em colapso  ou  extinção, o que

quererá a  senhora oferecer do vazio onde está???

Demonstrar a irresponsabilidade do seu mandato e a inconsciência

de ter deixado o património nacional do Buçaco  na deriva da anarquia

em que se encontra ? Por outras palavras, baixou a crista enquanto

teve crista , agora de crista arriada o que pretenderá a dona?

Quererá uma estátua pela porcaria que fez???

 

 

 

publicado por Peter às 10:44
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Sábado, 29 de Agosto de 2015

CRUZ ALTA DO BUSSACO

 

bus01.jpg

D evido ao seu destaque morfológico estima-se que a Cruz Alta

tenha sido desde tempos antigos uma referência tanto em relação

ao mar como em relação á terra. Adelino de Melo* em Subsídios

Para a História do Concelho da Mealhada, pretende ter existido  

no lugar uma filial do Mosteiro da Vacariça  com o nome de

Mosteiro de Santa Eufémia, cuja santa teria passado mais tarde

para a capela do mesmo nome na povoação de Lameira de Santa

Eufémia. Com as ruínas deste suposto mosteiro terá Manuel  

Saldanha , Reitor da Universidade , substituído em 1648 uma cruz

de madeira ali existente  por uma peanha circular encimada por

uma cruz de pedra .Os seus 547 metros de altitude são um

excelente posto de observação, dali se avista em dias limpos

uma extensa parte da zona centro de Portugal que vai do mar

às serras   da Estrela  Caramulo  ou do Açor e Lousã e seguindo

a orla marítima da  Figueira da Foz a Aveiro.

Conta a lenda , reforçada pela crónica dos carmelitas descalços,

que um antigo náufrago perdido no Atlântico foi pela vista daquele

ponto alto que encontrou a terra e se salvou . Logo, prossegue o

mito, se encarregou de subir ao ermo e ali colocar a primeira cruz

de madeira em agradecimento á benesse. Parece que desde

então terá sido permanente a existência do símbolo  a sinalizar

o facto.

Destruída várias vezes pelo tempo, por raios ou pelos humanos,

ela tem sido sempre recolocada com extrema teeimosia e precisão.

(*com base em texto de Frei Leão de S. Tomás)

 

publicado por Peter às 23:14
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2014

VALE DOS FETOS

2.jpg

Uma imagem do Vale dos Fetos  de tempos não muito 

longinquos...a pedido para matar saudades!

publicado por Peter às 19:36
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

SACO BUS...

 

Já não és Saco Bus  Buçaco amigo
esganou-te a gola o vento  e o trovão
pior porém que os deuses , de inimigo,
o homem fez de ti experimentação
 
na prática és um órfão  e partido
rebatizado em nome sem razão
teu cerne é um passado destruído
entregue a  uma madrasta afundação
 
o templo ruiu pelas arcadas
esquecidos ocupantes seculares
de José foi-se o cedro e pinceladas
 
arderam de Josefa nos altares
e á Cruz Alta se acede não por estradas
mas por crateras fundas e lunares.
 
  
publicado por Peter às 00:38
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014

JOSEFA DE ÓBIDOS, FOGO OU ROUBO?

 

 Surge nova hipotese sobre o fogo que terá consumido

o valioso quadro do Convento do Buçaco, a Srº do Leite

de Josefa de Óbidos. Um exame á tela parece indicar

que a pintura foi recortada e os vestigios do fogo  não

serão suficientes para confirmar plenamente  a causa

da sua destruição. Assim ,  nasce uma interpretação que

admite o roubo da obra seiscentista da famosa

pintora portuguesa que estava á guarda da fundação

Buçaco.

Caso para  investigações da policia judiciária ? 

Tudo indica que sim. 

 

publicado por Peter às 14:46
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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014

ARDEU JOSEFA DE ÓBIDOS

 O quadro  do séc. XVII assinado e datado pela autora

  CURTO CIRCUITO (?)LEVA QUADRO

L á se foi num curto circuito o quadro de Josefa de Óbidos

existente no Convento do Buçaco. Datado e assinado

pela autora pergunta-se como pode estar meses e  meses

debaixo de telhas partidas à mercê da chuva e de curtos

circuitos  sem que os responsaveis nada tenham feito

para o pôr a salvo , depois de terem sido alertados

para o facto ? 

Se não é caso para admiração já que este é o tipo

de trabalho da Afundação, será que ninguém é responsabilizado

pela perda dum património comum, cuja valia não andaria longe

dos 100 mil euros?

