Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

A MATA NACIONAL

 

 
A Mata Nacional do Bussaco
                                                                 
Eng. Álvaro Santos
                                                                            
 
        
                                                                                                                
Enquadramento histórico                                            
A Mata em apreço, desde 1094 uma devesa da Mitra de Coimbra, foi, pelo bispo-conde D. João Manuel, doada - em 11 de Maio de 1628 - à congregação dos Carmelitas Descalços para nela fundarem o seu "deserto". Trataram logo depois os frades de construir no centro da mesma o seu Convento. Lançaram a primeira pedra a 7 de Agosto desse ano, e, prosseguindo incansáveis na edificação, já a 19 de Março de 1630 - tendo concluídas as principais obras - lhes foi possível dar inicio à vida regular. Para seu completo isolamento, muraram a Mata e reforçaram a sua protecção por via de duas Bulas Papais. Simultaneamente, a generosa ajuda de piedosos benfeitores proporcionou os meios necessários para outras obras de vulto.
Apesar da extinção das ordens religiosas masculinas em 1834, a permanência monástica no Bussaco prolongou-se até finais de 1855, quando restava apenas Fr. António de S. Tomás de Aquino.
Em 8 de Junho de 1856, a Mata transita para a Administração Geral das Matas do Reino. Demonstrava grandes sinais de abandono: muitas árvores depauperadas, ruas obstruídas, a maioria das capelas quase destruídas, grandes silveirais e matos. No final de 1858, iniciaram-se as primeiras plantações e sementeiras com recurso a espécies exóticas provenientes do Jardim Botânico de Coimbra.
Em fins de 1887, a sua área foi aumentada de 90 para 105 hectares, quinze dos quais lhe foram anexados por expropriação por utilidade pública de propriedades particulares.
Enquadramento jurídico
Em Dezembro de 1898, a Mata passou a constituir uma "Série Artística" sujeita à explorabilidade física. Este estatuto ainda vigora pela sujeição ao regime florestal total, por força dos Decretos de 24 Dezembro de 1901 e 1903.
É também de sublinhar que, no período compreendido entre 1886 e 1995, os Serviços Florestais executaram obra e deram, dentro do possível, continuidade à série de melhoramentos até então realizados.
Desde 1997, esta Mata Nacional está sob a gestão da Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral. É confinante com o Perímetro Florestal da Serra do Bussaco.
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Enquadramento geográfico
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Administrativamente, pertence à freguesia do Luso, concelho da Mealhada e distrito de Aveiro. A circundá-la, existe um muro que ronda os 5 300 metros de extensão e que possui uma altura média de cerca de 2,5 metros.
Enquadramento etimológico e grafias ao longo do tempo
" Tudo são mistérios no Buçaco, alguém exclamou ! a montanha, a mata, os cedros, a via dolorosa, as ermidas e o mesmo nome do Buçaco ! Que quer dizer esta palavra ? " Sampaio, 1850.
Várias são as versões para explicar a origem do nome Buçaco. Mais ou menos poéticas ou pueris, haverá numa ou noutra alguma força de verosimilhança ou mesmo verdade.
É fama que, em eras remotas, um velho que morava numa dessas aldeias circunvizinhas, lá em baixo, deixava amiudadas vezes o povoado para se embrenhar por muitos dias na mata. Quando voltava - com ânimo revigorado - e se cruzava com os vizinhos, ao ser interrogado sobre a mata, retorquia em tom grave e respeitoso: " Daquele monte saco bus ".
Esta história passou de geração em geração e com ela foi tomando esta serra o nome das palavras que o ancião repetia e que, invertidas pelo andar dos tempos, deram bus-saco ... bussaco (Simões, 1856; Mattos, 1874; Castro, 1875; Gonçalves, 1905).A Benedictina Lusitana (citada por Sampaio, 1850) deriva o nome Buçaco da gruta de Sublaco, em que S. Bento fazia penitência, conjecturando-se que os monges do grande Mosteiro Bubulense (Vacariça) - a quem primeiramente pertencera esta mata - lhe deram o nome, ou outro semelhante (talvez Subíaco - Paiva, 1987), que o tempo converteu em Buçaco, em memória do deserto que o seu patriarca com tantas virtudes santificara. Assim o entendeu D. Bernarda Lacerda (1634) que, nas Soledades do Buçaco, lhe faz referência:
 E naquellos siglos de oro,
Y venturosas edades,
Qual el de Lacio) Sublaco
Solia el monte llamarse
 
