Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

COIMBRA PATRIMÓNIO UNESCO

             Boa notícia para a zona centro surgiu no último sábado de Pnhom Penh, no Cambodja, aquela que tem a ver com a classificação da Universidade de Coimbra, a alta da cidade , a Sofia e a velha baixa como património da humanidade. Coimbra ganha uma preponderância turística do maior relevo , passando a figurar no extenso rol do património Unesco classificado e entrando ao mesmo tempo e definitivamente num dos mais activos segmentos do turista mundial o que significa em simultâneo uma concentração e consequente dispersão de visitantes por toda a região envolvente.

De parabéns devem estar as entidades responsáveis, entre elas a Câmara, que tiveram intervenção em todo o processo no sentido de valorizar e disponibilizar o património e dividi-lo entre quem está e quem vem. A dimensão turística , e não só, agora alcançada, irá sem dúvida impulsionar e fazer crescer a estrutura económica que lhe está subjacente, trazendo à urbe e à região, se o souber aproveitar ,não só novas como sérias hipóteses de desenvolvimento no sector como desafios e perspectivas dentro do contexto da qualidade reconhecida. Com a integração neste circuito os ganhos podem ser substantivos e também o país se enriquece nesta área fulcral da actividade terciária. As coisas bem feitas valem a pena.

Boa ocasião para repor a sede da região de turismo em Coimbra,o seu lugar, passada que foi a febre de mudança e destruição que atravessou e atravessa ainda este país de vez em quando, mesclada nas idiotices de politiqueiros das oportunidades, demagogos que não sabem usar poder senão doméstica ou paroquialmente , afastados que estão dos verdadeiros interesses e desígnios que vão representar em órgãos conjunturalmente ocupados.

Como bons vizinhos temos obrigação de saudar esta boa noticia e confrontar ao mesmo tempo o que fez o município conimbricense com o que fez o município da Mealhada nesta matéria.

Neste, o nosso, sobre a classificação do Buçaco fala-se seguramente há mais de vinte anos, era ainda viva a defunta Junta de Turismo, porém, o que a autarquia fez foi meter o nome numa longa lista de espera e aguardar que caiam do céu benesses que não existem. Os passos necessários nessa via não foram começados sequer para depois tardiamente meter pernas ao contrário. È assim que um património que tem como Sintra as mesmas condições para ser classificado, marcha diariamente para a destruição ,agora também com a ajuda de empresas, clubes, autarquias e sabe-se lá mais o que virá, que mandam batalhões de voluntários que se abatem sobre a Mata da maneira que se pode imaginar.

Sem menosprezo pelo voluntariado, exigia-se para atingir os fins em vista, mais profissionalismo, ,saber e credibilidade. Como pode alguém com um mínimo de bom senso acreditar que é este voluntarismo de vassourada que vai reabilitar floresta e património? Anteriormente os Monumentos Nacionais não deixavam ninguém tocar num ramo de árvore,hoje são batalhões de inqualificados Mata dentro como se se tratasse dum pinhal de Leiria, a fazer não se sabe o quê. Que têm vontade, isso tem, mas a vontade não chega!

O caminho certo, durante todos os anos que se passaram , seria o que optou Coimbra e a Universidade, curiosamente a construtora da Cerca do Buçaco, coisa fora do alcance politico da Câmara Mealhadense onde o excesso temporal dum certo “cabralismo” alcançado sabe o diabo como, acabou por roubar ao concelho ideias inovadoras, criatividade, ambição e visão de futuro. Pelo contrário, a cegueira da rotina , as comodidades dos lugares , o umbigo do poder e o amiguismo politico, instalaram-se e levaram á via da destruição das Termas e tudo indica, do Buçaco. Nos anais do município, alguém que não soube defender os interesses municipais perante os interesses do capital estrangeiro nem da freguesia atingida, alguém que a deixou levar ao limite dos limites, o zero absoluto ! Isto já não se pode retirar a quem politicamente foi tão incompetente ou omisso. Os que vivem por cima das águas exploradas, esses pelo menos não poderão esquecer nem perdoar !

Seja como for, como bons vizinhos , aproveitemos o momento para festejar. Poderá acontecer que de Coimbra venha alguma coisa para o Buçaco, porque a verdade é que de Aveiro nunca veio coisa nenhuma ! 