Como aconteceu ao cedro de S.José que deixaram cair com quase

quatro séculos de vida depois de terem sido avisados do perigo

que corria, o mesmo sucede agora com a pintura da Senhora do Leite!

Um curto circuito porquê ? Não estava o recinto protegido contra 

curto circuitos como deve mandar a lei? E se não estava,

de quem é a responsabilidade?

A Mata Nacional, como é sabido, tem estado entregue á gestão

duma fundação política e sabemos o que os politicos tem feito

a este país e o que já fizeram à Mata Nacional do Buçaco.

O erro nasce de quem coloca a viola na mão de sapateiros,

mas tudo vai continuar na mesma.

Recentemente parece que foi nomeado mais um comissário

politico para aquele espaço. Tanto quanto é do conhecimento

publico não foi aberto nenhum concurso para a escolha dum

profissional competente e  reconhecido, o que seria o minimo

exigivel e democrático.  

Depreende-se que a Câmara da Mealhada continua a optar

por escolhas "A Doc" que abrem a porta a toda a espécie de

dúvidas por parte do cidadão.

De qualquer maneira, a fundação e a Câmara levarão a Mata

Nacional à total degradação.

É apenas uma questão de tempo.

  

publicado por Peter às 15:34
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

A FLORESTA DAS ALMAS

 

A FLORESTA DAS ALMAS E O ESTADO PARALELO

 

 

Não é o primeiro nem o segundo ataque de que a floresta do Buçaco é alvo.

Já esteve para ser vendida, já esteve semi-destruída por mais de uma vez, já foi prisão, já foi hospital, foi pasto de devassos e portanto não admira que agora esteja entregue a reclusos. Não é a primeira vez que isso acontece. Depois dos frades que, esses sim, foram os únicos e voluntários reclusos que a edificaram e mantiveram como donos legítimos, passaram reclusos políticos, reclusos anacoretas, reclusos soldados, reclusos escritores, reclusos poetas, etc, etc. E valha a verdade, intervalados por alguns bons amigos do Buçaco que depois da tempestade o conseguiram restabelecer. Uma floresta de almas cheias de boas intenções quer sejam de devotos, de amantes, de amigos, e acidentalmente de intenções menos boas, seja para retirar dividendos, bens, e outras benesses ou, como no presente, intenções de dúbias boas vontades. São ciclos, mas sempre os maiores amigos têm aparecido para contrabalançar os piores.

Nunca tinha acontecido porém um ciclo partidário. É um começo, de Mata Nacional do Buçaco pode passar simplesmente a chamar-se Mata Socialista do Buçaco, Mata Social-Democrata do Buçaco, Mata Democrata Cristã do Buçaco e duvido que passe alguma vez a Mata Comunista do Buçaco, mas também pode acontecer. Generalizando, uma espécie de Mata Clientela do Buçaco, ao sabor do ciclo político dos detentores da coisa pública. E sublinho coisa pública porque por enquanto, penso que a coisa pública ainda seja pertença de todos nós, embora nos proveitos pareça ser apenas quinta de alguns bafejados pela sorte e em desfavor do colectivo.

Sem olhar a meios nem a métodos, sem regras e sem justiça, sem clareza e sem honestidade, sem igualdade de oportunidades mesmo entre profissionais do mesmo ofício é que se chega a este desiderato onde estão as fundações. Destila-se o produto conforme a cor e sai o concentrado com o sabor preferido ou requisitado.

A partida foi dada, o trabalho começado, parece em marcha. E desta discrepância entre o que é fazer bem e bem-fazer, a mata em questão, está entregue, na sua vertente de limpeza e de jardins, a reclusos. Confirmou há pouco tempo um partido político com assento na Assembleia da República numa visita ao local e que teve o cuidado de o tornar público. E nós, que vivemos por aqui, temos conhecimento presencial dos factos.

Não sei se o dito partido apreciou ou não apreciou esta solução dos funcionários presidiários da conjuntural Mata Presídio, para lá do abandono e fraco estado em que encontrou o parque botânico, isso não o disse, mas a mim, que andei graciosamente no turismo durante uma dúzia de anos, faz-me uma certa confusão mandar algum visitante passear num lugar público aberto á industria do turismo e confronta-lo com a presença de reclusos nas limpezas e nos jardins. É um pouco como convidar alguém para jantar em minha casa e contratar um ou dois ladrões para servir a refeição. A verdade é que não se trata dum sítio qualquer nem dum trabalho que não interfira com a sociedade no seu livre dia a dia e por tal motivo me parece pouca acertada esta escolha de mão de obra e pouco credível a palavra de satisfação que ás vezes se ouve da boca de responsáveis, talvez aturdidos com os fracos resultados e por isso apostados em propagandear a asneira como se fosse grande coisa. Neste país já nada nos admira, mas há limites que se devem calcular antecipadamente para não cair no ridículo ou na defesa do interesse próprio!