Antes de D. Bernarda Lacerda ter aventado esta etimologia, Fr. Leão de S. Thomaz, cronista da ordem de S. Bento, refere-a nas Constitutiones Monachorum Nigrorum Ordinis S. P. Benedicti Regnorum Portugaliae (Coimbra, 1629), citadas por Castro (1875). Aí se diz nos prolegómenos, tratando-se do mosteiro Bubulense ou da Vacariça:
 
" Fuit autem aedificatio praedicti coenobii sub titulo Salvatoris annis quatuor post prima fundamenta Lurbani (proindeque duobus ante obitum S. P. Benedicti) quingentesimo scilicet quadragesimo primo in loco qui Vacariça dicitur tribus leucis a Conimbrica distãs versus Aquilonem prope viam Regiam, quae ad Portucallensem urbem tendit ad radices montis Bussaco, nunc vulgo, Sublaco, olim forsitan propter Monachos, qui a Sublaco originem ducebant nuncupatam ".
                                                                                              
        
                                                                                                                
Refere uma fantasiosa tradição que, em eras remotas, um escravo foragido escolhera para guarida um cómodo abrigo formado por imensos rochedos sobrepostos - a Cova ou Gruta do Negro - situados na parte posterior da Ermida do Sepulcro, isto é, abaixo do Calvário. Transportando consigo um saco, era dali que partiam as suas sortidas nocturnas para se apoderar do alheio e praticar outros latrocínios e insultos nas aldeias circunvizinhas. Diz-se que àquele abrigo chamavam as gentes atemorizadas Cova do Boçal (ou do Buçal). É nesta palavra Boçal que, com pequena corrupção, se tem querido encontrar a génese do topónimo Bussaco (hoje Buçaco). De Buçal mais Saco resultara Bussaco, por haplologia: Buçal-saco > Buça-saco > Bu-saco > Bussaco.
Esta etimologia não passa duma pura invenção romântica, pois, como é sabido, a vinda dos primeiros negros para a Europa sucedeu no século XV, quando o nome Buçaco (na grafia da época) dado à serra já se encontrava em documentos do século X (doação de Gondelim ao mosteiro de Lorvão, em 919), em latim bárbaro.
Ao longo dos tempos, de que há memória, a palavra teve várias grafias: " Buzaco", Buzacco ", " Buzzako ", " Buzacho ", " Bussaco " e " Buçaco ".
Das etimologias já referidas, apenas uma parece revestir-se de alguma credibilidade. O termo " Sublaco ", através de metáteses e síncope, fáceis e correntes numa época de língua predominantemente oral, e anagramática, teria feito o seguinte trânsito: Sublaco > Blusaco > Busaco > Buzaco > Bussaco.
Deixámos para última, intencionalmente, outra que se nos afigura bastante plausível e digna de não menos crédito: a que vai buscar a origem a " bosque sagrado " (Boscum sacrum).
Tendo em conta os habituais fenómenos que, no medievalismo, ocorreram noutras palavras ou segmentos verbais, conjecturamos que terá havido a persistência natural das tónicas, síncope do r e posterior aglutinação: Boscum sacrum > Boscu sacru > Bos sacru > Bos sacu > Bossaco e Bussaco, por reforço do timbre vocálico.
Oportuno se torna referir aqui que remonta à mais ancestral antiguidade, de que há notícia, o carácter sagrado dos bosques: Júpiter habitava o Olimpo; os Latinos, inicialmente, faziam dos bosques templo sagrado; na Gália, os druídas tinham igual procedimento.
A ser assim, a correcta grafia aponta para Bussaco.
Texto gentilmente autorizado pelo editor e extraído de « Caracterização da Mata Nacional do Buçaco », págs. 16-18, de SANTOS, Álvaro M. M., Ed. do Autor - Anadia, 1993.
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Intercomunicação do muro da Mata com o exterior 