publicado por Peter às 19:52
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3 comentários:
De Anónimo a 9 de Outubro de 2013 às 19:51
Que burro venenoso, malfalante, Biltre, cabotino, mentecapto. Distingue Umberto Eco entre cretinos, imbecis e estúpidos/idiotas: Os cretinos apesar deles mesmos, não sabem distinguir as coisas, os imbecis costumam ser pessoas que sabem das coisas mas falham em momentos-chave com gafes e/ou coisas inapropriadas e os estúpidos/idiotas são aqueles que parecendo estar a dizer a maior verdade do mundo dizem as maiores barbaridades, falhando-lhes a lógica, mascarada contudo de silogismo perfeito. No teu tempo deixaste a mata encher-se de exóticas invasoras que lenta e decisivamente foram abafando a tão prezada coleção dendrológica e os valores autóctones. No teu tempo a Mata era uma mero sorvedouro de dinheiros públicos (claro, com técnicos e operários qualificadíssimos á frente dos seus desígnios) com escasso retorno na economia local. Estava ecologicamente mais débil (entre outras, por razoes que são aqui já mencionadas), como os "inúteis " de Aveiro vêm demonstrando há mais de uma década. Quando estiveste na defunta Junta Luso-Buçaco e na vereação, arrecadavas os dinheirinho que tanto custava então a pagar pelos contribuintes como hoje, e não dizias nem "ai". Faz um favor a ti próprio e cala essa verborreia fétida que enoja toda a gente à tua volta. Achas q estás a fazer um favor à tua tão prezada mata, região do Luso e à Mealhada? Ou não serás na verdade tu quem está "xéxé"?
De Peter a 9 de Outubro de 2013 às 22:23
Venenoso, malfalante,Biltre,cabotino, mentecapto e anónimo cobarde:
de facto a Mata está como nunca esteve, isto é a ser destruída.
de facto de Aveiro nunca chegou nada de bom para esta terra , muito menos o Buçaco que foi obra de Coimbra.
n'outros tempos a Mata Nacional governava-se com dinheiros e funcionários pagos pelo erário publico proprietário, hoje goverrna alguns comprades privados com os mesmos dinheiros publicos.
o anónimo, coitado, não sabe o que diz e além disso é cobarde escondido atrás do anonimato.
ele nem vê que é o verdadeiro nojo, fétido, inutil, além dos epitetos iniciais , biltre,cabotino, etc,etc,etc....e esté longe de saber o que é liberdade de expressão ou cidadania. Não vale a pena acrescentar mais adjectivos aos do próprio cobarde e anónimo.
A verdade , quando é dita por quem vê, e pensa, e sabe qualquer coisa e diz publicamente, custa muito a engolir.
Para a próxima, se quer resposta, seja mais educado e assine por baixo sem medos ou cobardias, porque o verdadeiro biltre é aquele que não assume os próprios actos .
Já tenho idade suficiente para não me incomodar com estes comentários. Leio , podia nem ler, mas gosto de ler e de me rir , confesso que esta cobardia das palavras me faz sorrir com indulgência perante a pobreza da condição humana subjacente.
Ainda assim fico grato no que toca á gentileza de ter entrado no meu blog, mesmo com o anonimato duma cobardia assumida.
De Anónimo a 10 de Outubro de 2013 às 11:54
Peter – que eu saiba também é um pseudónimo, e nada erudito, se me peermite o comentário. Estou “anónimo” porque “sou inúmeros”, como tão bem explicou o outro (com o tamanho da sua cultura certamente não terei de lhe explicar quem). Desdobro-me, envolvo a sua sombra e existência. Sou qualquer um, sou ninguém. Sou a voz e o eco do ódio que tanto se esmerou em semear, muito melhor faria em semear plantas, quem tanto amor à natureza apregoa. Tanto ódio e raiva, só porque sim.
Repare o “Peter” que não teve argumentos para refutar as críticas concretas que lhe foram feitas, apenas questionou o anonimato e o facto de lhe terem chamado alguns impropérios, mas convenhamos, de uma forma muito educada. De falta de educação não se poderá queixar o (des)estimado cavalheiro.

A idade trouxe-lhe naturalmente muitas capacidades e conhecimentos, sapiência, como a qualquer “bom velho”. Mas ao senhor falhou-lhe o pequeno adjetivo “bom” e o passar dos anos trouxe-lhe (sem prejuízo de, quero acreditar, muitas virtudes), também o azedume, a “bruteza” de quem julga ser detentor uno e absoluto do conhecimento, numa constante tentativa de mostrar saber o que, caro velho, na verdade não sabe.

Deve corroê-lo a inveja e a culpa de não ter sabido fazer o que podia, em tal lugar de poder que ocupou durante tanto tempo. Agora vê tanto trabalho, o Buçaco em palmarés e (finalmente) sob uma glória há muito devida, um justo reconhecimento e empenho. Não se deve essa glória e conquista a si, nem aos seus amados coimbrenses, que sem dúvida edificaram algumas coisas (apenas algumas coisas pontuais, ainda que decisivas, como terá de admitir), mas que há décadas se esqueceram de tão majestoso lugar. E uma “pessoa” não pode viver de glórias eternas do passado, senão ainda hoje Portugal seria o império que com Espanha dividiu o mundo pelo Tratado de Tordesilhas. Bom velho, atualize os seus conhecimentos de história local. A história que hoje se vai fazendo.

Fala de “tachos” e compadrios, e até poderá havê-los, mas olvida que o seu veneno queima também dezenas de nobres trabalhadores que suam o Buçaco diariamente, alguns a troco do “pão” do dia-a-dia, como tantos trabalhadores em todo o lado, sem fortunas nem regalias, outros nem isso. E quanto às qualificações das pessoas que hoje desempenham esse papel, de salvaguarda, proteção, valorização e divulgação do buçac, não ouse nem duvidar. Pessoas há que viram e conhecem mundo(s), formas de estar e de trabalhar, que o caro "Peter" nem imagina. Seja solidário com quem é justo.

Que o corroa a vergonha de ter estado em lugar de poder e nada ter feito durante longos anos. Consigo até compreender que não ter um “poleirinho" nem ser considerado para nada, face à incompetência ou ineficácia de anos, deve doer. Mas isso não lhe dá o direito de lançar balas perdidas, que acabam por ferir quem nada tem a ver com as suas guerras, ódios e paixões particulares.

Se apela aos direitos de cidadania e do respeito, seja o primeiro a reger-se por essas regras. A idade já devia ter-lhe ensinado que a liberdade de expressão é diferente do “direito à mentira e difamação”. Use os conhecimentos que tem (que os tem) para o bem, em vez de se consumir com o ódio. Com a liberdade de expressão vem o dever de fundamentar o que está a ser expresso.

Ass: inúmeros.


P.S. não se ofenda tanto com o anonimato, afinal só estou a seguir as suas lições, que a si tem-lhe dado jeito não assinar uma série de textos infundados em determinado pasquim.

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