De facto, quando a protecção á família se apagou das necessidades dos políticos para dar lugar á protecção a gays, a marginais, drogados e a todos aqueles que são resquícios duma sociedade sem regras e de pouco civismo, tudo pode acontecer. Como àqueles que, aparecendo pela Fonte Fria e Palace Hotel a abrir automóveis estacionados, também fazem serviços de limpeza e são ao mesmo tempo sérios candidatos a reclusos! É natural que visitem hoje a mata como larápios para amanhã entrar como empregados, no exacto tempo em que se despedem centenas de chefes de família com filhos por criar e muitas outras responsabilidades assumidas como cidadãos conscientes e cumpridores! Esta é uma das pobres imagens da realidade deste Portugal, agora socialista e de calças na mão, mercê das asneiras perpetradas pelos políticos á sombra do erário público.

Como turista, pese a obra caridosa e filantrópica, não entendo claramente a situação e mesmo que a quisesse entender numa perspectiva humana, não a posso perceber como contributo para os interesses sectoriais de que estamos a falar.  

Vamos supor que os Jardins de Fontainbleau ou o Palácio de Versalhes eram patrulhados por reclusos franceses. Sentir-me-ia seguro na minha visita ao local? E levaria para lá filhos de menor idade ou adolescentes passeando pacatamente por toda a zona envolvente? Mas basta chegar ao parque de Monsanto em Lisboa e supor por lá reclusos em trabalhos municipais, a aumentar aqueles que já nos ameaçam sem ninguém os lá colocar! A questão do turismo é assunto sério, não se compadece com estas manigâncias dos políticos caseiros para fazer crer que resolveram perfeitamente situações caóticas através da pelintrice improvisada. Se não têm dinheiro nem têm força para que lho atribuam, porque se fartam de clamar pela posse da gestão? Há gato!

Estes malabarismos só podem trazer insegurança e medo e só podem servir para afastar os presumíveis visitantes. Aos reclusos pode e deve ser reservado de facto uma componente laboriosa no caminho da sua regeneração e inclusão, mas em limpeza na Mata do Buçaco onde existe o único hotel de cinco estrelas da região centro, isso é que não passaria pela cabeça de ninguém com um mínimo de bom senso. Penso!

Esta coisa de fundar institutos e fundações para satisfazer clientelas, em que sucessivos governos têm enfiado este país, é um dos progenitores mais antigos do buraco orçamental, do peso dos impostos e da penúria do cidadão. Para além do saltar por cima da velha sentença romano cristã de dar a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus, salta-se por cima da igualdade de acesso aos lugares, por cima da justiça, da honestidade intelectual, do respeito, das habilitações. Bem pelo contrário, promove-se o livre arbítrio, o arranjismo, o compadrio, a incompetência e já nem falo de eventuais interesses inconfessáveis. Está bem á vista a fruto destas mais de mil florestas de alminhas cujas responsabilidades financeiras fazem parte integrante do saco das irregularidades dos políticos que nos levaram á pré-bancarrota em que vivemos. Como se sabe, é o cidadão que terá sempre de pagar.

O tal Estado paralelo. É que enquanto se criaram as mil e quatrocentas fundações para dar guarida aos afilhados, colocaram-se os funcionários nos respectivos ministérios e organismos, a tocar viola nas secretárias, pior, encostados a um canto como inúteis, sem respeito por aptidões, funções e nem pelo cidadão que há-de pagar.

Um absurdo e um abuso de poder dignos dos melhores tempos da outra senhora dona que Deus tem. Inverteu-se o princípio do político a servir a população para ser a população a servir o político. Ou o próprio político, a servir-se da situação. E do que lhe está implícito, claro.

A Mata Nacional do Buçaco, a que eu posso chamar neste momento Mata Socialista do Buçaco, é que paga as favas? Não só. Paga a Mata e pagamos nós, contribuintes!

No próximo ano já vamos ver!                                     FS        

 

publicado por Peter às 22:07
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