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Porta da Rainha - Aberta em 1693 para dar passagem à Rainha de Inglaterra, Dª Catarina de Bragança. De imediato, foi entaipada por não se ter concretizado a referida visita (colidia com o preceituado na Bula Papal de Gregório XV, datada de 23 de Julho de 1622). Novamente aberta em Agosto de 1704, por ela passou D. Pedro II, acompanhado pelo Arquiduque da Áustria. Posteriormente, foi encerrada até Maio de 1834. Por ela também passou, em Abril de 1852, Dª Maria II e seu marido D. Fernando, com seus filhos D. Pedro e D. Luís. Em 1872, foi completamente restaurada.
Porta de Sula - Deve a sua designação à proximidade da aldeia de Sula. Remonta aos meados do séc. XVII. Foi alargada e restaurada por volta de 1872. Actualmente, a circulação faz-se apenas por via pedonal.
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Portas de Coimbra - Fundadas em 1630 (eram a antiga Portaria da Mata), foram remodeladas ainda pelos Carmelitas em 1831 e sujeitas a algumas ligeiras reparações em 1866. O seu nome explica-se por estarem voltadas para aquela cidade. Circulação pedonal.
Porta da Serra ou da Cruz Alta - Foi aberta para dar passagem às tropas anglo-lusas por ocasião da batalha em 1810. Acede à Cruz Alta.
Porta de Serpa - Construída por volta de 1865-66. Deve o seu nome ao Prof. Catedrático Manuel de Serpa Machado que, devido à sua influência e diligências, fez com que, em 1838, o Convento e Mata do Bussaco fossem retirados da lista dos bens nacionais anunciados para venda. Em 1887, com a anexação de 15 hectares à antiga Cerca dos Carmelitas, foi pouco depois transferida para o seu actual local.
Porta do Luso - Construída, provavelmente, em 1890. Em frente, para lá da estrada Luso-Penacova, situa-se o Chalé de Emídio Navarro. A circulação faz-se apenas por via pedonal.
Porta das Ameias - Assim designada porque lhe servem de remate. Com razoável grau de certeza, foi construída no período compreendido entre 1888 e 1900. Foi recentemente reparada em 2001. É a mais utilizada pela rede rodoviária.
Porta das Lapas - Tudo aponta para que tenha sido construída entre 1900 e 1920. Há, pelo menos, uma década que está encerrada ao público por se ter convertido em local de encontro de inúmeros toxicodependentes. Situada à beira da estrada Luso-Penacova.
De registar ainda a existência de duas outras alternativas de circulação pedonal: a Porta dos Degraus, logo seguida da escadaria, que é a mais directa ao centro do Luso e a Porta de S. João, a mais recente abertura no muro, também acede ao Luso.
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ERMIDAS (De habitação ou de Penitência)
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S.ta Teresa - Fundada por Bento Pereira de Melo, Deão da Sé de Coimbra, Prior-Mor da Ordem de Avis. Foi demolida, em 1885, para dar lugar ao Chalé com idêntico nome.
St° Elias - Fundada por António Pinto Bôto, morador em Águeda.
S. Miguel - Fundada por António Vaz Preto, Prior de Treixedo.
N. Sr.ª da Conceição - Fundada por D. Rodrigo de Melo, irmão do Marquês de Ferreira, filho do 3° Conde de Tentúgal e da Condessa de Tentúgal, D. Mariana de Castro. Em 1866, foi reparada pelo Conselheiro Ernesto de Faria.
S. José - Fundada em 1644 pelo Reitor (da Universidade) Manuel de Saldanha, Bispo de Viseu. Iniciada em 1643 e concluída em 1644.
Sacramento - Fundada por D. Mariana de Cardenas, Duquesa de Torres Novas. Em ruínas, por ter sido intencionalmente arrasada.
N. Sr.ª da Assunção - Fundada por D. Diogo Lopes de Sousa, Conde de Miranda. Localiza-se um pouco acima da Fonte Fria.
Calvário - Fundada pelo Bispo-Conde D. João Manuel. Construída em 1694. Tem forma sextavada.
Sepulcro - Fundada em 1646 pelo Reitor Manuel de Saldanha. No séc. XVIII, temporariamente, passou a ser propriedade de Ascêncio de Paiva Pinto. Foi restaurada em 1863
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S. João Baptista ou do Deserto - Fundada em 1650 pelo Reitor Manuel de Saldanha.
Stº Antão - Fundada pelo Reitor Manuel de Saldanha em meados do séc. XVII (1643-46). Tem forma cilíndrica.
 
CAPELAS (Devocionais)
As capelas devocionais são 4: S. João da Cruz, S. Pedro, Stª Maria Madalena e Stº Antão.
A Via Sacra é composta de vinte passos, assinalados por pequenas capelas. A saber:
1 - Horto
2 - Prisão
3 - Cedron
4 - Anás
5 - Caifás
6 - Herodes
7 - Pretório
8 - Cruz às Costas
9 - Primeira Queda
10 - Encontro da Virgem
11 - Cireneu
12 - Verónica
13 - Segunda Queda
14 - Filhas de Jerusalém
15 - Terceira Queda
16 - Cristo despojado
17 - Crucificação
18 - Cristo descido da Cruz
19 - Calvário (já referida nos Ermitérios)
20 - Sepulcro
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FONTES
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Remontam à era carmelitana, tal a abundância das águas existentes, as seguintes:
Stº Elias - Foi obra do Bispo-Conde D. João Manuel. A água que dela brota é reputada de férrea. É datada de 1700. Todavia, no séc. XIX (em 1854), a sua água foi desviada e construiu-se a actual num local um pouco abaixo daquele onde primeiramente havia sido implantada.
Stª Teresa - Iniciada a reedificação pelos frades, por volta de 1832. A extinção da Ordem em 1834 e as vicissitudes à época levaram a que a obra só fosse concluída durante o terceiro quartel do séc. XIX.
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S. Silvestre - Foi objecto de reformulação estética em 1886-87 que inclui uma Cascata, com os seus pequenos lagos, as rochas e as grutas simuladas.
Carregal - Depois de sofrer uma primeira intervenção reconstrutiva em 1866, foi totalmente remodelada em 1883.
Samaritana - Deve-se à iniciativa do Reitor Manuel de Saldanha, em meados do séc. XVII. Está já seca há mais de um século e integra-se numa espécie de capela que perdeu algum do seu carácter sacro por ter sido reformada em 1878.
Fria - Deve a sua designação à reduzida temperatura das suas águas. Reconstruída em 1866, tornou-se alvo de duras críticas. Foi, por isso, reformada em 1881. As suas águas alimentam um pequeno lago artificial, construído em 1859-60 e integralmente restaurado em 2000.
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O PALACE HOTEL E CONSTRUÇÕES ANEXAS
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A iniciativa da construção deste sumptuoso palacete deve-se ao Conselheiro Emídio Navarro, na época Ministro das Obras Públicas, por despacho de 18 de Julho de 1888.
As obras começaram no mês de Novembro imediato, cabendo o projecto a Luigi Manini, arquitecto e cenógrafo italiano. A direcção das construções ficou a cargo de Ernesto Augusto de Lacerda, na época Administrador da Mata do Bussaco. Outro despacho ministerial, de 30 de Junho de 1891, ordenou a entrega das construções à Direcção das Obras Públicas de Aveiro, que lhe deu pequeno desenvolvimento. As obras foram, por isso, suspensas ainda nesse mesmo ano. Em 28 de Julho de 1894 foram outra vez autorizadas e novamente a cargo de Ernesto de Lacerda. Deram-se por concluídas nos finais de 1906.
Trata-se de um monumento em estilo neo-manuelino, com algumas reminiscências da renascença cristã. Inicialmente estava destinado às vilegiaturas da família real (D. Carlos e D. Amélia), mas que, desde 12 de Novembro de 1907 até hoje, se transformou em hotel.
Anexas ao edifício principal destacam-se quatro outras construções: a Casa Românica ou dos Arcos, a Casa das Pedrinhas ou dos Embrechados, a Casa dos Cedros e a Casa dos Brasões.
A primeira, da autoria de Manini, foi erguida em simultaneidade com o Hotel. A segunda segue a tradição herdada das edificações carmelitanas. A terceira, da autoria do arquitecto Nicola Bigaglia, iniciou-se na viragem do século e estava, em 1902, em fase de acabamento. A última, da autoria do arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior, iniciou-se em finais de 1905 e estava concluída em 1910.
A competência da autorga do contrato de exploração do Palace Hotel do Bussaco por parte do Estado na pessoa dos Serviços Florestais, desde 1964, passou para a jurisdição da Direcção Geral do Turismo.
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VASCONCELLOS, C. M. - O Bussaco. A Matta, in « A Arte e a Natureza em Portugal », 6 (66), Porto, Emilio Biel e Cª. Editores, 1906, s/p.
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  ( Eng. Álvaro Santos-sitio da DRABL)
                                                                                                      
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